domingo, 22 de janeiro de 2017

A Origem dos nomes das estações das Linhas da CPTM: Linha 10 - Turquesa

Olá amigos, vocês estão bem? Pois bem, a nossa viagem continua aqui pelas linhas da CPTM. Muitas delas ajudam a contar um pouco da história da nossa região. Tudo porque em torno de muitas dessas estações, muitas regiões cresceram e viraram cidades. E de acordo com seus nomes e suas trocas, elas ajudam a contar um pouco da nossa história.
Hoje vamos fazer uma viagem pela Linha 10 - Turquesa e iremos com ela até a região do ABC paulista. Uma das regiões mais importantes da Região Metropolitana, ela muito se desenvolveu graças a esta linha, que nos séculos XIX e XX fazia parte da Ferrovia Santos - Jundiaí, uma das principais ferrovias do país e que era essencial para o transporte do nosso principal produto até então: o café, que saia do interior de São Paulo. Como linha da CPTM, ela passou por algumas mudanças. Anteriormente, ligava a estação da Luz até a estação de Paranapiacaba, distrito de Santo André já próximo do litoral. Porém, a estação de Paranapiacaba foi desativada em 2002 devido a falta de passageiros, assim como a estação Campo Grande. Mas ao contrário de Paranapiacaba, a estação Campo Grande não existe mais e está em ruínas. Já Paranapiacaba ainda existe, mas fazendo parte do Expresso Turístico. E desde 2011, os trens da linha param no Brás e não mais na Luz. Por fim, havia a Parada Pirelli, próxima da fabrica de pneus da Pirelli. Mas devido a alguns problemas com intrusos, já que a parada deveria atender somente funcionários da Pirelli e de forma gratuita, a parada foi fechada em 2006.
A Linha 10 possui atualmente 38 km e 14 estações, ligando o centro de São Paulo ao ABC. Isso é, excluindo as cidades de São Bernardo do Campo e Diadema, duas das maiores cidades da região e que não passam nem perto de ter trem. Mas em compensação, são atendidos pelo corredor de Trólebus da EMTU. Mas voltando a linha, muitas das estações ainda conservam características muito antigas, datadas do século XIX e começo do século XX. Mas a linha sofre com muitos problemas, tal como falha nos trens e alagamentos constantes, além da estrutura das estações não atenderem as necessidades atuais. Problemas similares a sua irmã Linha 7 - Rubi, já falada aqui. Mas tal como problemas, ambas tem em comum o fato de terem sido construídas pela São Paulo Railway, juntas formavam a Santos-Jundiaí e ambas tem a mão inglesa. Mas devido ao fato da estação Tamanduateí estar agora ligada a Linha 2 - Verde do metrô, a linha passou a ser essencial no Transporte Metropolitano sobre trilhos, por ligar o ABC com a capital.
Apresentei o geral da linha. Agora vou falar de cada uma das estações. Só adiantando, Paranapiacaba significa "lugar onde se vê o mar" e hoje é um ponto turística, tombado e cheio de história pra contar. Mas agora, vamos até o Brás para começar nossa viagem.

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Paranapiacaba.

Brás 

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Inaugurada em 1867, já revelamos a origem do nome dessa estação em: http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2015/12/a-origem-dos-nomes-das-estacoes-de_7.html.

Juventus-Mooca

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Foto antiga da fachada da estação.
Foi inaugurada em 1898. O nome Mooca já foi revelado aqui em: http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2015/12/a-origem-dos-nomes-das-estacoes-de_7.html . Mas o agora primeiro nome da estação, Juventus, vem do mais famoso time local. A equipe fundada em 1924 pela colônia italiana do bairro, foi campeã paulista em 1934 e campeã da Série B do Brasileirão em 1983 e por suas diversas vitórias ante os grandes times da capital, lhe valeu a alcunha de "moleque travesso". A equipe, apesar de longe das grandes competições, segue firme e forte com sua torcida fiel, sua rivalidade com a Portuguesa e com o seu grande Clube Social. O nome do time na estação foi um pedido dos moradores, pelo time ser um patrimônio do bairro e por outros times já terem estações com seus nomes. Além de que, o mítico estádio da Rua Javari fica próximo da estação.

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Estádio da Rua Javari, pertencente a Juventus.

Ipiranga

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Entrada da estação.
Inaugurada em 1886, embora não esteja conectada a estação Alto do Ipiranga da Linha 2 - Verde do Metrô (nem fica no Ipiranga), a explicação do nome já foi explicada: http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2015/12/a-origem-dos-nomes-das-estacoes-de_4.html.

Tamanduateí

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Estação Tamanduateí renovada
Inaugurada em 1955, mas como Parada Vemag/Studebaker, ganhou o nome atual em 1967. Ligada a estação de mesmo nome da Linha 2 - Verde, já teve sua origem revelada em: http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2015/12/a-origem-dos-nomes-das-estacoes-de_4.html.

São Caetano do Sul

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Entrada da estação.
A estação ainda ganhou o nome de Walter Braido, ex-prefeito de São Caetano por três vezes e que faleceu em 2008, tendo o nome dele acrescido na estação em 2015. Mas chegamos a primeira cidade do ABC, São Caetano do Sul. A estação inaugurada em 1883 conserva muita coisa do passado e até hoje espera por reformas. Mas indo a fundo, o nome da cidade vem de São Caetano de Thiene (1480-1547), um monge católico que foi canonizado em 1671, pela Igreja Católica. É o padroeiro dos gestores públicos e de várias cidades pelo Brasil e do mundo, como a própria São Caetano do Sul. Embora fundada em 1877, a cidade tem suas origens desde o século XVI, quando os primeiros jesuítas subiram a Serra do Mar e chegaram onde hoje é São Paulo. A menor das cidades da Região Metropolitana em área, possui 15 km² e quase 160 mil habitantes, dependem da indústria e do comércio, sendo que a cidade sedia a General Motors (GM) no Brasil e de lá, se originou as famosas Casas Bahia. Mas a cidade se destaca por sua qualidade de vida, sendo a cidade brasileira com o maior IDH do país.
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A bela São Caetano do Sul, conhecida por sua qualidade de vida.

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Walter Braido, ex-prefeito da cidade e homenageado.

Utinga

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Plataforma da Estação.
Atravessamos a pequenina São Caetano para chegarmos a gigante Santo André. E começamos com a estação Utinga, localizada no distrito homônimo. A estação foi inaugurada em 1933 e passou por mudanças no prédio nas décadas de 60 e 70. O nome Utinga vem do Tupi-Guarani e significa "Água branca".
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Bairro de Utinga.

Prefeito Saladino

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Exterior da Estação.
A segunda estação da cidade é também uma das mais recentes da linha. Inaugurada em 1952 como uma parada, em 1966 virou uma estação. O nome da estação vem de um antigo prefeito da cidade, Saladino Cardoso Franco, que foi prefeito da cidade entre 1914 e 1930,  tendo sido tirado do poder pela Revolução de 1930. Pertencia a uma das famílias mais influentes da cidade.

Saladino Cardoso de Franco (1873-1951)

Prefeito Celso Daniel - Santo André

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Interior da Estação
A estação mais antiga da cidade, inaugurada em 1867, leva ao mesmo tempo o nome original e o nome de um dos prefeitos mais polêmicos da cidade. Em 2007, foi adicionado o nome de Celso Daniel. Mas antes de receber o nome de Santo André, tinha o nome da vizinha São Bernardo. Na época, Santo André era parte de São Bernardo e que era parte de São Paulo, antes de se emancipar em 1938. O nome da cidade vem de Santo André da Borda do Campo, a primeira vila inaugurada pelos portugueses quando chegaram ao topo do Planalto, em 1553. O nome do Santo vem do Apóstolo André, irmão do Apóstolo Pedro e um dos 12 discípulos de Jesus. A cidade que leva o nome do santo é a 4° maior da Região Metropolitana e tem mais de 700 mil habitantes. A economia da cidade depende do comércio e outrora foi uma cidade-indústria, com várias fábricas que montavam peças paras as metalúrgicas da região, mas esta atividade decaiu na década de 80. Outras indústrias, como petroquímicas, de eletrônicos e borracha, também estão presente na cidade
Falamos da cidade, falaremos de Celso Daniel (1951-2002). Foi prefeito da cidade ente 1989 e 1992 e depois entre 1997 até 2000 e estava em seu terceiro mandato, quando foi assassinado em 2002, tendo seu corpo encontrado na cidade de Juquitiba. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), sua morte permanece um mistério até hoje. Sabia-se que ele estava envolvido em escândalos de corrupção no setor de transportes do município e isso tem influência até hoje em casos maiores e mais recentes, como o Mensalão do PT em 2005 e até na atual Lava-Jato. Na época, Celso Daniel fazia parte da campanha vitoriosa de Lula e viria a fazer parte do governo recém-eleito. O crime ainda teve suas consequência, como a morte de sete testemunhas antes delas deporem e do mandante do crime, Sérgio Gomes da Silva, conhecido como "Sombra". Até hoje, não se sabe se o crime foi político ou não.
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A cidade de Santo André.
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Celso Daniel, ainda em vida.

Capuava

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Plataforma da estação.
Passando pela antiga parada Pirelli (já citada no começo da matéria), chegamos a cidade de Mauá. A primeira estação da cidade é a de Capuava. Inaugurada em 1920 como um posto telegráfico, virou uma estação no ano de 1960 e desde então, virou uma estação por completo. O nome da estação, que faz referência ao bairro localizado entre Mauá e Santo André significa "Valentão" ou "Matuto", tendo origem indígena.
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Parque Industrial de Capuava.

Mauá

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Estação vista de cima.
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Irineu Evangelista de Souza, o Barão e depois Visconde de Mauá (1813-1889)
E chegamos a principal estação da cidade. A estação inaugurada em 1883 se chamava Pilar e só recebeu o nome atual em 1926, passando por reformas na década de 70. A estação ajudou a cidade a crescer. A troca de nomes só ajuda a contar a história de Mauá, que se chamava Pilar antes do nome atual. O nome faz referência a tribo indígena Tamoia que vivia na região da Baía de Guanabara antes da colonização. O nome ficou famoso com Irineu Evangelista de Souza , o Barão de Mauá, um dos primeiros empresários do país e grande incentivador das ferrovias no país (ele inaugurou a primeira). E foi homenageando o grande incentivador das ferrovias (inclusive a estrada Santos-Jundiaí), que a estação mudou de nome. E mudou o nome da região que se emancipou de Santo André em 1953. Desde então, a cidade de Mauá cresceu e se tornou uma das mais densamente habitadas da região. Embora tenha uma área de 62 km² e tendo parte da área do município como Parque Industrial e parte do Parque Estadual da Serra do Mar, possui quase 450 mil habitantes. Antes denominada "Capital da Porcelana", hoje a cidade depende da logística e da indústria química, tendo uma refinaria da Petrobrás na cidade, além de várias empresas químicas conhecidas. A estação também conta com o maior bicicletário da América Latina, tendo vagas para mais de 2 mil vagas, com empréstimo de bicicletas.
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Cidade de Mauá.

Guapituba

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Entrada da estação.
A última estação da cidade fica numa área relativamente nova da cidade. Era somente um posto telegráfico quando foi inaugurada, em 1907. Mas com o crescimento da região, os moradores exigiram uma estação no local e o pedido foi atendido em 1983. Conhecida também por seu jardim repleto de flores, como rosas, azaleias, cravos e dálias, o nome da estação tem a ver com outra planta. Embora divirjam, o nome de origem indígena significa "Rio onde há muito aguapé" ou "Abundante de aguapé", fazendo referência a essa planta aquática.

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Parque Guapituba

Ribeirão Pires

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Estação Ribeirão Pires.
E chegamos a cidade de Ribeirão Pires. E sua estação inaugurada em 1885 ainda conserva muitas características do século XIX até hoje. E a cidade foi batizada justamente pelo ribeirão que corta a cidade e recebe este nome. Mas quem foi o Pires, aí é outra história. Segundo Pedro Taques, o nome veio de um rico português chamado Salvador Pires, que descobriu a região e tinha muitas terras perto do ribeirão. Mas para o historiador Wanderley Santos e sendo a hipótese mais aceita, o nome veio de Antônio Pires de Ávila, que tinha terras na região há muito tempo. Mas origens a parte, a cidade tem em seu nome "Estância Turística", o que lhe garante mais recursos para o turismo, do qual depende a cidade, seja por seus pontos históricos do período colonial, seja por suas belezas naturais. A cidade tem pouco mais de 113 mil habitantes e se emancipou de Santo André em 1953. A estação ainda ganhou o nome de Antônio Bespalec, antigo secretário de Meio Ambiente do município nos anos 80 e candidato a prefeito em 1996. Faleceu em 2008.
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Antônio Bespalec.

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Vista aérea da cidade.

Rio Grande da Serra

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Chegada da Estação. E em destaque, a passagem de nível.
A nossa última parada é na pequena Rio Grande da Serra. Já bem distante do centro de São Paulo, a cidade possui uma das estações mais velhas da linha, datada de 1867 e tal como a da vizinha Ribeirão Pires, conserva muita de suas características originais. E é a única que conta com uma passagem de nível, antes da estação. A cidade cresceu em torno da estação, que desde de 2002 é o término da linha. Com 37 km² de área e pouco mais de 40 mil habitantes, a menor das cidades do ABC depende do turismo, do comércio e de pequenas indústrias. Boa parte da cidade está em área de conservação de mananciais. O nome da cidade faz referência ao Rio Grande, rio que nasce na região da cidade e que é a principal fonte da Represa Billings. O rio era um dos principais pontos de paradas dos tropeiros. O nome Serra já se refere a Serra do Mar que cerca o município. Embora seja uma das regiões mais antigas a serem povoadas quando os jesuítas subiram a Serra do Mar, a cidade só surgiu em 1964, quando se emancipou de Santo André. Antes desse período, a estação foi nomeada só Rio Grande e antes de receber o nome atual, se chamava Icatuaçu.
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Centro da Cidade.

E encerramos aqui mais uma viagem pelos trilhos de trem da linha 10. Aguardem até a próxima viagem. Até!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Origem dos nomes das estações das Linhas da CPTM: Linha 8 - Diamante

Olá gente, como vão? Bem, vamos seguir viajando de trem aqui pelo Blog, onde eu estou contando a história do nome das estações das linhas da CPTM. E nossa viagem de hoje é pela Linha 8 - Diamante, que liga o centro de São Paulo até a cidade de Itapevi, oeste da Região Metropolitana de São Paulo. A linha passa por cidades como Osasco, Carapicuíba, Barueri e Jandira até chegar em Itapevi. A linha ajuda a contar a história dessas cidades e também um pouco da história de São Paulo.
A linha atual está no lugar da Estrada de Ferro Sorocabana, que ligava o Centro de São Paulo ao interior paulista, passando por grandes cidades do oeste paulista como Sorocaba, Assis, Ourinhos, Presidente Prudente e chegava até Mato Grosso do Sul. Mas já na década de 30, a linha se convertera em uma linha de trem de passageiros ante ao que foi no passado, que foi mais uma linha que trazia o café da nova fronteira agrícola, que passava a ser o oeste do Estado de São Paulo. As estações antigas deram lugar a novas entre as décadas de 70 e 80, com algumas tendo sido recentemente reformadas.
A linha atual possui 36 km que ligam São Paulo a Itapevi, contando ainda 6,3 km da extensão até Amador Bueno, na divisa de Itapevi com o interior de São Paulo. Sobre essa extensão, falarei melhor sobre elas lá na matéria. Falando nela, vamos ler? 
Se respondeu sim, vamos lá

Júlio Prestes

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A imponente fachada da estação.
A maior de todas as estações da linha (em área), ela é histórica e tal como a Luz, conta parte da história da cidade. A Estação original foi inaugurada em 1872 e permitia a tranferência do café da linha da Sorocabana para a São Paulo Railway (a famosa Santos-Jundiaí), pois ambas as estações são muito próximas. O movimento aumentou tanto que foi preciso construir uma nova estação no lugar, em 1925, inspirado nas grandes estações ferroviárias dos EUA. O prédio de 1925 é o que permanece até hoje e além da estação, também abriga a Secretária de Cultura do Estado de São Paulo e a Sala São Paulo, palco das apresentações da Orquestra Sinfônica de São Paulo, inaugurada em 1999  e considerada uma das mais belas casas de concerto do mundo. Infelizmente sofre com os arredores, pois está localizada próximo da Cracolândia (sobre ela, nenhum comentário).
Falei muito da história da estação e sua importância, mas falemos do homenageado. O tal Júlio Prestes (1882-1946) foi um advogado, poeta e político brasileiro, tendo sido deputado federal, presidente (governador de São Paulo) entre 1927 e 1930 e foi o último presidente eleito na Velha República, antes da Revolução de 30, que derrubou seu antecessor e principal aliado, Washington Luís e colocou no poder Getúlio Vargas.

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Júlio Prestes, que nem chegou a assumir a presidência.

Palmeiras - Barra Funda

Lapa

Já falada em: http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2016/12/a-origem-dos-nomes-das-estacos-das_27.html, mesmo estando em outra linha e não tendo nada a ver com a da Linha 7.

Domingos de Moraes

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Plataforma de embarque.
Localizada na Lapa, a estação foi inaugurada em 1920 e recebeu o nome atual um ano depois. Recebeu um novo prédio em 1979 e seu nome homenageia Domingos de Moraes Correia (1851-1917), ex-vice presidente de São Paulo os anos de 1901 (no governo de Rodrigues Alves) e 1904 (governo Bernardino de Campos). Anteriormente, o engeneheiro civil foi um dos signatários da Constituição de 1891, vereador de São Paulo, Deputado Estadual e Senador.

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Domingos de Moraes.

Imperatriz Leopoldina

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Exterior da estação.
A estação foi inaugurada em 1931 com o nome de Armazém Regulador, já que ficava próxima de onde hoje é a CEAGESP. Chegou a ser renomeada depois de km11 e também foi a estação final da Linha 9 - Esmeralda. Mas em 1979, ganhou um novo prédio e recebeu o nome daquela que nomeia o bairro aonde fica, nesse caso a Vila Leopoldina. A Imperatriz Leopoldina foi a primeira Imperatriz do Brasil, casada com Dom Pedro I. Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo - Lorena, mais conhecida como Maria Leopoldina (1797-1826) foi a primeira esposa de Dom Pedro I e pertencia a famosa dinastia dos Habsburgos, que comandou a Áustria até o começo do século XX. Foi mãe de Dom Pedro II e a cor do brasão da sua família (amarelo) está em nossa bandeira até hoje. Foi decisiva na independência do Brasil e também trouxe diversos estudiosos para o país.

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Retrato da 1° Imperatriz do Brasil

Presidente Altino

Osasco

Comandante Sampaio

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Plataformas da estação.
Inaugurada em 1946, a estação localizada na Avenida dos Autonomistas (a principal avenida de Osasco) foi chamada de General Sampaio e depois recebeu o nome atual. Mas ambos os nomes se referem ao mesmo homem: Antônio de Sampaio (1810-1866). Antônio de Sampaio foi um dos principais combatentes da Guerra do Paraguai e morreu justamente em uma das batalhas dessa guerra, mas recebeu as honrarias. É o patrono da infantaria do Brasil.

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Antônio de Sampaio, o comandante e patrono da infantaria.


Quitaúna

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Entrada da estação.
A estação foi inaugurada 1929 e teve seu nome mudado na década de 40 para Duque de Caxias, devido ao quartel inaugurado próximo a estação. Mas em 1948, o nome voltou a ser Quitaúna e a estação mantém o nome até hoje. O quartel permanece lá com o mesmo nome da estação e é um dos maiores batalhões do exército brasileiro. O nome Quitaúna era o nome antigo da cidade de Osasco (conhecido como Vila de Quitaúna) e o nome de origem tupi significa "pedra preta na mata".

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A Vila Militar de Quitaúna.

General Miguel Costa

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Exterior da estação.
Mais uma estação com nome militar. Mas antes de receber o nome atual, teve como nomes anteriores km 21 (na época de sua inauguração, em 1953) e na década seguinte, foi nomeada Matadouro, devido a um matadouro próximo da estação. Mas em 1987, recebeu o nome atual como forma de homenagear o militar Miguel Alberto Crispim Rodrigo da Costa (1885-1959), militar que participou de importantes eventos da história brasileira, como as Revoluções de 1924 e 1930, além da famosa Coluna Prestes. Foi um dos líderes da Revolução de 1924 e embora tenha vivido aqui, nasceu na Argentina.

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Miguel Costa

Carapicuíba

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Atual estação, renovada.
A estação recentemente modernizada foi inaugurada em 1921 com o nome de km 23. A estação recebeu o nome da cidade em 1923, mas mudou o nome para Sylviania devido ao bairro de mesmo nome (Vila Sylvânia) onde fica a estação. A estação voltou a ter o nome da cidade depois e após isso, ela passou por duas reformas (1979 e 2011). A estação recebe o mesmo nome da cidade fundada em 1580, mas que se emancipou de Barueri em 1964. O nome da cidade tem origem tupi ou na língua meridional, porém não se tem certeza do seu significado. Entre os topônimos possíveis, pode significar "Peziza ruim" (peziza é um tipo de cogumelo), "Carapicus podres" (Carapicu é um tipo de peixe), "Pé de carapicu" (carapicu é um tipo de arbusto) ou "Aquele que se faz em poços", nome dado pelos índios para um ribeirão que passa na divisa entre Osasco e Cotia. Embora o significado do nome da cidade seja incerto, certo é que o local se tornou uma das maiores cidades da Região Metropolitana e bastante forte nos setores de serviços e industrial, contando com um grande parque industrial, além de contar com parte do bairro fechado Granja Viana, dividindo com a vizinha Cotia.

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Vista da cidade atual

Santa Terezinha

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Estação atual
A cidade de Carapicuíba ainda conta com mais uma estação. A estação Santa Terezinha pode não ser tão movimentada quanto a antecessora, mas tem muita história. Foi "inaugurada" nos anos 40 para servir ao Asilo Santa Teresinha, que deu nome a estação. O Asilo Santa Terezinha é mantido pela Associação Santa Terezinha e existe até hoje. A Santa que dá nome aos dois é de uma beata francesa chamada Marie-Françoise-Thérèse-Martin (1873-1897), que morreu com apenas 20 anos de idade. Tornou-se freira aos 15 anos, mas morreu muito jovem devido a tuberculose. Foi canonizada pelo Papa Pio XI em 1925 e desde então, é a padroeira dos doentes de tuberculose, da França, Rússia e dos missionários, dentre outros.
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Asilo Santa Terezinha, atualmente.
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Imagem de Santa Terezinha


Antônio João

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Chegada da estação
Chegamos a cidade de Barueri e a primeira estação tem em comum com a estação Comandante Sampaio. Inaugurada em 1941 e depois reformada, a estação recebeu o nome do militar da Guerra do Paraguai Antônio João Ribeiro (1823-1864), foi tenente da cavalaria durante a Guerra e morreu em combate, estando cercado por muitos paraguaios. Recebeu diversas homenagens no Estado de Mato Grosso do Sul, nomeando um município do Estado e estando até na letra do hino do Estado.


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Estátua de Antônio João, na cidade de mesmo nome (MS)


Barueri

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Renovada estação de Barueri.
A estação que recebe o nome da cidade é uma das mais antigas da linha, tendo sido originalmente inaugurada em 1875 pela antiga Sorocabana (como todas, aliás). A estação foi reconstruída em 1926 e posteriormente modernizada em 1982 e em 2011. A estação surgiu antes mesmo da cidade virar cidade, já que Barueri se emancipou de Santana de Parnaíba em 1949. A cidade era uma vila de Santana de Parnaíba e foi fundada provavelmente em 1610. O nome da cidade e da estação tem origem tupi e significa "coisa que treme", provavelmente fazendo referência a correnteza do rio Tietê em trecho desnivelado. A cidade que era uma vila se tornou uma das cidades mais ricas do país, sediando grandes empresas em seu território, especialmente graças ao famoso bairro nobre de Alphaville, sendo um dos primeiros bairros fechados do país, seja para empresas, seja para pessoas. Muitas celebridades moram em Alphaville.

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Vista aérea de Alphaville, famoso bairro nobre de Barueri.


Jardim Belval

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Estação Jardim Belval.
Continuando em Barueri, a estação do Jardim Belval surgiu como parada não-oficial da linha nos anos 60, sendo usada para levar soldados de um batalhão próximo e os moradores do bairro. Oficialmente, o prédio da estação foi inaugurado em 1983. Embora não fique no bairro do Jardim Belval, o nome do bairro é uma abreviatura de Belo Vale. O Belo Vale era o nome de uma indústria de cerâmica que nos anos 40 foi loteada para dar origem ao bairro. A estação ainda é próxima (mais ou menos) da Arena Barueri, estádio da cidade e que recebe grandes jogos em algumas ocasiões.

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Jardim Belval, bairro onde se localiza a Arena Barueri.


Jardim Silveira

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Exterior da estação.
Inaugurada em 1951 como Km 29, a estação teve seu nome alterado para o atual 10 anos depois. O prédio atual foi inaugurado em 1983. O nome que batiza a estação é o do bairro de Jardim Silveira, já distante do centro de Barueri.

Jandira

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Estação Jandira de cara nova.
E o nossa trem chega até Jandira, já bem no oeste da Região Metropolitana. É mais uma cidade brasileira que surgiu através das linhas de trem que foram construídas no século XIX. A estação surgiu como uma parada da Sorocabana nos anos 20 e logo após ganhar um posto telegráfico, a parada recebeu o nome de Vila Jandira. Esse fato mostra o passado da cidade, que era uma vila da cidade de Cotia e da qual se emancipou em 1964 após votação popular. Hoje, a cidade de Jandira depende do setor de serviço e da indústria. É uma das cidades mais densamente habitadas da região, tendo pouco menos de 120 mil habitantes para pouco mais de 17,5 km² (o que dá mais de 6 mil habitantes por km²). A alcunha da cidade já diz tudo sobre seu nome: de origem tupi-guarani, designa um tipo de abelha que era muito comum na região. E está na alcunha da cidade, "cidade favo de mel".

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Cidade de Jandira

Sagrado Coração

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Interior da estação.
Ainda em Jandira, essa estação inaugurada por volta dos anos 50 e reformada nos anos 80, teve dois nomes durante sua existência, porém com a mesma origem. O primeiro nome era Coração de Jesus e na década de 70, usa o nome atual. Ambos vem de uma Igreja próxima a estação, a Igreja Sagrado Coração de Jesus, que dá nome ao bairro (neste caso, Sagrado Coração).

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Igreja Sagrado Coração de Jesus.

Engenheiro Cardoso

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Vista aérea da estação.
Chegamos no último município de nossa viagem. Estamos em Itapevi e a primeira estação da cidade é a de Engenheiro Cardoso. Ela foi inaugurada pela Sorocabana na década de 50 com o nome de parada km 33. Mas na década seguinte, a estação recebeu o nome atual e nos anos 80 e em 2010, recebeu modernizações. O nome da estação vem do Engenheiro João Pedro Cardoso, que possuía um sítio próximo da estação.

Itapevi

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Renovada estação.
E chegamos a estação que leva o nome da cidade de Itapevi. A estação é uma das mais antigas da linha, tendo sido inaugurada em 1875 e era chamada de Cotia, já que a cidade de Itapevi pertencia a Cotia na época. Tal como seu vizinhos de linha 8, a cidade cresceu em volta da estação. Nesse caso, o nome da cidade só foi dado à estação em 1945 e a cidade só se emancipou de Cotia em 1959. Durante sua existência, a estação foi reconstruída várias vezes, sendo a última em 2010. Já a cidade de Itapevi tem seu nome vindo do Tupi Guarani e significa "Rio das Pedras Chatas". Grandes empresas estão sediadas na cidade e por ser ponto de passagem de duas grandes rodovias (Castelo Branco e Raposo Tavares), é um importante pólo logístico. É a última estação dos trens saindo da Estação Júlio Prestes. Para seguirmos em frente, teremos que pegar outro trem. Ao menos é de graça a passagem para as próximas duas estações, de onde deveria ter quatro. Já conto mais...

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Cidade de Itapevi atual.

Santa Rita

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Entrada da estação.
A extensão até Amador Bueno surgiu por volta dos anos 70 e foi desativada em 2010 para reformas, tendo voltado em 2014. Mas quando voltou, duas das paradas não voltaram mais, Cimenrita  e Ambuitá (iniciais de Amador Bueno mais o final de Santa Rita). Elas nunca foram consideradas estações, apenas paradas, já que elas não possuíam estrutura de estação, tais como bilheteria, segurança ou atendimento. Até possuíam bilheterias, mas os contantes assaltos fizeram-nas fechar. Mas falando particularmente de Santa Rita, embora seja considerada hoje uma estação, conta apenas com sanitários após a reforma e sem bilheterias, o embarque é gratuito (um sonho pra qualquer um). O nome da estação é devido a antiga fábrica de Cimento Santa Rita, hoje desativada e que também nomeava a antiga estação seguinte, a Cimenrita. Já a Santa que os batiza é considerada ambos é a padroeira dos doentes e das causas impossíveis, sendo Santa Rita de Cássia, uma monja que viveu entre os séculos XIV e XV na Itália, sendo canonizada em 1900.

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Antiga fábrica de cimento Santa Rita.
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Santa Rita de Cássia.

Amador Bueno

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Nova estação Amador Bueno.
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Amador Bueno da Ribeira, o Rei de São Paulo.
E chegamos ao fim na estação Amador Bueno. A nossa parada final fica já quase no interior paulista, perto de São Roque. Antigamente, os trens suburbanos antes da CPTM iam até Mairinque, passando por São Roque. Atualmente, eles param aqui. Inaugurada em 1927, originalmente e recebendo novas versões em 1985 e 2014, essa estação que no começo se chamava Fernão Dias e depois tendo o nome mudado para o atual. Sobre quem foi Amador Bueno, não se sabe exatamente quem é o homenageado, pois há três cidadãos registrados com esse nome na história brasileira e todos parentes. O primeiro, Amador Bueno da Ribeira, conhecido como o Aclamado (1584-1649) foi o dono da Capitania Hereditária de São Vicente, que era São Paulo no período colonial e que foi declarado pelo rei Dom João IV o "Rei de São Paulo", título recusado por ele. O segundo Amador Bueno, era filho do primeiro e conhecido como Moço (1611-1683) e foi um notável bandeirante paulista e que integrou a bandeira do famoso Raposo Tavares rumo à Minas Gerais. E o terceiro foi Amador Bueno da Veiga (1650-1719), bisneto de Amador Bueno da Ribeira e também foi um bandeirante, tendo se envolvido na Guerra dos Emboabas e no fim desse conflito, obteve terras no interior paulista aonde faleceu. Embora não saibamos qual deles a estação homenageia, sabemos que pode valer pros três, não é?

E chegamos ao fim da viagem, galera. E fiquem ligados pois mais viagens vão partir ainda este mês. Até mais!