Mostrando postagens com marcador FIFA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FIFA. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de julho de 2019

Seleções de futebol feminino melhores que as suas masculinas

Hoje foi disputado a final da Copa do Mundo de 2019 de futebol feminino entre a seleção dos EUA contra a Seleção da Holanda, tendo a final sido vencida pela seleção estadunidense por 2 a 0. Os EUA conquistaram o 4° título e o 2° seguido na sua história, enquanto a Holanda em sua segunda participação chegou à uma final. A Copa do Mundo desse ano é marcada pelas grandes audiências que as mulheres tiveram em seus jogos após muitos anos de desprezo e preconceito contra a modalidade. A luta é contínua, mas permanece sobretudo no Brasil. Mesmo tendo alguma das maiores jogadoras da história, como Marta. Cristiane e Formiga (que chegou na sua 7° Copa) a seleção pouco conseguiu fazer frente a outras seleções e mudou de patamar. Isso mostra o quanto o futebol feminino tem que evoluir no país, pois se revelamos grandes jogadoras em péssimas condições para as meninas na base, imagina se tivesse? Poderia repetir os homens com 5 títulos, quem sabe? Bom, não vamos ficar no e...se.
Bem, fazendo essas comparações com a seleção masculina, a seleção feminina ainda passa muito longe do masculino (no caso do Brasil, por exemplo) na questão de títulos e de tradição. Há seleções que se mantém fortes e com títulos seja no masculino ou no feminino, como a Alemanha (a única que ganhou títulos no masculino e no feminino). Mas há seleções em que o time feminino é mais forte e tradicional que o masculino. E esta matéria irá indicar algumas seleções tradicionais no feminino, porém no masculino não chegam a ser tão boas ou tradicionais assim. Iremos comparar a posição do ranking da FIFA de seleções (a última atualização foi em 29 de março para as mulheres e 14 de junho para os homens) além dos títulos mais importantes de cada um. Tem ideia de quem são? O Blog mostra para você

Austrália


Resultado de imagem para seleção feminina da australia


Posição do time feminino no ranking da FIFA: 6° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 43° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 3 Copas da Oceania (1994, 1998 e 2003) e 1 Copa da Ásia (2010)
Títulos conquistados pela seleção masculina: 4 Copas da Oceania (1980, 1996, 2000 e 2004) e 1 Copa da Ásia (2015)

Em um país em que o futebol australiano, o cricket e o rúgbi são os esportes mais populares, o futebol ainda tem um papel secundário. Mas cresce ano após ano, entre homens e mulheres. Mas apesar disso, a seleção feminina da Austrália mostra resultados bem mais consistentes do que a masculina. A seleção feminina (conhecida como Matildas) é uma das seleções mais fortes do futebol feminino e constantemente está entre as favoritas ao título (não para ganhar, mas que pode ir longe). Apesar de nos títulos importantes estar a par do time masculino, as Matildas foram mais longe nas Copas do Mundo do que os Socceroos. Participaram de 7 das 8 edições e chegaram 3 vezes nas quartas de final. Já o time masculino participou de apenas 5 Copas do Mundo (de 20) e apenas uma vez passou de fase. E nos grandes nomes individuais, as Matildas tem no elenco uma das melhores jogadoras do mundo na atualidade: a meio-campista Samantha Kerr e outra grande jogadora já veterana, a meia-atacante Lisa DeVanna.. Já o time masculino não chega a ter tantos destaques, sendo o grande destaque de todos os tempos do país o atacante Tim Cahill e Mark Viduka, mas nenhum outro garnde jogador de destaque na atualidade.

Nova Zelândia


Resultado de imagem para seleção feminina da nova zelandia


Posição do time feminino no ranking da FIFA: 19° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 119° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 6 Copas da Oceania (1983, 1991, 2007, 2010, 2014, 2018)
Títulos conquistados pela seleção masculina: 5 Copas da Oceania (1973, 1998, 2002, 2008 e 2016)

Ambos as equipes são fortes no continente, porém não conseguem grandes resultados nas competições mundiais. Nenhuma das duas seleções conseguiu ir além da primeira fase na Copa do Mundo e ao menos ganhar um jogo de Mundial. No país em que o Rúgbi é o esporte nacional e o time dos All Blacks o melhor time do mundo na modalidade. O futebol e os seus All White não foram muito longe, mas as mulheres da Nova Zelândia foram mais longe que os homens. Das edições de Copa do Mundo, a seleção feminina participou de 5 edições. Já os homens só conseguiram chegar em apenas 2 Copas. Claro que na edição feminina a Oceania sempre teve uma vaga fixa, enquanto na edição masculina o continente nunca teve uma vaga fixa e sempre teve que disputar alguma repescagem contra uma seleção mais forte da América do Sul normalmente. E nas Olimpíadas, as neozelandesas chegaram ao mata-mata ao menos uma vez (em 2012). Já a masculina jamais participou dos jogos Olímpicos. E algumas jogadoras do país são bem conhecidas, como a zagueira Ria Percival e as atcantes Amber Hearn e Sarah Gregorius. Já o masculino pouco tem de jogadores conhecidos, sendo na atualidade apenas o atacante Chris Wood conhecido por jogar na 2° divisão inglesa.

China



Resultado de imagem para seleção feminina da china de futebol

Posição do time feminino no ranking da FIFA: 16° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 73° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 8 Copas da Ásia (1986, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997, 1999, 2006)
Títulos conquistados pela seleção masculina: 2 Copas do Leste da Ásia (2005, 2010)

A China nunca foi um país conhecido por ser um país com grande entusiamos para o futebol, embora seja uma potência olímpica no geral. Mas a seleção feminina da China quebra bem essa fama de que os chineses não tem vez no futebol. O país mais populoso do mundo revelou algumas grandes jogadoras, sobretudo na década de 90, quando chegaram ao quarto lugar em 1995 e vice-campeã em 1999. De lá para cá, elas não chegaram tão longe assim mas sempre passaram de fase, tendo participado de 7 das 8 Copas do Mundo (não participaram em 2011). Sem contar ainda que as chinesas foram medalha de prata nas Olimpíadas em 1996 e ganharam 8 Copas da Ásia, sendo a seleção que mais ganhou o torneio (embora já não o ganhe há 13 anos com o crescimento das rivais). Já os homens sempre vivem a expectativa de irem mais longe, seja no continente ou no mundo e apostam em contratações caríssimas para a Liga Nacional, incluindo aí alguns dos melhores jogadores do mundo. Mas as próprias pratas da casa nunca foram muito longe nem mesmo na Ásia. A seleção só chegou uma vez a final da Copa da Ásia (em 2004, em casa) e ainda sim perdeu para o Japão. Depois disso, nunca chegou nem perto da final, apesar dos investimentos feitos nos últimos anos. Em Copas do Mundo, a seleção chinesa só chegou uma vez (em 2002), mas perdeu os 3 jogos (estava no grupo do Brasil) e nunca ganhou nada de relevante, apenas 2 Copas do Leste da Ásia (um título menor dentro do continente). Se jogadores chineses nem são conhecidos, as jogadoras chinesas são mais. Temos como grandes exemplos a atacante Wang Chuang e jogadoras históricas como Sun Wen (artilheira da edição de 99 junto da brasileira Sissi e mais de 100 gols com a seleção) e Jin Yan e Liu Ailing. 

Coreia do Norte


Posição do time feminino no ranking da FIFA: 11° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 122° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 3 Copas da Ásia (2001, 2006 e 2008)
Títulos conquistados pela seleção masculina: 1 Jogos Asiático (1978) e 2 Copas Challenge (2010,2012)

Semelhante ao vizinho chinês, a Coreia do Norte apresenta uma tradição muito maior no futebol feminino do que no masculino. Embora os homens do país no futebol tiveram um grande feito na Copa do Mundo de 1996, quando eliminaram a seleção italiana e por muito pouco não eliminou a seleção portuguesa nas quartas (estava ganhando de 3 a 0), pouco fizeram a nível local e mundial depois e só voltou a disputar um mundial em 2010, mas a seleção perdeu os 3 jogos. Já as mulheres, apesar de não disputarem a Copa desde 2011 (participaria em 2015, mas foi excluída por doping), já disputaram 4 edições e chegaram às quartas em 2007. Mas a nível local, já ganharam 3 Copas da Ásia e sempre estão entre as melhores. Se a seleção masculina sofreu muitas goleadas, a seleção feminina é conhecida por ser um time que leva sempre poucos gols (dificultando a vida dos grandes times). 

Canadá


Resultado de imagem para seleção feminina do Canadá de futebol

Posição do time feminino no ranking da FIFA: 5° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 78° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 2 Copas Ouro (1998, 2010)
Títulos conquistados pela seleção masculina: 2 Copas Ouro (1985, 2000) e 1 Medalha de Ouro (1904)

O Canadá é considerada uma grande potência no hóquei de gelo, sendo este o esporte nacional do país. Entretanto o futebol cresce ano a ano no país, mas no Canadá o esporte é majoritariamente feminino. O país tem uma peculiaridade de ter mais jogadoras do que jogadores de futebol. Isso faz com que o país seja uma das seleções mais fortes no futebol feminino do que no masculino.Mas apesar disso, não existe Liga Profissional no Canadá e todas as jogadoras jogam fora do país (sobretudo nos EUA). No feminino, o time participou de quase todas as edições (menos da primeira, em 1991) e chegou ao quarto lugar em 2003. Nos jogos olímpicos, o time ganhou dois bronzes (2012 e 2016). Já os homens não tem tantos louros assim, sendo que participou de apenas uma Copa do Mundo (em 1986) ficando em último lugar e ganhando duas Copas Ouro, mas sempre muito atrás dos EUA e México e de outros na América Central (Honduras, Costa Rica e redondezas) e uma medalha olímpica de ouro no distante ano de 1904. Já no feminino, o Canadá fica atrás apenas dos EUA. Se no masculino não há nenhum canadense conhecido no futebol, o futebol feminino tem em Christine Sinclair a grande estrela do país e no mundo, tendo sido indicada ao prêmio de melhor do mundo 7 vezes e tendo marcado 182 gols com a seleção canadense. 

Japão


Resultado de imagem para seleção feminina do japão  de futebol
Posição do time feminino no ranking da FIFA: 7° lugar

Posição do time masculino no ranking da FIFA: 28° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 1 Copa do Mundo (2011), 2 Copas da Ásia (2014, 2018)
Títulos conquistados pela seleção masculina: 4 Copas da Ásia (1992, 2000, 2004 e 2011)

A seleção japonesa de futebol feminino alem de ter ido mais longe que a seleção masculina nas grandes competições, foi mais longe ainda do que Tsubasa conseguiu no anime. As mulheres japonesas sempre foram figurantes nos mundiais. Participaram de todas as edições, porém só tinham passado de fase em 1995. Mas em 2011, o futebol japonês mudou de patamar quando a seleção feminina desbancou as favoritas e foi campeã do mundo de futebol, sendo a primeira seleção fora da Europa ou das Américas a ganhar uma competição principal da FIFA. Um grande feito que acompanhou de outros resultados, como o vice-campeonato de 2015 e a medalha de prata olímpica em 2012. Fora os títulos de Copa da Ásia na sequência. Já entre os homens, a melhor participação nas Copas foram 3 vezes nas oitavas-de-final em 2002, 2010 e 2018. E o Japão só passou a participar da Copa em 1998, pois antes disso o futebol japonês era nulo. O país apaixonado por beisebol cresceu no futebol, mas as mulheres mudaram muito de patamar e estão entre as melhores equipes do mundo, diferente da masculina que ainda é uma seleção mediana (mas forte a nível local). Se o time masculino já teve alguns jogadores com certo destaque, mas longe de serem melhores do mundo como Kazu, Keisuke Honda, Shunsuke Nakamura e HIdetoshi Nakata, a seleção feminina simplesmente teve Homare Sawa, grande craque da Copa de 2011 e melhor do mundo no mesmo ano, tendo ela sozinha marcado pela seleção 83 gols em 205 partidas. Uma que vale por todos esses!

Suécia


Resultado de imagem para seleção feminina da suécia de futebol

Posição do time feminino no ranking da FIFA: 9° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 17° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 1 Eurocopa (1984)
Títulos conquistados pela seleção masculina: 1 medalha de ouro (1948)

Os países nórdicos se destacam pela excelência na igualdade entre homens e mulheres em todas as áreas. E com a Suécia não é diferente, mas vale destacar que as mulheres do país com as bolas nos pés são mais temidas e respeitadas quanto os homens. Claro que a seleção sueca masculina é para se respeitar, já que participaram de 12 das 20 Copas disputadas e foram vice-campeões em 1958 ao sediarem o evento e sucumbirem ao Brasil de Pelé e Garrincha. Mas conquistaram dois terceiros lugares (1950 e 1994) e chegaram às semifinais da Eurocopa em 1992, além de terem revelado grandes jogadores como Henrik Larsson, Zlatan Ibrahimovic, o goleiro Thomas Ravelli, Tomas Brolin e Gunnar Nordahl. Já as suecas tem como mérito terem participado de todas as edições da Copa do Mundo feminina e terem chegado a final da edição de 2003 (perdida para a Alemanha) e chegarem ao terceiro lugar por 3 vezes (1991, 2011 e 2019) além de uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos (2016). As suecas revelaram grandes nomes do futebol feminino, começando pela ex-jogadora e técnica Pia Sudhadge e outros grandes nomes como a meia Caroline Seger, as atacantes Lota Schelin e Hanna Ljungberg e a goleira Hedvig Lindahl, fora outros grandes nomes. Apesar de os feitos serem notáveis dos dois lados, a Suécia sempre foi mais consistente no futebol feminino do que no masculino, que oscila entre as gerações com eles e com elas sempre se mantém entre as seleções mais fortes do mundo, enquanto no masculino isso varia. 

Noruega


Resultado de imagem para seleção feminina da noruega 2019

Posição do time feminino no ranking da FIFA: 12° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 47° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 1 Copa do Mundo (1995), 1 medalha de ouro (2000), 1 Eurocopa (1987, 1993)
Títulos conquistados pela seleção masculina: Nenhum

Uma das seleções mais tradicionais do futebol feminino é a seleção norueguesa. Mesmo não tendo a mesma força de antes, o time feminino ainda é bastante respeitado e ainda revela grandes nomes para o futebol feminino. A equipe nórdica ganhou a Copa do Mundo em 1995 e ainda foi vice da primeira edição em 1991. Após isso, só chegou às semi-finais duas vezes (1999 e 2007), mas participou de todas as edições do torneio. Já os homens alcançaram apenas uma vez a Copa do Mundo (em 1998) e foi para as oitavas graças a vitória em cima do Brasil (a fama do time masculino é de nunca ter perdido para o Brasil). E se o time feminino tem duas Eurocopas, o masculino só participou uma vez do torneio. A melhor participação dos homens em algum torneio foi a medalha de bronze na Olimpíada de 1936. Claramente há uma grande disparidade nos resultados de homens e mulheres no país, no qual isso incomodou a maior jogadora norueguesa (e uma das maiores do mundo) da atualidade Ada Hegerberg, que devido ao fato do que é pago aos homens é superior as mulheres e a estrutura do futebol feminino ainda é inferior ao dos homens em comparação com os resultados a fizeram abandonar a seleção do país até que a disparidade seja resolvida. Mesmo em um país com um time e liga forte como a Noruega, as diferenças entre homens e mulheres ainda são claras.

Estados Unidos


Resultado de imagem para seleção feminina dos estados unidos 2019

Posição do time feminino no ranking da FIFA: 1° lugar
Posição do time masculino no ranking da FIFA: 30° lugar
Títulos conquistados pela seleção feminino: 4 Copas do Mundo (1991, 1999, 2015 e 2019), 4 medalhas de ouro (1996, 2004, 2008 e 2012), 9 Copas Ouros 
Títulos conquistados pela seleção masculina: 6 Copas Ouros

A grande seleção do futebol feminino é a seleção estadunidense, sendo a seleção mais vitoriosa do futebol feminino. E a diferença para os homens é muito grande em questão de resultados, mesmo com a expectativa de um dia os EUA serem uma potência no masculino. Mas ainda está bem longe de chegar ao patamar feminino, mesmo com o aumento das atenções aos homens no futebol local. O futebol (soccer por lá) sempre foi considerado um esporte feminino ou de minorias (especialmente os latinos). Enquanto os homens preferem esportes já tradicionais no mercado local como o basquete, beisebol ou futebol-americano, as mulheres tem no "Soccer" e o vôlei para praticar. E com isso, as mulheres do país tem 4 medalhas de ouro e 4 Copas do Mundo (conquistando mais uma hoje na França), fora outros resultados, como sempre chegar entre nas semifinais de todas as Copas. Feito que está distante do time masculino que só chegou nas semifinais na primeira edição do torneio em 1930. Participou em 1934 e 1950 (quando protagonizou a maior zebra da história contra a Inglaterra) e após isso ficou mais de 40 anos sem participar do torneio. E nas últimas participações conseguiu no máximo chegas nas quartas em 2002. E decepcionou muito ao não se classificar para a Copa de 2018, quando perdeu a vaga para o Panamá e perdendo o jogo para Trinidad e Tobago. Algo que não aconteceria com a seleção feminina, que domina o continente e o mundo. Já a seleção masculina sempre perde a hegemonia na Concacaf para o México. Sendo muito o oposto da seleção masculina, as mulheres do país nessa Copa reivindicam valores mais altos e o mesmo dos homens, que mesmo não tendo resultados expressivos como as mulheres ganham mais. Se o time masculino teve como grandes nomes nos últimos anos como o goleiro Tim Howard, o meia Lando Donovan e o atacante Clint Dempsey, que apesar de bons jogadores, não estiveram entre os melhores do mundo. Já no futebol feminino, grandes jogadores do país já ganharam o prêmio como Mia Hamm (considerada uma das melhores jogadoras de todos os tempos e ganhou duas vezes em 2001 e 2002), Abby Wambach (2012) e Carli Lloyd (2015 e 2016), sendo que Lloyd foi a única jogadora a fazer 3 gols numa final de Copa do Mundo Feminina (em 2015) e Wambach é a jogadora (entre homens e mulheres) que fez mais gols pela seleção (fez 184 gols). Números espetaculares para esta seleção que está muito acima do patamar do seu equivalente.


Pois é gente, vamos ver como serão as Olimpíadas do ano que vem e claro, a próxima Copa do Mundo feminina. Pode ser que ela seja no Brasil. Será mesmo? Veremos.

Até mais!

sábado, 7 de julho de 2018

Seis coincidências macabras que impedem o hexa

Salve nação! Ontem foi um dia triste para todos nós. Mais uma vez, o Brasil bateu na trave e não trouxe o tão sonhado hexacampeonato de futebol. O sonho do hexa vai ficar para 2022, no Qatar. Isso caso se classifique, pois nunca sabemos o dia de amanhã. E mais uma vez, tivemos algumas coincidências que nos impedem de irmos para a mão esquerda no número de títulos.
A seleção brasileira vinha jogando bem, mas parou na "Geração Belga" que busca o seu primeiro título. Sabemos bem  que muitas equipes "modinhas" ganharam do Brasil e não conseguiram o título depois. Temos a Hungria de 1954, a Holanda de 1974 e a França de 1986. Não sabemos da Bélgica (e nem quero saber). Mas sabemos que apesar de muitos acharem coincidências deste ano para o ano do penta, no distante ano de 2002 (tinha apenas 7 anos na época), mas desde 2006 para cá, há coincidências que vem atrapalhando o tão sonhado hexa do Brasil. Alguns são ridículos, mas algumas são muito evidentes.
Eia aqui os seis motivos que nos impedem do hexa e que ainda vão impedir...

1 - Jogos decisivos contra Europeus (que sofreram antes)

Depois do penta em 2002, a seleção brasileira não conseguiu mais derrotar mais nenhum europeu nas partidas de mata-mata. E bastou apenas um jogo para todo o sonho do hexa ir ao chão ao encontrar um europeu nas fases finais. E temos jogado muito mal contra eles.
Se em 2002, a seleção só teve europeus nas partidas eliminatórias e passou por todos eles (Bélgica, Inglaterra, Turquia e Alemanha), a coisa se inverteu. Em 2006, uma derrota amarga para a França (carrasca em outras duas edições). Em 2010, uma eliminação inesperada para a Holanda, quando foi para o intervalo com a vantagem. Em 2014, dois grandes baques. O primeira veio com o famigerado 7 a 1 em pleno Mineirão (uma derrota que não vai sair do povo brasileiro, infelizmente). E na decisão do 3° lugar, uma derrota de 3 a 0 para a Holanda. E agora, em 2018, uma derrota para a Bélgica. 
Outra coincidências nessas eliminações é que os adversário vieram de jogos disputados. Em 2006, a França ganhou de 3 a 1 da Espanha, quando virou o placar aos 40 do segundo tempo. Em 2010, a Holanda passou com um 2 a 1 pela fraca seleção da Eslováquia. Em 2014, a Alemanha passou pela Argélia nas oitavas com um 2 a 1 na prorrogação (quando os argelinos estavam melhor) e com um magro 1 a 0 contra a França, quando os franceses jogavam mais. E agora em 2018, a Bélgica veio de uma dura partida contra o Japão, da qual perdia por 2 a 0 e conseguiu virar no fim do jogo.
Nesses 5 jogos, a seleção tomou 15 gols e só fez 3!!!! Realmente, um desempenho muito aquém da história da nossa seleção que sempre bateu em todos eles. Coincidentemente, estes resultados tem muito em comum com algo que aconteceu com a seleção brasileira nestes últimos 16 anos. E vamos ao segundo motivo.

Resultado de imagem para henry brasil
Henry passou por todo mundo neste gol.

Resultado de imagem para sneijder brasil
Sneidjer subiu mais que toda defesa brasileira.
Resultado de imagem para kross brasil
Muller abre o placar para o passeio.
Resultado de imagem para de bruyne brasil
E agora De Bruyne entra para a lista de carrascos brasileiros.
Reparem que França, Bélgica, Holanda e Alemanha fazem fronteira entre si. Quem vai eliminar o Brasil na próxima, Luxemburgo?

2- Mais estrangeira que brasileira

Em todos os títulos do Brasil, a maioria dos jogadores da seleção jogavam em clubes brasileiros. Até 1978, todos os jogadores da seleção jogavam exclusivamente no Brasil. A partir de 1982, começamos a ter um jogador brasileiro que jogava fora do Brasil (na verdade dois), os meias Falcão (na Roma da Itália) e Dirceu (no Atlético de Madrid da Espanha). E o número só aumentou a partir de então. Em 1994, a seleção já tinha mais jogadores na Europa do que no Brasil, mas mesmo assim o futebol brasileiro estava em grande número (11 jogadores no elenco). Em 1998, havia mais jogadores em times estrangeiros, porém havia um grande número de "brasileiros" (9 jogadores entre os 23). Em 2002, ano do penta, a maioria dos jogadores jogava em clubes brasileiros (13 jogadores). Mas a partir de 2006, quando a sina contra os europeus começou, se contava nos dedos quem da seleção jogava no Brasil. Na Alemanha em 2006, estavam apenas Rogério Ceni e Mineiro (do São Paulo) e Ricardinho (do Corinthians). Em 2010, Robinho (Santos), Gilberto (Cruzeiro) e Kleberson (Flamengo). Em 2014, em número ligeiramente maior estavam Jô e Victor (Atlético Mineiro), Fred (Fluminense) e Jefferson (Botafogo). E finalmente em 2018, tínhamos Cássio e Fágner (Corinthians) e Pedro Geromel (Grêmio).

Resultado de imagem para seleção de 2018
Enquanto 2018, conta-se nos dedos quem joga no Brasil...
Resultado de imagem para seleção de 2002
...na equipe pentacampeã, muitos jogadores da foto estavam em campos brasileiros. Vejam ai Marcos, Rogério Ceni, Vampeta, Luizão e afins...
E nesse meio tempo, os convocados de times brasileiros foram meros coadjuvantes e poucos foram titulares. Apenas Robinho em 2010, Fred em 2014 e Fágner este ano foram titulares nesse meio tempo. Pouco para fazer a diferença durante a Copa. Em 1994, por exemplo, Mazinho (na época no Palmeiras) entrou no lugar de Raí (que estava no PSG) e fez muita diferença para o Brasil chegar à final e conquistar o tetra. Com ele na equipe, o time ficou mais compacto defensivamente e ganhou força no ataque para as fases finais. Em 2002, Kleberson (no Atlético-PR na época) entrou no meio da competição no lugar de Juninho Paulista e fez toda a diferença no esquema tático da equipe de 2002. Jogadores assim fizeram falta nesses últimos anos e consequentemente, faltou um pouco de futebol brasileiro no futebol da seleção. Embora o futebol brasileiro não esteja tão em alta assim nos últimos anos e vemos isso nos mundiais de clubes, ainda temos bons jogadores no futebol brasileiro e que poderiam fazer diferença nas Copas. E torcedores do Brasil inteiro convocariam estes jogadores. Seja Neymar e Ganso no espetacular time do Santos em 2010, seja a dupla Arthur e Luan do Grêmio campeão da Libertadores de 2017 para este 2018. 
Mas isso sem contar uma coincidência muito clubista nesse mio tempo...

3 - Falta um palmeirense ou são paulino na equipe

Resultado de imagem para marcos seleção brasileira
São Marcos, o último palmeirense que esteve em uma Copa.
Podem me chamar de clubista, mas faltou jogadores dos dois grandes paulistas na equipes. Algo que sempre teve nos títulos do Brasil foram jogadores dessas equipes. No título de 2002, o goleiro titular era nada mais que o grande Marcos do Palmeiras. E no elenco ainda havia Rogério Ceni e o jovem Kaká no elenco. Voltando em 1994, ano em que as duas equipes estavam em alta (São Paulo campeão do mundo e Palmeiras campeão brasileiro), o verdão emplacou o meia Mazinho. E o São Paulo ainda tinha o goleiro Zetti, os laterais Leonardo e Cafu (este que começava uma grande história) e o atacante Muller. Isso sem contar que Raí do PSG e o zagueiro Ronaldão que jogava no Japão na época, fizeram parte dos títulos mundiais do São Paulo. 
Indo mais para atrás, em 1970, o elenco iluminado de 1970 tinha os palmeirenses Baldocchi e Leão e o tricolor tinha nada menos que Gérson (sem comentários). Em 1962, o Palmeiras mandou para o Chile nada mais que Djalma Santos (um dos maiores laterais da história), além de Zequinha e Vavá (que foi um dos artilheiros da Copa). E o São Paulo mandou a dupla Bellini (que era o capitão em 1958) e o jovem Jurandir. Por fim, em 1958 o Palmeiras tinha o ítalo-brasileiro Mazzola (que depois defenderia a Itália). E o tricolor paulista teve no elenco Dino Sani, De Sordi e Mauro Ramos. 
Pois bem, com uma rica história em Copas do Mundo, com exceção de 2006, não tivemos são-paulinos nos elencos da Copa do Mundo. Palmeiras? Depois de Marcos, nenhum palmeirense esteve na Copa do Mundo. Muito por causa da péssima fases de ambas as equipes, com o São Paulo conquistando poucos títulos após 2008 e o Palmeiras tendo dois rebaixamentos neste período. Óbvio que as equipes tiveram glórias nesse período e o Palmeiras vem se reconstruindo, porém nada suficiente para integrar os elencos da seleção brasileiras nas copas neste tempo. E faz falta, mesmo com as piadas dizendo que o Palmeiras não tem mundial.

4 - Bola aérea

Uma jogada essencial em toda grande equipe  é a jogada pelo alto. Toda equipe tem o seu grande cabeceador ou alguém que tire proveito deste tipo de jogada. Os europeus são muito eficientes neste tipo de jogada e a seleção brasileira  sofreu com gols pelo alto destas equipes.
Em 2006, a França derrotou o Brasil com gol de Henry em um cruzamento de Zidane. A bola encontrou no segundo pau o letal atacante francês. Na Copa de 2010, dois gols sofridos pelo alto. No primeiro gol, Júlio César e Felipe Melo bateram cabeça e gol contra. No segundo gol, um gol de cabeça de Sneijder, o jogador mais baixo da Holanda e que nunca tinha feito um gol de cabeça na vida. Em 2014, um gol de bola aérea iniciou o 7 a 1. Bola na área e no segundo pau, Muller abriu o placar. E agora em 2018, uma bola aérea fez a Bélgica abrir o placar, quando encontrou Fernandinho que fez gol contra. 
Em todos estes jogos, a bola aérea fez diferença. E a seleção de Tite, embora sofreu poucos gols, sempre sofreu de gols pelo alto. E a sina com a bola aérea continuou. Lembra da matéria que fiz analisando as médias de altura e outros dados da seleções? A seleção brasileira não era das mais altas...

5 - Maldição da 6° maior cidade

Os locais das partidas onde o Brasil foi eliminado tem uma certa coincidência. Desde 2006, a seleção brasileira perde para um europeu na fase de mata-mata e quase sempre na...sexta maior cidade do país sede. Uma coincidência geográfica, que poucos percebem e é esdrúxula. Mas não para mim e para quem curte geografia.
Em 2006, a seleção foi eliminada em Frankfurt. A cidade alemã é uma exceção, pois na realidade é a 5° maior cidade da Alemanha (atrás de Berlim, Hamburgo, Munique e Colônia). A cidade é conhecida por ser um grande centro financeiro do país e local da maior bolsa de valores do país (a principal). É sede de grandes empresas alemãs e é sede do Banco Central Europeu. Possui atualmente 732.688 habitantes.

Resultado de imagem para frankfurt
A grande cidade de Frankfurt, uma das cidades mundiais.
Já em 2010, o Brasil caiu em Port Elizabeth, a sexta maior cidade da África do Sul (na verdade, é a região metropolitana de Nelson Mandela Bay). A cidade é conhecida por ter um dos maiores portos do país e pelo turismo. A região metropolitana possui 1.152.115 habitantes.

Resultado de imagem para port elizabeth áfrica do sul
A turística Port Elizabeth.
Em 2014, a cidade da vez era Belo Horizonte. A sexta maior cidade brasileira é a capital de Minas Gerais e popularmente conhecida como BH. A cidade mineira foi uma das primeiras cidades planejadas do país. A cidade tem como fonte de renda o setor de serviços e a indústria, sendo sede de grandes empresas industriais no país. Belo Horizonte possui atualmente 2.502.667 habitantes.

Resultado de imagem para Belo horizonte
A planejada Belo Horizonte, mesmo sendo grande, é uma cidade tranquila (o que dizem).
E agora em 2018, o Brasil caiu na sexta maior cidade russa. A cidade de Kazan é a capital da República do Tartaristão, sendo uma das repúblicas que compõe a Rússia e uma cidade que apesar de estar na Rússia, possui uma população de maioria muçulmana. A economia da cidade depende do turismo e é ainda o maior centro científico do país. A cidade possui atualmente 1.143.535 habitantes.
Pois é minha gente, torçamos que não joguemos que a fase de mata-mata na sexta maior cidade do Qatar que é...Umm Salal, que não receberá nenhum jogo. É um sinal do hexa?

Resultado de imagem para Kazan cidade
A bela mesquita da belíssima Kazan, cidade muçulmana russa.

6- O time adversário nos conhecia muito bem...

Lembra na última copa, aquela frase "O Dante conhece os alemães...". Pois bem, o zagueiro jogava na época no Bayern de Munique, a equipe com mais jogadores da equipe alemã. Certamente, teria bons conhecimentos da equipe alemã. Mas tudo foi em vão, como nós sabemos. E a frase virou um dos mantras do 7 a 1. Mas em todas as eliminações do Brasil, os jogadores brasileiros teoricamente conheciam os adversários. Mas eles nos conheciam mais do que nós.
Em 2006, o carrasco Zidane jogava junto de Ronaldo e Roberto Carlos no Real Madrid. E Thiery Henry jogava junto do volante Gilberto Silva no Arsenal. Em 2010, o carrasco Sneidjer jogava na então campeã da Liga dos Campeões, a Inter de Milão da Itália. E nesta mesma equipe, jogavam parte da equipe titular da seleção na época: o goleiro Júlio César, o lateral Maicon e o zagueiro Lúcio. Certamente, o baixinho holandês sabia como passar por nossa defesa. Em 2014, tínhamos Dante e além dele, o volante Luiz Gustavo (na época, no Wolfsburg) jogou também no Bayern de Munique no período entre 2010 e 2014. Também conhecia os alemães muito bem...
Por fim, agora na Copa de 2018, os belgas também fazem muita companhia aos brasileiros. Um dos autores do gol, Kevin De Bruyne joga ao lado de Ederson, Gabriel Jesus, Fernandinho e Danilo no Manchester City. Além dele, o zagueiro Kompany também atua lá. No Chelsea, o craque Hazard conhecia bem William. E por fim, o lateral Meunier conhecia bem Neymar e Thiago Silva, fora Marquinhos no banco.
O futebol globalizado fez nossos craques ficarem mais conhecidos e consequentemente, mais estudados ao longo do período até a Copa. Eles fazem isso. Mas e nós, não usamos o conhecimento sobre eles ao nosso favor? Não é só a ABIN que não funciona no país...
Resultado de imagem para zidane e ronaldo
Zidane conhecia muito bem Ronaldo, Roberto Carlos, Cicinho e Robinho
Resultado de imagem para sneijder e julio cesar
Sneidjer conhece bem a defesa brasileira.
Resultado de imagem para De Bruyne e jesus
De Bruyne conhece bem Gabriel Jesus...

Resultado de imagem para Dante e os alemães
Dante conhece os alemães...

Bônus

Peraí, são 7? Não, são mais três fatos importantes a saber. E são algumas coincidências que também explicam o porquê do hexa não chegar no Brasil ainda. São eles:
Maldição mexicana: Desde 1994, a seleção mexicana consegue passar pela fase de grupos, mas sempre caiu na fase de oitavas-de-final. Ao longos destes 24 anos, a seleção mexicana foi eliminada por: Bulgária em 1994, Alemanha em 1998, EUA em 2002 (considerada a mais dolorida das eliminações), Argentina em 2006 e 2010, Holanda em 2014 e Brasil em 2018. O que em comum aconteceu com eles? Não ganharam a competição. E o Brasil continuou a sina mexicana. Se o México não vai às quartas, ninguém mete a mão na taça.
Camisa 10 em baixa: Após a brilhante Copa do Mundo de 2002, o Brasil não teve um camisa 10 jogando bem a Copa do Mundo. A camisa usada por Pelé, Zico e Rivaldo (o último grande camisa 10 brasileiro em copas) não tem sido bem representada nestas eliminações brasileiras. Em 2006, Ronaldinho Gaúcho vinha em alta por ter sido eleito duas vezes o melhor jogador do mundo. Mas em 2006, pouco fez na Copa e praticamente sumiu no jogo contra a França. Em 2010, o camisa 10 era Kaká. Melhor do mundo em 2007, Kaká vinha em baixa e atuou a Copa lesionado. Tal como Ronaldinho Gaúcho, não fez nenhum gol quando jogou com a 10 da seleção. Nas duas últimas copas, Neymar passou a atuar com a camisa 10. Mas o atual jogador do PSG não fez copas com o que se espera dele. Em 2014, marcou 4 gols na fase de grupos. Durante a fase de mata-mata, jogou abaixo do esperado e ainda foi tirado por Zuñiga nas quartas-de-final. E se livrou do vexame do 7 a 1. Já em 2018, vindo de uma lesão que o fez perder boa parte da temporada pelo PSG, Neymar ficou mais marcado por suas quedas nas faltas que sofreu (ou não) do que pelos dois gols que marcou. Enquanto os ditos coadjuvantes brilharam (Zé Roberto em 2006, Elano em 2010 e Coutinho em 2018), os craques da camisa 10 jogaram pouco na Copa.
Kazan: Além do fator 6° maior cidade, Kazan está sendo conhecida nessa Copa como a cidade que eliminou campeões. No estádio, caíram três campeões do mundo. Na primeira fase, a Alemanha foi eliminada ao perder da Coreia do Sul. Nas oitavas de final, foi a vez da Argentina cair no estádio, desta vez para a França. E por fim e agora, o Brasil caiu no estádio para a Bélgica.
Eu falei três, mas tem mais uma. Não é algo que o Brasil sofreu, mas sim algo que os adversários que eliminaram o Brasil conseguiram.
Ajuda do Brasil: O que alivia o Brasil é que nas últimas três eliminações, é que seus adversários chegaram na final e nos mostra que eram bons times. A resposta é óbvia para a Alemanha, já que a eliminação foi nas semi-finais. Mas em 2006 e 2010, quando a eliminação foi nas quartas de final, França e Holanda chegaram a decisão. O que significa que ganhar do Brasil é um fator que aumenta a auto-estima da equipe, já que em 2006 o favoritismo brasileiro veio das estrelas da equipe e pelo título de 2002; em 2010, a seleção de Dunga não era brilhante, mas vinha com bons resultados contra as grandes equipes e títulos da Copa América e da Copa das Confederações; em 2014, o favoritismo era o fator casa. As equipes ganharam força e chegaram a final. Mas ganhar  Copa, só a Alemanha mesmo conseguiu (e evitou a festa argentina em 2014 no Brasil). Será que a  Bélgica chega à final em 2018? Nos últimos 16 anos, a resposta é sim...mas veremos isso na terça-feira (10/07).

Pois é galera, mais uma vez estamos de ressaca com a eliminação da seleção brasileira na Copa. Mas calma gente, ainda tem mais 4 anos para o hexa chegar. Para isso, a receita do título é:
1 - Ganhar de europeus nas fases de mata-mata
2 - Ter mais jogadores atuando no Brasil
3 - Não jogar na 6° maior cidade do país
4 - Ter alguém do Palmeiras e do São Paulo na equipe
5 - Não tomar gol pelo alto
6 - Conhecer os adversários antes deles
7 - Não pegar o México nas oitavas
8 - Ter um camisa 10 inspirado durante a competição

Concordam com a lista. Tem mais alguma coisa pra dizerem aqui?

Então me deixe enxugar as lágrimas da eliminação e trabalhar normalmente na terça-feira.

Até mais, pessoal.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

As estatísticas mais interessantes do álbum da Copa


Galera, voltei! Tanto sem escrever me faz não ter uma pauta interessante para vocês. Mas eu tenho uma boa agora. Depois de um tempo afastado devido a trabalhos, provas, estágio e vida pessoal atribulada, eu volto com um tema que virou mania nacional: O álbum de figurinhas da copa. Este álbum vira mania a cada 4 anos e sempre vemos os grupos de troca, as figurinhas raras e a corrida para completar o álbum.

Pois bem galera. Vocês que se preocupam com o rosto do jogador, a brilhante que ficou faltando no álbum ou o número que falta, saibam que eu tinha outra preocupação. Se repararem, temos nas figurinhas algumas informações muito importantes para entendermos as equipes deste mundial. Pois é, aqueles dados que parecem inúteis são na verdade muito úteis para se analisar cada seleção. Não apenas uma seleção, mas também informações até sobre aquele país.
Para ficar claro, serão incluídas aqui informações somente do álbum. Eu até atualizei as equipes em que alguns jogadores atuam atualmente, mas só irei usar dados do álbum. Além disso, os jogadores que não foram convocados, mas estão no álbum, contam para esta estatística. Afinal, está lá, não estão? Jogadores no álbum, mas não na copa serão alvos de outra matéria aqui. Para esta matéria, iremos considerar:
  • Média de idade
  • Média de altura
  • IMC médio (a partir do peso informado na figurinha)
  • País e clube onde joga
  • Tempo de serviço na seleção (ver ano de primeira convocação)
O blog vai fazer uma investigação de cada país e de seus 18 jogadores presentes no álbum. Iremos falar de cada item e depois, irei falar grupo a grupo. As informações aqui até permitem fazer uma pequena análise dos grupos na copa. É a ciência dos números em favor de apontar o campeão da Copa.

Idade
Idade é algo fundamental no futebol. Um time muito jovem tende a não ganhar devido à falta de experiência. Já um time muito idoso, com média acima de 29 ou 30 anos tende a ser um time que pode se desgastar no final da partida e pode perder uma final desse jeito. Apesar de ser um torneio de no máximo 7 jogos para as seleções, a Copa do Mundo se passa em um momento onde a maior parte dos jogadores já está cansada e em final de temporada, especialmente os que atuam na Europa. E isso pode fazer diferença, já que uma equipe com jogadores mais velhos não tem o mesmo vigor para encarar, mesmo um torneio curto, com alta intensidade. Por isso, muitos jogadores se machucam no fim de temporada e perdem a Copa. E muitas vezes aquele jogador faria uma grande diferença.
Explicado o motivo, o álbum traz a data de nascimento de cada jogador. E para isso, fiz uma análise de cada seleção. Fiz três classificações: experiente, mesclado e time jovem.
A média de idade dos jogadores do álbum é de 28,42 anos. Equipes acima dos 29,5 anos de média de idade foram consideradas experientes. Times com até 27 anos foram considerados "jovens". E entre essa idade, são equipes ditas "médias" (ou mescladas). Dentre as 32 seleções da copa, 6 delas são consideradas experientes, em ordem: Panamá, Uruguai, Costa Rica, Japão, Arábia Saudita e Argentina. Todas essas equipes tem médias de idade acima de 29,5 anos, sendo que as três primeiras equipes tem médias acima de 30 anos. Já as equipes ditas jovens representam 4 seleções: França, Nigéria, Inglaterra e Alemanha. As demais equipes são consideradas médias. Claro que há recordes a serem quebrados. Que o diga o goleiro egípcio Essam El Hadary, que vai se tornar o atleta mais velho em uma Copa com seus 45 anos de idade. Apesar de poder ser pai do jogador mais novo do álbum, o atacante francês Kylian Mbapé com seus 19 anos e meio.
Equipes ditas experientes são equipes que ainda tem jogadores remanescentes de outras copas e com muitos anos de serviço à seleção. Já equipes jovens são de jogadores que grande parte da equipe está disputando a Copa pela primeira vez. Claro que há jogadores mais velhos disputando a primeira Copa e outros mais novos na segunda ou até da terceira Copa. Mas os números indicam uma tendência.
Confiram as médias de idade em ordem decrescente:

País
Média
Panamá
30,53
Uruguai
30,43
Costa Rica
30,07
Japão
29,72
Arábia Saudita
29,68
Argentina
29,64
Islândia
29,47
Portugal
29,20
Polônia
29,05
Brasil
28,87
Croácia
28,70
Colômbia
28,68
Rússia
28,61
Egito
28,60
Sérvia
28,56
Suécia
28,48
Espanha
28,47
México
28,45
Austrália
28,38
Peru
28,36
Bélgica
28,21
Irã
28,12
Marrocos
28,04
Coreia do Sul
27,82
Suíça
27,74
Tunísia
27,53
Dinamarca
27,45
Senegal
27,26
Alemanha
26,59
Inglaterra
26,52
Nigéria
26,10
França
25,99


Altura
Outro fator que faz diferença e está presente na figurinha é a altura. Em um esporte cada vez mais físico e com jogadas altas, equipes mais altas podem ter vantagem no jogo aéreo. E equipes mais baixas precisam compensar este tipo de jogo para um jogo mais no chão e baseado muitas vezes na velocidade. Mas o curioso é que muitas vezes a média de altura da seleção de futebol difere e muito da média de altura dos homens do país. Não é um vôlei ou basquete da vida, mas mostra que a cada dia vão surgindo jogadores mais e mais altos. Claro que temos baixinhos que fizeram diferença (como Romário, excelente no jogo aéreo) e outros que jogam muito ainda (Messi que o diga). 
Nenhuma equipe tem média de altura abaixo de 1,70m. Mas há equipes longe da média do mundial, que é de 1,82. Apesar disso, classifiquei as equipes como Mais Alta (média acima de 1,85), média (entre 1,85 e 1,80) e baixas (abaixo de 1,80). Dentre as classificadas como Mais Altas estão: Sérvia, Suécia, Dinamarca e Islândia. Dentre as ditas baixas, do mais baixo para o mais alto: Arábia Saudita, Peru, México, Brasil, Japão e Argentina. As outras equipes são consideradas médias.
Outro dado interessante é a diferença da média de altura dos jogadores do álbum para a população de seu país. Há aqueles que não tem tanta diferença, como o caso da França (diferença de apenas 1,7 cm acima da média dos homens do País) e da Bélgica (cuja diferença da seleção para o geral é de 2,8 cm). Mas há seleções que estão muito acima da média da população no geral, como o Egito. A média dos jogadores é de 15,6 cm. Outras seleções com grandes diferenças são a Nigéria (15,4 cm), Panamá (13,1 cm) e Peru (12,7 cm). Há de destacar que as maiores diferenças estão em países ditos mais pobres ou em desenvolvimento e nos países mais desenvolvidos, sobretudo os europeus, as diferenças são menores. Que o diga a Colômbia, que apesar de ter média de altura acima de 1,80, tem o jogador mais baixo do álbum (Yimmi Chará de 1,62). E na Europa, os mais grandalhões. Dividem o título de mais alto o zagueiro dinamarquês Jannik Vestergaard e o goleiro belga Thibaut Cortois (ambos com 1,99).
Confira a média de altura de todas as seleções, em ordem descrescente:

Seleção
Média
Sérvia
1,866
Suécia
1,857
Dinamarca
1,853
Islândia
1,853
Alemanha
1,849
Bélgica
1,845
Senegal
1,838
Rússia
1,837
Croácia
1,837
Suíça
1,836
Polônia
1,833
Coreia do Sul
1,833
Austrália
1,828
Irã
1,827
Marrocos
1,825
Tunísia
1,824
Egito
1,823
Inglaterra
1,819
Panamá
1,816
França
1,814
Nigéria
1,813
Colômbia
1,813
Espanha
1,809
Portugal
1,808
Uruguai
1,804
Costa Rica
1,801
Argentina
1,799
Japão
1,791
Brasil
1,791
México
1,787
Peru
1,779
Arábia Saudita
1,743


IMC

As figurinhas trazem o peso do jogador. Mesmo que não faça diferença por si só, fazendo o famoso cálculo do IMC (Índice de massa corporal), que consiste em dividir o peso pela altura ao contrário. Todas as seleções apresentam índices dentro da normalidade (entre 20,7 e 26,4 para os homens), mas diferenças nesses números pode apresentar que determinada equipe pode vir a explorar mais o jogo físico do que a outra, algo importante no futebol atual. Equipes com IMC mais alto significam equipes mais fortes fisicamente, enquanto aquelas equipes com IMC menor possuem um jogo menos físico. Claro que há equipes que são famosas por abusar do jogo de corpo, mas apresentam um IMC relativamente normal. É o caso da Austrália, famosa por jogar duro e com o corpo. Apesar da fama, a equipe está em 25° no ranking de IMC desta análise.
Dentre as equipes com IMC mais alto, estão as seleções do Panamá, Suíça, Tunísia, Argentina e Colômbia. Logo atrás, vem o Brasil (na 6° colocação). Nas ditas seleções mais leves, do mais leve ao mais pesado se encontram: México, Coreia do Sul, França, Japão e Rússia. Os asiáticos historicamente são considerados jogadores franzinos e é o que o ranking comprova. Mas ele mostra que equipes historicamente franzinas viraram equipes mais fortes fisicamente, como é o caso do Brasil e da Colômbia. Isso se deve aos jogadores dessa equipe estarem em sua maioria na Europa, em que o físico vale tanto quanto a habilidade com os pés. Por isso, não surpreende estes e a Argentina estarem em posições acima.
Vejamos como ficam os países no ranking do IMC:

Seleção
IMC Médio
Panamá
23,97
Suíça
23,89
Tunísia
23,85
Argentina
23,74
Colômbia
23,69
Brasil
23,42
Uruguai
23,38
Costa Rica
23,36
Irã
23,32
Nigéria
23,27
Peru
23,27
Bélgica
23,25
Alemanha
23,25
Espanha
23,24
Islândia
23,06
Polônia
23,04
Senegal
22,93
Egito
22,91
Dinamarca
22,90
Suécia
22,87
Croácia
22,86
Marrocos
22,79
Inglaterra
22,78
Sérvia
22,77
Austrália
22,77
Portugal
22,69
Arábia Saudita
22,68
Rússia
22,68
Japão
22,57
França
22,53
Coreia do Sul
22,38
México
22,38

País e clube
Interessante saber onde os jogadores de cada seleção jogam. Nos último três mundiais, ganharam seleções que possuíam uma equipe considerada de base, isto é, boa parte do time titular atua neste clube. Em 2006, a Itália tinha em seu time titular na final 4 jogadores da Juventus. Na final de 2010, 6 jogadores da Espanha eram do Barcelona e outros 3 eram do Real Madrid. Por fim, na final de 2014, a atual campeã Alemanha tinha 6 jogadores que na época defendiam o Bayern de Munique. Vendo isso, percebemos que os últimos três campeões mundiais possuíam uma ou duas equipes de onde vinham a maioria de seus jogadores. A vantagem é que estes jogadores são mais entrosados e trazem o futebol do clube para a seleção. Não somente no mesmo time, mas jogadores da mesma liga de futebol (ou país onde jogam) trazem características de jogo parecida e que se completam na seleção. Não que isso seja um sinônimo de sucesso, já que nos últimos anos a seleção inglesa teve jogadores que só atuam no mesmo país e amargou vexames. O mesmo pode se dizer a Itália nas duas última Copas. Mas nos últimos anos, os campeões tem um time que vem a maioria de seus jogadores.
Vantagem para os clubes nesse sentido, pois clubes com vários jogadores atuando na seleção tendem a ir longe nas grandes competições. Que o diga o Real Madrid, campeão de 4 das últimas 5 edições da Champions League e que todos os titulares são ou tem nível de seleção (exceção de Benzema por motivos extra -campo). E não de uma seleção, mas de várias. Desde o goleiro Keylor Navas (Costa Rica), aos brasileiros Casemiro e Marcelo, o português Cristiano Ronaldo, o croata Luka Modric e o alemão Toni Kroos. E ainda temos Isco, Sergio Ramos e Daniel Carvajal na seleção espanhola. Uma verdadeira equipe global tem os galácticos.
Mesmo com a supremacia madrinista na Europa, o Real Madrid empata em número de jogadores no álbum da Copa com o PSG (ambos com 11 jogadores). Ambos perdem para o Barcelona, que possui 14 jogadores de seu elenco no álbum da Copa e é o clube com mais jogadores no álbum. Mas dentre as 10 equipes que mais possuem jogadores deste álbum, 4 delas são inglesas (Tottenham, Chelsea, Manchester City e Manchester United). O TOP 10 das equipes com mais jogadores fecha com a Juventus da Itália, o Atlético de Madrid da Espanha e o Bayern de Munique com 9 jogadores cada.
E no que se refere as ligas, quem manda são os inglese. E a Liga inglesa é a que mais tem jogadores no álbum. Nada mais do que 113 jogadores (quase 20% do álbum) joga na terra da Rainha, incluindo aqui equipes da 2° divisão do país. Completam o Top 5 a Espanha, Alemanha, Itália e França. Todas estas ligas que são as mais valorizadas da Europa e do mundo, consequentemente. A Rússia, o país da Copa, vem logo na 6° posição. E atrás vem as ligas da Arábia Saudita, Turquia, Estados Unidos e Portugal. E surpreende o fato de uma liga mais tradicional como a portuguesa vir atrás de ligas menos tradicionais como a dos EUA, que só não está em maior número pois a seleção fracassou ao ir para a Rússia. Idem a Turquia. Ligas como estas vem em crescimento e mostram uma tendência de crescimento para as próximas Copas. Outras ligas que vem em crescente é a liga chinesa, que inclusive conta com jogadores de seleções badaladas como no Brasil (Renato Augusto) e Bélgica (Ferreira Carrasco).
Confira o TOP 10 das ligas mais badaladas da Copa:

País
N° de jogadores no álbum
Inglaterra
113
Espanha
63
Alemanha
51
Itália
48
França
36
Rússia
33
Arábia Saudita
24
Turquia
22
Estados Unidos
18
Portugal
17

E agora o TOP 10 dos clubes com mais convocados:

Equipe
N° de jogadores
Barcelona
14
Paris Saint Germain
11
Real Madrid
11
Manchester United
10
Manchester City
10
Tottenham
10
Chelsea
10
Juventus
9
Atlético de Madrid
9
Bayern de Munique
9


Tempo de seleção
Acumular experiência em jogos entre seleções é importante. Seja em competições continentais, eliminatórias ou amistosos, um grupo de jogadores com grande número de partidas internacionais ajuda no entrosamento da equipe e dá experiência para jogos decisivos. Portanto, um bom tempo de serviço à seleção indica uma equipe experiente e se relaciona com a média de idade da equipe. Quanto mais jogadores com tempo de seleção, maior a tendência de a equipe ser composta por jogadores experientes.
É evidente que o tempo de primeira convocação não significa que o tempo todo o jogador serviu a seleção. Mas indica quanto tempo este jogador está na mira da seleção e teve boas fases na sua equipe. Ou mesmo a confiança do treinador para trazer a seleção, como o Paulinho da seleção brasileira. Após a Copa de 2014, ele não recebeu mais chances até que Tite assumiu o comando da seleção em 2016. Nesse caso, ele ficou 2 anos sem estar na seleção. 
Outro ponto a destacar é que a média de serviço indica aproximadamente há quanto tempo a seleção se renovou. Nesse caso, mais ou menos 4 anos de serviço à seleção indica uma equipe jovem e que a maioria dos jogadores jamais jogou uma Copa do Mundo. Por outro lado, equipes com mais de 8 anos de experiência média indica que os jogadores já disputaram de 1 a 2 copas em sequência. Mas há equipes experientes que jamais disputaram uma Copa. E é o caso da equipe mais experiente.
A seleção mais experiente é o Panamá, em que em média os jogadores estão nela há mais de 10 anos e meio. Um tempo desses indica que estes jogadores que levaram o país a sua primeira Copa do Mundo levaram mais de 10 anos para levar a sua seleção a este evento. E com uma diferença de 2 anos para a Costa Rica, a segunda colocada e com jogadores que disputaram ao menos a Copa passada. O TOP 5 é fechado com Uruguai, Bélgica e Argentina, com mais de 8 anos de tempo de convocação. Isso significa que equipes como a argentina e a uruguaia tem jogadores que já disputaram ao menos 2 Copas do Mundo. Do outro lado da ponta estão a França, que tem jogadores que estão em média há 4,17 anos na seleção. E entre as menos experientes estão ainda a Nigéria, Inglaterra, Tunísia e Marrocos. Com exceção destes dois últimos, as outras três equipes indicam com estes números que renovaram seu plantel ante o Mundial passado, com muitos jogadores que nunca disputaram a competição. 
E agora, em ordem decrescente, as seleções em ordem por tempo de serviço à seleção:

Seleção
Serviço à seleção
Panamá
10,56
Costa Rica
8,56
Uruguai
8,39
Bélgica
8,22
Argentina
8,17
Islândia
8,06
Polônia
8,00
México
7,78
Arábia Saudita
7,67
Croácia
7,67
Egito
7,56
Japão
7,39
Portugal
7,17
Brasil
7,17
Sérvia
7,11
Suíça
7,06
Colômbia
6,83
Suécia
6,72
Peru
6,61
Austrália
6,56
Coreia do Sul
6,56
Espanha
6,44
Dinamarca
6,39
Rússia
5,61
Alemanha
5,61
Senegal
5,11
Irã
5,11
Marrocos
5,06
Tunísia
4,83
Inglaterra
4,78
Nigéria
4,61
França
4,17



Dadas as explicações sobre os índices e o que podem fazer diferença em campo, vamos para cada grupo e analisar em quais destes atributos cada seleção pode levar vantagem ou desvantagem.


Grupo A
Altura
No grupo que reúne os donos da casa, a Rússia, com Arábia Saudita, Uruguai e Egito, a equipe russa é a equipe mais alta do grupo, com média de altura de 1,837 m. Em seguida, vem Egito com 1,823 e o Uruguai com 1,804 m. A Arábia Saudita vai ter grande desvantagem em jogadas aéreas no grupo, pois a média de altura da equipe é de apenas 1,743 m. Indicativo de que os adversários dos sauditas vão explorar a bola aérea.
Idade e tempo de seleção
Na questão da idade, os uruguaios são os mais experientes no quesito idade e tempo de seleção. Com uma média de 30,43 anos de idade e com serviço de 8,39 anos. Logo atrás vem os sauditas, com média de idade de 29,68 anos e tempo de serviço a seleção de 7,67. Com este tempo médio, poucos são os jogadores que estiveram na última participação do país em mundiais, em 2006. Egípcios e russos possuem uma média de idade semelhante, 28,6 anos. Mas no tempo de seleção, os egípcios levam vantagem: 7,56 anos na seleção ante apenas 5,61 anos dos russos. Isso indica que os russos vieram de uma renovação da equipe da Copa anterior, nisto, visando ao mundial em casa. Apesar da média egípcia não ser tão alta, só o goleiro Essam El Hadary tem apenas 22 anos de seleção. Quase a minha idade...
IMC
O famoso jogo duro dos uruguaios é comprovado com o mais alto IMC do grupo: 23,38. Com isso, leva vantagem sobre Arábia Saudita e Rússia, que estão entre as equipes mais "leves" do torneio com IMC de 22,68. O Egito é o meio termo entre uruguaios e russo, com IMC médio de 22,91.
Onde jogam 
Por fim, o lugar onde jogam. Os russos possuem todos os jogadores do álbum jogando na Liga do país, já que poucos são os russos que jogam fora (embora haja jogadores jogando no exterior na convocação real). Os sauditas também possuem muita gente em casa, com 15 jogadores nos clubes locais. Apenas 3 jogam fora e em pequenos clubes espanhóis. Bem diferente de egípcios e uruguaios, mais distribuídos internacionalmente. Embora 6 jogadores do Egito no álbum joguem no país, outros 5 jogam em clubes ingleses. E em clubes grandes, como Mohamed Salah (astro do Liverpool) e o meia Mohamed El Neny (Arsenal), com mais 3 jogadores também atuando na Arábia Saudita. Já os uruguaios estão bem mais dispersos, mas a maioria da seleção (5 nomes) jogam no futebol espanhol, como o astro Luis Suárez (Barcelona). Outros lugares significativos são o próprio futebol local (3 nomes) e Itália e Portugal, com 2 nomes cada.
Se observamos por time, 3 equipes são responsáveis por mais da metade do time russo no álbum: são o Zenit (com 6 nomes), CSKA (5 nomes) e Spartak Moscou (4 nomes), sendo que o atual campeão do país, o Lokomotiv tem apenas 1 nome. Já a Arábia Saudita possui 8 jogadores jogando no Al Hilal, o principal clube do país com mais 4 nomes do rival Al Ahli. No Egito, 4 jogadores vem do maior clube do país, o Al-Ahli. Já no Uruguai, não dá para dizer que há uma equipe base. Mas a dupla de zaga titular vem do Atlético de Madrid (Diego Godín e José María Jiménez).

Grupo B
Altura
Embora favoritos, Espanha e Portugal são as equipes mais baixas do grupo. Baixas por 2 cm. Os vizinhos Ibéricos possuem média de 1,809 e 1,808 respectivamente de altura. Já o vizinho de baixo, o Marrocos tem uma média 1,825 m e os persas vem com um time medindo em média 1,827 m. Nenhuma grande diferença de altura entre as equipes.
Idade e tempo de seleção
Com vários medalhões na equipe, como os zagueiros Pepe e Bruno Alves e o melhor do mundo Cristiano Ronaldo, a equipe portuguesa é a mais velha do grupo com uma média de 29,20 anos. Logo atrás vem os espanhóis, que apesar de jogadores novos na seleção ainda tem uma média de 28,47 anos. Irã e Marrocos vem um pouco atrás, com 28,12 anos e 28,04 anos respectivamente.
Quanto ao tempo de seleção, Portugal e Espanha vem com equipes mais experientes ante iranianos e marroquinos. Enquanto Portugal possui jogadores com média de 7,17 anos na seleção, os espanhóis possuem jogadores com experiência média de 6,44 anos. Longe de serem as maiores da Copa, mas mais altas que iranianos (5,11 anos) e marroquinos (5,06 anos), que vem com times com vários novatos em Copa (no caso do Marrocos, são todos).
IMC
Os iranianos vão mostrar um jogo de mais força neste grupo, já que apresentam um IMC de 23,32 e mais alto que os rivais. A Espanha não vem tão longe, com 23,24 (indicando um jogo parelho com os iranianos). Os marroquinos vem logo atrás, com 22,79 de IMC e com 1 décimo acima de Portugal (22,69). 
Onde jogam 
Dono de uma das ligas mais poderosas do mundo, os espanhóis tem muito de seus jogadores por lá. Nada menos que 13 dos 18 jogadores do álbum estão por lá e os clubes mais vencedores nos últimos anos colaboraram com todos eles, sendo o Barcelona com 5 nomes e os rivais de Madrid (Real e Atlético) virem com 4 cada um. Fora do país, 4 jogadores jogam na Inglaterra e 1 na Alemanha. O que indica que os espanhóis jogam em ligas fortes e acostumados a grandes jogos.
Portugal possui jogadores mais distribuídos, especialmente entre a liga doméstica (5) e a Liga Inglesa. Com 3 jogadores na seleção, o Sporting é a equipe que mais contribuiu para a seleção lusitana, mesmo não disputando com constância grandes jogos das ligas europeias. Outras ligas onde jogam os portugueses incluem a Espanha e a Turquia com 2 nomes cada (incluindo aí Cristiano Ronaldo) e outras europeias como a França, Alemanha, Itália e até a Escócia.
Os marroquinos possuem muitos jogadores concentrados na Espanha (5) e França (4), muito por causa que seus jogadores nasceram nestes países e resolveram defender o país de seus pais. Outras ligas de destaque são a turca (3) e a holandesa (2). Todos os jogadores vieram de times diferentes, o que pode indicar uma dificuldade de entrosamento. Mas apesar disso, alguns jogadores jogam em equipes de renome, como zagueiro Mehdi Benatia (Juventus) e o meia Hakim Ziyech (Ajax).
Por fim vem o Irã, que vê seus jogadores deixarem a liga do país e buscar clubes de fora. Apenas 6 nomes do álbum jogam no Irã, estando nos maiores clubes do país (Persepolis e Esteghal). Os outros 12 jogadores jogam em 7 países diferentes, com destaque para a Rússia (3) e Holanda, Grécia e Qatar com 2 nomes cada. Embora ligas menores, os jogadores iranianos estão mais presentes na Europa.
Grupo C
Altura
Na média de altura, os dinamarqueses devem levar muita vantagem sobre seus adversários. Estando entre as seleções mais altas do torneio e tendo o jogador mais alto do torneio (já dito aqui), os nórdicos tem média de altura de 1,853 m. Vantagem por 2,5 cm para os australianos (1,828m) e bem mais do que os franceses (1,814m) e sobretudo os peruanos, que é a segunda equipe mais baixa do torneio (1,779). 
Idade e tempo de seleção
Os australianos possuem apenas 2 centésimos de diferença na média de idade para os peruanos (28,38 contra 28,36). Também empatam no tempo de seleção, mas com os peruanos 5 centésimos a frente dos socceroos (6,61 contra 6,56 dos cangurus). São as mais experientes do grupo. Bem mais que a Dinamarca, que embora não seja tão distante no tempo de seleção (6,39), possui média de idade de idade de 27,45 anos. Os franceses, teoricamente a equipe mais forte do grupo, é a equipe mais jovem do grupo e do mundial. Com uma média de 25,99 anos e com pouco mais de 4 anos de seleção, os franceses tem grande desvantagem contra os adversários mais experientes. 
IMC
Apesar de ser a equipe mais baixo do grupo, os peruanos vão apostar no jogo físico. O IMC dos incas é de 23,27. Isso bem à frente de seleções que são famosas pelo jogo físico, como a Dinamarca (22,90) e a Austrália (22, 77). A França, além de ser uma equipe jovem, é uma equipe leve, com um IMC de 22,53, sendo uma das mais leves do torneio. 
Onde jogam 
Apesar de ter uma liga competitiva, a maioria dos franceses joga fora de seu país. Sete jogadores jogam na rival histórica Inglaterra e nos maiores clubes do país, com 2 jogadores cada no Chelsea, Manchester United e Manchester City. Um pouco atrás e empatados com 5 jogadores, vem a liga doméstica e a Espanha. E os rivais europeus PSG e Barcelona vem com 3 jogadores cada para a França. Apesar disso, o astro francês Antoine Griezmann joga no Atlético de Madrid.
Na Austrália, muitos jogam na antiga colônia do país. A Liga Inglesa vem com 8 jogadores na lista australiana, sendo que alguns clubes dos australianos estão em divisões inferiores e assim, longe dos clubes grandes do país. Fora a Inglaterra, Alemanha e Japão contribuem com 2 jogadores.
Os sul-americanos, que vem para a Copa após 36 anos, ainda buscam espaço na Europa. A maioria dos peruanos atua no próprio continente e países como o México (5) e Brasil (3) contribuem para a seleção. Ao contrário de outras seleções sul-americanas, apenas 5 jogadores do álbum peruano atuam no Velho Continente.
Por fim, os dinamarqueses estão presentes em ligas competitivas. Com 5 nomes, a Liga Inglesa é a preferida da seleção e com o seu astro, Cristian Eriksen (Tottenham) vindo de lá. Com 3 nomes cada, Alemanha e Espanha colaboram para a boa competitividade dos dinamarqueses. Apesar de jogaram, em sua maioria, em equipes modestas destes países, estão acostumados a jogar com jogadores de alto nível. 

Grupo D
Altura
Entre as seleções mais altas do torneio, os novatos islandeses vem com uma média de altura igual à dos seus "conterrâneos" vikings dinamarqueses (1,853 m). Famosos pela alta estatura, os croatas vem logo atrás com 1,837 m de média. Mais modestos, vem os nigerianos (1,813) vem a frente da Argentina, a equipe mais baixa do grupo (1,799 m). Ao que tudo indica, os azarões nórdicos levarão muita vantagem na bola aérea sobre argentinos e nigerianos.
Idade e tempo de seleção
Apesar de novatos, os islandeses possuem uma média de idade próxima da Argentina, a seleção mais velha do grupo. Com 29,64 anos de idade média, os argentinos estão na frente dos islandeses, que tem média de 29,47 anos. A Croácia, com mais copas que os islandeses, vem com um time com idade média de 28,7 anos. A equipe mais nova é a Nigéria, que mostra uma renovação na equipe e média de 26,10 anos (a segunda mais baixa do torneio). Assim como é a mais nova, os jogadores nigerianos possuem pouca rodagem pela seleção, com apenas 4,6 1 anos nela (equivalente a um ciclo de Copa). Uma grande desvantagem ante seus adversários, com equipes bem experientes como a argentina e a islandesa (8,17 anos e 8,09 anos, respectivamente). Já a Croácia vem com uma seleção também bem experiente, com 7,67 anos. 
IMC
Conhecidos pelo jogo duro, os argentinos mostram que estão em forma. Com um IMC médio de 23,74 (um dos mais altos do torneio), os argentinos estão prontos para adversários mais altos, mas um pouco mais esguios. A Nigéria mostra a tendência de jogadores fortes na África Ocidental, com um IMC médio de 23,27. Um pouco mais atrás vem Islândia (23,06) e Croácia (22,86). Os números mostram que este grupo será o mais duro fisicamente, pois três seleções tem IMC médio acima de 23. 
Onde jogam 
Jogadores argentinos estão acostumados a grandes ligas e a grandes jogos. Nada menos que 13 jogadores estão em ligas como a inglesa (5), italiana (5) e espanhola (3). Não há um clube base para os argentinos, mas com 2 jogadores cada contribuem alguns dos maiores clubes europeus, como a Juventus, Manchester United, Manchester City e Sevilla.
Os novatos islandeses ainda não estão em grandes clubes, mas chegam aos poucos nas grandes ligas europeias. Nada menos que 5 jogadores jogam na Inglaterra e 3 jogam na Rússia, sede da competição. Embora não haja um clube base, o Rostov da Rússia surge com os 3 jogadores islandeses na Rússia.
Os croatas também brilham nos clubes europeus. E nos grandes, também. Com 7 jogadores na liga italiana (graças a proximidade) e com 4 jogadores na Espanha, os croatas estão em sua maioria em liga bem competitivas. Mesmo não tendo um clube base, equipes tradicionais como Real Madrid e Internazionale de Milão vem com 2 croatas cada. 
Os nigerianos vem de um lugar surpreendente. Embora vira e mexe os vejamos nos clubes europeus, a maioria está na Turquia. Sim, juntamente com a Inglaterra com 5 jogadores, os clubes turcos abrigam vários nigerianos e com o Bursaspor tendo 3 jogadores. Na Inglaterra, destaque para o Leicester City com 2 jogadores. Há 2 jogadores cada também em ligas alternativas como a China e a Bélgica.


Grupo E
Altura
Em altura, ninguém bate a Sérvia. Os balcânicos são os mais altos desta edição da copa, com média de altura de 1,866 m. Isso significa que os sérvios terão grande vantagem no jogo aéreo e isso é problema para o Brasil, que é a seleção mais baixa do grupo (1,791). Nas últimas edições da Copa, o Brasil teve problemas com a bola aérea e pode ter mais com os suíços (1,836 m) e com os costarriquenhos (1,801 m).
Idade e tempo de seleção
Na média de idade, as seleções vem com médias bem próximas uma da outra. Mas a Costa Rica se destaca dos demais por ter uma média de idade de 30 anos, sendo o terceiro time mais velho deste álbum. Brasil e Sérvia possuem respectivamente 28,87 anos e 28,56 anos. A Suíça é a equipe mais nova deste grupo, tendo uma média de 27,74 anos. Mas tanto a equipe mais velha quanto a mais nova deste grupo possuem algo em comum: a maioria dos convocados já disputou a última Copa. 
O ranking de idade vale para o tempo de seleção. Em média, os costarriquenhos serviram a seleção por 8,56 anos. Brasil, Sérvia e Suíça tem um ano e meio a menos de média e possuem jogadores com experiências equivalentes.
IMC
Uma equipe defensiva como a Suíça deve ser uma equipe parruda. E o número do IMC confirma isso, tendo o 3° IMC médio mais alto da Copa com 23,89. O Brasil vem logo atrás dos suíços, o que surpreende aquela velha mística de o jogador brasileiro ser leve. Com IMC médio de 23,42, o Brasil não está assim tão atrás dos suíços. E os costarriquenhos também não estão tão atrás, com IMC médio de 23,36. Por último, os sérvios estão com um IMC médio de 22,77. Isso mostra o quanto a altura influencia no IMC.
Onde jogam 
A seleção Brasileira, apesar de ter jogadores do futebol brasileiro na convocação real, tem todos os jogadores do álbum no exterior. E eles estão em grandes ligas, como a espanhola (5), inglesa e francesa e (4 cada). Como equipe-base, 4 jogadores são do Paris Saint-Germain. Outras equipes de destaque são os gigantes espanhóis Barcelona e Real  Madrid e o Manchester City com 2 jogadores cada.
A equipe suíça está em grande número nas ligas dos vizinhos "ricos". Especialmente a Alemanha, onde 7 jogadores estão por lá. Outros 4 jogadores estão na Itália. Ligas em que o futebol jogado é bastante físico e por isso, influencia no estilo de jogo suíço. Não há uma equipe-base no time suíço, mas o Borussia Monchegladbach possui 2 jogadores do time suíço em seu plantel.
Entre os costarriquenhos, boa parte da equipe não está na Europa. Muitos jogam no emergente futebol estadunidense (6 jogadores, incluindo o Canadá). Outra boa parte da equipe joga no país, sendo 4 jogadores e entre as seleções do grupo, a que mais aproveita jogadores domésticos. Na Europa, o destaque vai para a Espanha com 3 jogadores da seleção, incluindo aí o grande nome da equipe, o goleiro Keylor Navas. Não há uma equipe-base também, mas equipes como o local Deportivo Saprissa (maior clube do país) e o estadudinense New York City possuem 2 jogadores cada.
Por fim, os sérvios estão nas grandes ligas europeias. 11 deles estão em três das maiores ligas do continente, como Inglaterra e Itália (4 cada uma) e 3 na liga alemã. Isso indica que estes jogadores estão acostumados a grandes jogos. E também ao jogo de contato físico, cujo este será decisivo para a classificação da chave.


Grupo F
Altura
No grupo, alemães e suecos estão entre os mais altos do torneio e logo, no grupo. Os alemães eram a equipe mais alta na última Copa e agora, estão no 5° lugar geral. Mas ainda assim é um time que pode contar com a bola aérea, aproveitando a estatura média de 1,849 m, ,as ainda é mais baixo que os suecos, a segunda equipe mais alta do mundial e com média de 1,857 m. Os sul-coreanos não são tão baixos, mas vem como a equipe mais alta da Ásia com 1,833 m de média. Já o México teve azar de cair um grupo tão alto, uma vez que a média de altura dos latinos é de "apenas" 1,787 m, a terceira menor do mundial. 
Idade e tempo de seleção
No quesito idade, os suecos e os mexicanos estão na frente do grupo. Os europeus possuem a média alta do grupo, com 28,56 anos. Os mexicanos vem logo atrás com 28,45 anos. Já os sul-coreanos possuem 27,82 anos de ida média, um pouco menos dos anteriores. Os mais jovens são alemães, que com a renovação da equipe campeã de 2014, tem uma das menores médias do Mundial, com 26,59 anos sendo a idade média. Mesmo forte, a equipe alemã pode sofrer um pouco com a falta de experiência. 
IMC
Os números comprovam: alemães e suecos são os times com maior IMC do grupo e bem a frente de asiáticos e mexicanos. Alemães tem 23,35. Suecos possuem 22,87. Já os dois últimos tem os mesmo números e são as mais leves do torneio: média de 22,38. 
Onde jogam 
Com uma das ligas mais competitivas da Europa, a Alemanha vem com uma equipe bem doméstica, tendo 11 jogadores na liga doméstica. E o que falar do Bayern de Munique, mais uma vez a base da seleção alemã: dos 11 jogadores que atuam na Alemanha, 6 atuam no Bayern. E isso facilita o entrosamento dos jogadores da seleção, mesmo com uma boa presença estrangeira e tendo jogadores em outras ligas competitivas, como a inglesa (4 jogadores).
Nenhum jogador sueco atua no país. Entretanto estão espalhados pela Europa e até fora dela, mas as ligas predominantes entre os nórdicos tendo Alemanha (3), Inglaterra (3) e França (2). Os outros jogadores estão pelos mais diversos países pelo mundo, desde ligas tradicionais como a Espanha e a Itália, até países mais exóticos como os Emirados Árabes Unidos e os EUA.
Os mexicanos tradicionalmente possuem as equipes mais ricas das Américas e conseguem atrair muitos estrangeiros. Mas cada vez mais os mexicanos se aventuram pelo futebol do exterior. Mesmo com 4 jogadores atuando no México, outros 4 atuam em Portugal e outros 3 jogam nos EUA e Espanha. Isso indica que a competitividade mexicana aumentou e mesmo tendo uma liga razoavelmente de destaque na região, os mexicanos querem cada vez mais novas experiências. Os times considerados base da equipe são o Porto (3 jogadores), o Tigres do México e o Los Angeles Galaxy, com dois jogadores cada.
Por fim, os sul-coreanos atuam em sua maioria em casa. Mesmo tendo casos de sucesso na Europa, como o do craque da equipe Son Heung Min (Tottenham - ING), 6 jogadores atuam no país. E a equipe base desta equipe vem do Jeonbuk Hyndai, uma das equipes de maior sucesso do país, com 4 jogadores. Já fora do país, ligas como a do vizinho Japão (3) e na Europa como a Inglaterra e Alemanha (2) são as ligas de origem dos jogadores sul-coreanos.

Grupo G
Altura
Os cabeças de chave do grupo são os mais altos. Os belgas, que estão entre as nacionalidades mais altas do mundo na população geral, possui uma média um pouquinho maior que a média da população: 1,845 m. Os tunisianos e os ingleses estão bem próximos da média deste mundial, tendo uma média de altura de 1,824 (tunisianos) e 1,819 (ingleses). Mesmo sendo os mais baixos do grupo, os panamenhos não estão muito atrás de europeus e africanos, tendo uma média de 1,816 m. Junto com o grupo B, é o grupo em que as seleções tem média superior a 1,80 m.
Idade e tempo de seleção
Nenhuma seleção é mais velha do que o Panamá. Apesar de ser uma das novatas do torneio, a equipe apresenta uma média de idade de 30,53 anos. Um número alto resultado de vários anos dessa mesma geração de jogadores tentarem chegar na Copa. E só agora, foram recompensados. Alguns demoraram mais de 15 anos (quase 4 ciclos de Copa) para chegar até a Rússia e isso faz com que os panamenhos sejam a equipe com maior tempo médio de serviço à seleção, mais de 10,5 anos. A segunda colocada do grupo é a Bélgica, com seu time mais envelhecido e experiente em relação ao último mundial, tendo média de 28,21 anos. Os tunisianos vem com 27,53 anos de média. Por fim, os ingleses vem com um time jovem e cheio de novidades, renovando a equipe. A média de idade é de 26,52 anos (4 anos menos que o Panamá) e graças a isso, menos tempo de seleção: 4,78 anos (quase 6 anos de diferença do Panamá). Tal como os panamenhos, os belgas tem bastante tempo de seleção: 8,22 anos. Já a Tunísia tem uma equipe menos experiente no time, com 4,83 anos. 
IMC
Além de ser a equipe mais velha, o Panamá é a equipe com maior IMC no torneio. Com quase 24 de IMC, os panamenhos vem com tudo para usar a força física no mundial. Mas não ficam tão à frente da Tunísia, que tem o 3° maior índice do torneio de 23,85. Belgas vem um pouco mais atrás, com 23,25 de índice. Por fim, com um time mais leve vem a Inglaterra com 22,78.
Onde jogam 
Tão ingleses como os ingleses (rááá), os belgas tem um elenco em que a maioria joga na Inglaterra. Dez jogadores atuam na Premier League e em sua maioria nos maiores clubes do país. O Tottenham possui 3 jogadores e os rivais de Manchester e o Chelsea vem com mais 2. A presença dos jogadores belgas nesta liga indica a qualidade deste time, uma vez que a liga inglesa é a mais forte do mundo atualmente. Fora a Terra da Rainha, os outros jogadores estão nas outras grandes ligas do continente e até na China.
Outra equipe puro sangue deste álbum é a Inglaterra. Mais uma vez o time vem com todos os seus jogadores atuando no país, algo comum, uma vez que a liga é forte. Mas não dá para dizer isso de seus jogadores, que não são internacionalizados assim, mesmo jogando com vários rivais. Entre as equipes do país, o Tottenham lidera o número de convocados do álbum com 4. Outras equipes de referência são os rivais Manchester United e City e o Liverpool, que emplacaram 3 jogadores cada no álbum. 
Os tunisianos se dividem basicamente em três países: a Arábia Saudita, um grande mercado para jogadores árabes com 5 jogadores, a França (com 5 jogadores) devido ao passado de colônia da Tunísia com a França e por fim, a própria liga doméstica com 4 jogadores. Pode se dizer que a base da equipe é o Esperance Tunis, uma das mais fortes equipes do continente africano, com 3 jogadores no elenco. Outra equipe de destaque é o Dijon da França, uma pequena equipe com dois tunisianos.
Assim como sua vizinha Costa Rica, os panamenhos não possuem um grande intercâmbio com a Europa. Apenas 2 jogadores jogam na Europa (o menor número dentre as seleções da Copa), mas atuando em ligas menores (Eslováquia e Romênia). A grande maioria da equipe atua nos EUA (5 jogadores), com outros jogadores espalhadas por ligas não tão atrativas no mundo como a liga local, da Guatemala, do Peru e do Chile (2 jogadores cada).


Grupo G
Altura
Como boa parte das seleções do leste Europeu, a Polônia não foge a regra com jogadores altos. Apesar da média de 1,833 m, a equipe foi superada por Senegal. No quesito altura, os africanos (a equipe mais alta de seu continente) vem com uma média de 1,838 m. Próxima dos poloneses, nem tanto assim de colombianos e japoneses. Os colombianos, mesmo menores que senegaleses e poloneses, tem uma média mais alta do que a América do Sul e vem com média de 1,813 m. Já os japoneses são notavelmente conhecidos pela baixa estatura (1,791m), mesmo está sendo bem acima da média do país. 
Idade e tempo de seleção
Mesmo sendo a equipe mais baixa do grupo, os japoneses são os mais experientes. Com uma média de 29,72 anos, a seleção nipônica é a 4° mais velha do mundial e certamente vem com uma geração que vai disputar sua provável última copa. Que o diga a Polônia, que depois de 12 anos volta ao mundial e com uma média de pouco mais de 29 anos, o que para muitos pode ser a única Copa da vida. Os colombianos vem logo atrás, com pouco mais de um ano de diferença para os japoneses e Senegal vem com uma equipe um pouco mais jovem, de 27,26 anos (a 5° menor do mundial).
Quanto ao tempo de seleção, os poloneses estão um pouco à frente dos japoneses. Enquanto que os poloneses vem em média a 8 anos defendendo a seleção, os japoneses tem média de 7,39 anos. Os colombianos vem logo atrás com 6,83 anos. Já Senegal vem com a menor média do grupo mais uma vez, com uma média de 5,11 anos.
IMC
Tal como outras seleções sul-americanas, a Colômbia vem com um número alto no IMC. Com IMC de 23,69 a equipe está no TOP 5 do IMC. Os poloneses não estão tão longe, mas vem com um pouco mais de 23 de índice. Os senegaleses vem logo na sequência com 22,93 (quase empatado com os poloneses). Por fim vem o Japão, uma das equipes mais leves do torneio e menos físicas, com 22,57.
Onde jogam 
Apesar da proximidade histórica com os vizinhos alemães, a maior parte do time polonês vem da Itália. Relação antiga e que vem do ex-jogador da seleção e um dos maiores do país, Zbigniew Boniek (ídolo da Juventus), há 6 poloneses na terra da bota. Fora isso, há mais 3 jogadores atuando na liga doméstica e na vizinha Alemanha. Com relação a base do time, os três jogadores que atuam na Polônia atuam no maior clube do país, o Légia Varsóvia. Outros 2 (cada) vem de times conhecidos da Itália, como o Napoli e a Sampdoria. 
A Colômbia vem com jogadores bem espalhados, atuando em grande número no futebol sul-americano (3 no futebol local e 3 na Argentina) e com outros atuando em grandes ligas da Europa, tal como a Espanha e Itália (3) e Inglaterra (2). O Boca Juniors, tradicional equipe argentina surge como casa de 3 jogadores colombianos e é a "base" da equipe colombiana. 
De Senegal, nenhum joga no país. Tal como a Suécia, todos atuam fora do país e em grandes ligas. Sobretudo a liga inglesa, lar de 6 dos 18 do álbum. Após a Terra da Rainha, a França tem 4 jogadores da equipe e Turquia, Itália e Bélgica concentram 2 cada da seleção. Não há um time base para Senegal, mas dois eles atuam no modesto Stoke City da Inglaterra.
Por fim, o Japão surpreende por ter boa parte da equipe atuando fora de sua liga, já que em Copas passadas, boa parte da equipe vinha da própria liga. Mesmo tendo 5 jogadores atuando no país no álbum, boa parte veio da Alemanha (6 jogadores), que provavelmente devem ter se inspirado em Genzo Wakabayashi (goleiro do Japão em Super Campeões). Fora estes dois destinos, França e Inglaterra contam com mais dois jogadores cada. Três equipes "fornecem" 2 jogadores cada para a seleção japonesa: as equipes da casa Cerezo Osaka e o Urawa Red Diamonds (atuais campeões do país) e o modesto Fortuna Dusseldorf da Alemanha.
Bom galera, depois dessa matéria vou dormir. Muito boa noite galera, até a próxima!