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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A Origem dos nomes das estações das Linhas da CPTM: Linha 9 - Esmeralda

Oi amigos, há quanto tempo. Faz tempo que vocês me viram escrever aqui. Fiquei muito tempo fora por diversos fatores: faculdade mais pesada que nunca, estágio e imprevistos que não me permitiram postar nada aqui no blog. Agora que estou de férias da faculdade, estou com um tempo maior para me dedicar a este blog aqui. E quero agradecer a você leitor que sempre está presente, pois mesmo na minha ausência, os números do blog continuam subindo.
Pois bem, a matéria de hoje será sobre um velho assunto, mas com novos protagonistas. Lembram-se das matérias a respeito da origem dos nomes das estações de metrô? Pois bem, um ano depois dessa série, vou fazer uma nova série de reportagens a respeito das estações de trem da CPTM, que passam por boa parte da região metropolitana de São Paulo, exceto esse fim de mundo chamado Guarulhos. Isso até agora, pois a nova linha da CPTM (13 - Jade) será aqui dentro de pouco mais de 20 anos pelo caminhar da carruagem.
Brincadeiras a parte, as linhas da CPTM são herdeiras das grandes ferrovias que no fim do século XIX e começo do século XX transportavam a economia do país, que se resumia basicamente a café. Os trechos nas cidades foram reaproveitados tempos depois para o transporte de passageiros. A CPTM possui atualmente 6 linhas em operação e como já dito, mais uma linha em construção. Apesar da ordem das linhas, já que a primeira é a Linha 7 - Rubi, começarei pela Linha 9 - Esmeralda pelo simples motivo de que eu quis e também por ser a linha que mais utilizo, já que meu estágio fica próximo (mais ou menos) de uma de suas estações.
A Linha 9 pode ser considerada uma das mais modernas da linha, já que possui o menor intervalo regular entre os trens na plataforma (menos de 5 min) e trens novos e em bom estado. Quase um metrô, tão lotado quanto (especialmente a estação Pinheiros). A linha é um dos ramos da antiga Ferrovia Sorocabana, que ligava o Interior do Estado ao Porto de Santos. Essa ramificação facilitava o acesso de quem estava na Capital a Santos. A linha foi inaugurada em 1957 e liga a cidade de Osasco com o extremo sul da Capital, embora ela esteja em expansão atualmente. Outrora chamada de Linha C- Celeste, a linha foi assumida pela CPTM em 1994 e as estações da linha foram reformadas e reinauguradas, e a bitola da linha que era métrica (1,00m) passou para 1,60 m, além da mudança de nome para uma pedra preciosa.
Pois bem galera, feita a apresentação da linha que anda em paralelo em quase toda a sua com o Rio Pinheiros, eis que vamos saber um pouco mais do que as estações tem a revelar mais sobre a história do lugar onde estão localizadas ao longo dos seus 32,9 km.

Grajaú

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Interior da estação Grajaú
A primeira estação da nossa viagem. A estação mais ao sul entre todas do sistema, ela atende ao distrito mais populoso da cidade. O Grajaú tem 500 mil habitantes e que dependem da estação para irem ao resto da cidade, já que o distrito está distante até mesmo de Santo Amaro. A estação, a mais recente da linha (inaugurada em 2008), tem seu nome derivado do tupi-guarani e significa "Rio dos Carajás". Ainda que o distrito fique longe dos grandes centros, ele vem se desenvolvendo e recebendo grandes investimentos para infraestrutura. Além da estação, o distrito conta com um Terminal da SPTRANS e integrado a estação. Por enquanto, é a primeira estação da linha, já que outras duas estações estão em construção e mais ao sul: Mendes-Natal e Varginha.

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Grande avenida do Grajaú

Primavera - Interlagos

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Entrada da estação
Inaugurada junto da estação do Grajaú em 2008, a estação atende aos dois bairros que dão nome a esta estação. São eles o Jardim Primavera e o bairro de Interlagos. O nome Interlagos significa "entre lagos", já que está entre as represas Guarapiranga e Billings, que são responsáveis por parte do abastecimento de água da cidade de São Paulo.
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Vista do Bairro de Interlagos.

Autódromo

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Plataforma da Estação.
O nome é uma referência um tanto óbvia: o autódromo de Interlagos, oficialmente chamado de José Carlos Pace, que dentre tantos eventos, recebe anualmente o GP do Brasil de Fórmula 1. Buscando facilitar o acesso de quem vai ao autódromo, a estação foi inaugurada em 2007 e foi uma das primeiras estações consideradas modernas da CPTM. Em sua proximidade, fica a entrada para a ciclovia do Rio Pinheiros e diferente das outras estações da linha e da CPTM, é uma estação elevada.
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Autódromo de Interlagos, que recebe anualmente a F1.

Jurubatuba

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Entrada da estação.
Distante quase 4 km da estação Autódromo, essa estação está localizada no distrito do Campo Grande e foi por muitos anos o ponto final/inicial da linha. Junto das estações de Osasco e Presidente Altino, é uma das poucas da linha que possuem plataformas laterais (mas ao contrários das citadas, não possui plataforma central). O nome da estação faz referência ao Rio Jurubatuba, um dos rios que junto com o Rio guarapiranga, forma o rio Pinheiros. O nome Jurubatuba era o nome usado pelos indígenas para nomear o Pinheiros e o nome significa "Terra dos Jerivás", sendo que Jerivá é o nome de uma palmeira comum ao longo do rio e da cidade. O Rio Jurubatuba, também chamado Rio Grande, nasce na cidade de Rio Grande da Serra e o seu represamento forma a Represa Billings, a maior represa da Capital e concebida para armazenar água para a Usina Hidrelétrica Henry Borden, localizada em Cubatão. Embora ela seja hoje responsável por parte do abastecimento de água da Capital e de outras cidades vizinhas, a represa enfrenta um grave problema de poluição na maioria de seus braços.
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Rio Jurubatuba, que como outros rios paulistas, sofre com a poluição.

Socorro

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Exterior da estação.
A estação foi reinaugurada em 2000, mas é da década de 60. A estação localizada no distrito da Capela do Socorro recebe o nome do distrito e que dá nome a subprefeitura da região tem seu nome originado de uma pequena Capela dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que ficava na região que era parte do antigo município de Santo Amaro. Essa representação de Maria é de origem grega e embora descoberta no século XV, era adorada já há muito tempo. É considerada a Virgem da Paixão. O bairro foi reduto de muitas famílias alemãs, que vieram no século XIX habitar a região. A região foi crescendo e por estar às margens da represa de Guarapiranga, 90% da região está localizada em área de proteção. Porém, muitas habitações irregulares (de baixo e alto padrão), ocupam irregularmente a região e prejudicam a qualidade da água da represa.
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Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
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Bairro do Socorro e na vista, a Represa de Guarapiranga
      

Santo Amaro

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Plataforma da estação.
Conectada a Linha 5 - Lilás, sua origem já foi explicada aqui

Granja Julieta

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Vista da estação da ciclovia do Rio Pinheiros.
A estação fica ao lado do bairro de mesmo nome, localizado na região de Santo Amaro. A estação, apesar de ter sido inaugurada em 2000, já existia desde a década de 50. A Julieta que dá nome ao bairro era esposa de um antigo proprietário de terras da região, o açoriano Manoel Justino de Almeida. Já o nome granja é provavelmente uma referência a antiga "Parada do Galinheiro" que existia na região na época da Companhia de Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro, que ligava São Paulo a Santo Amaro. A região se converteu em uma área de classe-média alta ao longo dos anos.
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Bairro da Granja Julieta atrás da estação

Morumbi

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Entrada da estação.
Embora não tenha qualquer conexão com a futura estação São Paulo - Morumbi, o seu nome já foi decifrado aqui. Futuramente, terá conexão com a linha 17- Ouro, do Metrô. 

Berrini

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Estação Berrini e seu exterior ao lado da Marginal Pinheiros
É uma estação bastante frequentada pelo autor da matéria e de seus colegas de empresa, que também é recente (de 2000). Mesmo não ficando do lado da avenida de mesmo nome, fica próximo dela. O nome da estação e da própria avenida vem do Engenheiro Luis Carlos Berrini (1884-1949). Nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, veio para São Paulo e se formou em engenharia civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Estudou nos EUA e por lá se formou em mecânica e elétrica, seguindo na área de motores e hidráulica. Se dedicou a uma empresa de parafusos que inaugurou, trabalhou na produção de café e na construção civil. Escreveu o livro "Análise Vetorial Elementar" e outras publicações para revistas especializadas. Por suas contribuições, virou o nome de uma avenida que estava começando em uma região pantanosa e desvalorizada no ano de 1965. Mas três arquitetos, Carlos e Roberto Bratke e Francisco Collet apostaram na região, que anteriormente ligava nada a lugar nenhum e que tinha muitas favelas. Isso na década de 70. Mas com o apoio da prefeitura com a operação urbana Água Espraiada, a região se desenvolveu rapidamente e se transformou em um importante centro empresarial e sede de muitas empresas multinacionais.

Avenida Luís Carlos Berrini com trânsito tranquilo



Vila Olímpia

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Plataforma da estação
A estação Vila Olímpia foi inaugurada em 2001 e fica próxima do bairro que lhe dá nome, além de próxima da Estação Elevatória da Traição. O nome do bairro é uma referência a cidade grega  de Olímpia e as Olimpíadas, sendo Olímpia a forma feminina de Olimpo, que significa "Montanha do Deuses". Claramente, uma referência ao Monte Olimpo, a montanha mais alta da Grécia (com 2917 m de altitude) e que segundo a mitologia grega, é a casa dos doze deuses principais. O bairro da Vila Olímpia, hoje um bairro nobre e conhecido pelas sua vida noturna agitada, foi um bairro pobre e com muitos alagamentos antes do problemas com alagamentos terem sidos resolvidos. Hoje, grandes centros comerciais, bares e prédios altos dominam a paisagem do bairro, embora próximo da estação haja um resquício do que fora o bairro antes: a Favela Funchal, oculta em meio a tantos prédios bonitos da região e pela polícia, com moradores mais antigos que outros do bairro. Desigualdades do nosso país, infelizmente.

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Os altos prédios dominam a paisagem da Vila Olímpia.

Cidade Jardim

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Entrada da Estação.
Inaugurada em 2000, a estação Cidade Jardim recebe o seu nome do bairro que fica na outra margem do Pinheiros. O bairro Cidade Jardim é conhecido por suas casas de alto padrão e por abrigar o Jóquei Clube de São paulo. O bairro foi criado na década de 1950, no lugar de antigas fazendas e seu nome vem do conceito dos chamados bairro-jardim ou cidade-jardim, criado pelo urbanista inglês  Ebenezer Howard no século XIX. A ideia era de cidade autônomas com um cinturão verde em volta e isolada das grandes cidades. O conceito influenciou muitos urbanistas pelo mundo, mas não foi totalmente bem adaptado, embora surgiram muitos bairros planejados dentro das grandes cidades, longes do centro, entre grandes avenidas e muito arborizados, os chamados bairros-jardim (ou garden city). Como o próprio bairro de Cidade Jardim e outros como o Morumbi, o Pacaembu, Higienópolis, Jardim América e Jardim Europa.

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O Jóquei Clube, o grande destaque da Cidade Jardim.

Hebraica - Rebouças

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Exterior da Estação
Também  inaugurada em 2000 e está localizada próximo ao Shopping Eldorado. Também leva um nome composto, sendo que Hebraica vem do nome de um clube, o Clube Hebraica, um ponto de encontro e de lazer inaugurado em 1957 com a intenção de ser voltado aos judeus paulistanos e está localizado próximo da estação. Já o nome Rebouças vem da avenida que liga a região da Paulista até a Marginal Pinheiros, mas no trecho entre a Marginal e a Avenida Brigadeiro Faria Lima, a via é bem menor em comparação com o restante da avenida. O nome vem de um dos maiores engenheiros civis brasileiros, André Rebouças, que já foi homenageado por esta página.
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Avenida Rebouças no cruzamento com a Faria Lima.

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Clube Hebraica, próximo a estação.

Pinheiros

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Entrada renovada.

Conectada com a estação de mesmo nome da Linha 4 - Amarela, sua origem já foi revelada aqui

Cidade Universitária

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Exterior da estação e a Passarela dos Estudantes, que liga a estação a Ponte Cidade Universitária
Passada a estação Pinheiros, chegamos a esta estação que possui um nome bem óbvio. A estação Cidade Universitária foi inaugurada em 1981 com o objetivo de facilitar o acesso dos estudantes da USP, localizada na Cidade Universitária, mesmo que ela fique longe de boa parte dela e ainda do outro lado do rio. A Cidade Universitária foi inaugurada em 1968, embora já fosse pensada desde a década de 30. É o principal campi da Universidade de São Paulo (USP), a principal universidade brasileira.

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Praça do Relógio, dentro da Cidade Universitária.

Villa Lobos - Jaguaré

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Exterior da estação.
A estação está localizado entre os seus dois nomes, embora se chamava Jaguaré até bem pouco tempo atrás. Na margem direito do Rio Pinheiros está localizado o Parque Villa Lobos, um dos maiores e mais frequentados da cidade. É administrado pelo governo do Estado e foi inaugurado em 1994 e logo virou um dos locais preferidos para o ciclismo. O nome do parque é uma homenagem ao compositor Heitor Villa Lobos (1887 - 1959), considerado um dos maiores nomes da música brasileira e o principal expoente da música durante o período do modernismo, misturando música erudita com música indígena e outras típicas do país. Indo agora para o outro nome, o nome Jaguaré faz referência ao bairro localizado na outra margem do Rio Pinheiros. O Jaguaré, que nomeia o distrito de mesmo nome, é um antigo bairro industrial projetado por Henrique Dumont Villares, que era dono da empresa e mesmo nome. Jaguaré significaria na língua tupi-guarani "local de muitas onças", já que o nome para onça em tupi-guarani era jaguar. Há outras origens para o nome, que poderia ser de outro animal ou mesmo significar "cão fedorento". Polêmicas a parte, o bairro que era até então uma fazenda virou um bairro industrial. As indústrias abandonaram o bairro pouco a pouco na década de 80, embora ainda existam muitas fábricas na região. O bairro pouco a pouco ficou mais residencial e comercial.

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Entrada do Parque Villa Lobos
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Compositor Villa Lobos.
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Vista do bairro do Jaguaré.


CEASA

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Interior da Estação
A última estação dentro da cidade de São Paulo é a do CEASA. A estação localizada no bairro da Vila Leopoldina tem no seu nome uma referência aos Centros de Abastecimentos que foram inaugurados pelo governo federal desde a década de 50. A CEASA era o antigo Centro Estadual de Armazenamento e após se fundir com a CAGESP (Companhias de Armazéns Gerais de São Paulo), virou a atual CEAGESP. O grande centro de distribuição de produtos do setor hortifrutigranjeiro centraliza boa parte do armazenamento dos produtos produzidos pelo setor no país e é um dos maiores do mundo. Apesar disso, há um plano de mudar o local da CEAGESP, que passaria a ficar no bairro de Perus. Mas a estação próxima a ela poderia guardar no futuro o que houve no local.

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Exterior da CEAGESP

Presidente Altino

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Plataforma da Estação.
A nossa viagem atravessa o Rio Pinheiros e sai de São Paulo rumo a Osasco. A primeira estação da cidade é a de Presidente Altino, localizada na avenida de mesmo nome e que se conecta com a Linha 8 - Diamante. O seu nome nome é a homenagem não a um presidente, do Brasil, e sim a um ex-governador de São Paulo. No século XX, os atuais Estados eram Províncias, com menos autonomia em relação ao governo federal e os governadores eram chamados de Presidentes das Províncias. O Presidente em questão era Altino Arante, nascido na cidade de Batatais e que foi o décimo governador do Estado de São Paulo, entre os anos de 1916 e 1920, sendo 1920 a inauguração da estação (a atual foi inaugurada no lugar em 1979) e Altino o escolhido para ser homenageado. A estação chegou a ser nomeada general Miguel Costa (falaremos mais sobre ele depois) entre 1930 e 1932, mas voltou ao nome original Além de governador, foi anteriormente Deputado Federal e também o primeiro presidente do antigo BANESPA, antigo banco público paulista, hoje privatizado. Outra homenagem a Altino Arantes muito famosa é o Edifício Altino Arantes, no centro de São Paulo e que era a sede do BANESPA e hoje, um mirante para se olhar São Paulo toda, já que é o terceiro maior prédio da cidade.

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O ex-governador Altino Arantes.

Osasco

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Entrada da Estação
A estação final da linha é a principal estação da cidade. Localizada no centro da cidade, ela é uma das mais antigas da linha e era parte da ferrovia Sorocabana, tendo sido inaugurada em 1895 (mas a atual estação foi inaugurada em 1979). A estação, bem como o nome da cidade, foi dada por um italiano chamado Antônio Agù, que era um grande empreendedor na época e considerado o fundador da cidade. O nome Osasco é o mesmo da cidade na Itália onde Anônio nasceu, sendo que a cidade era chamada de Vila de Quitaúna anteriormente. Apesar de ser considerado o fundador da cidade, Osasco só virou uma cidade em 1962. Anteriormente, era parte da cidade de São Paulo. Hoje se tornou uma das principais cidades do estado, com uma população de quase 700 mil habitantes e o segundo maior PIB do Estado de São Paulo. A estação também dá acesso a linha 8 - Diamante, juntamente com a anterior. Capital do cachorro-quente e tendo a sede de um grande banco no seu território, um conhecido time de vôlei feminino e a sede do SBT, a cidade recebe o ponto final da nossa viagem.
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A cidade de Osasco, na região de Piemonte, na Itália

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Vista aérea de Osasco

 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A origem dos nomes das estações de metrô - Linha Lilás


Olá amigos, bem vindos a 2016! Que este ano seja cheio de blábláblábláblábláblá e de muitas outras coisas. Que este ano seja o ano de mudanças. Que Deus possa concedê-las, se nós quisermos é claro.
Mas o blog começa todo o vapor 2016. E vamos terminar a série de reportagens que começamos lá em 2015, mas precisamente no mês passado. O Blog começou uma série de reportagens sobre a origem dos nomes das estações de metrô de São Paulo. Na capital, atualmente há 5 linhas de metrô operando. Há outros projetos que ainda não saíram do papel e obras para ampliação das linhas. E neste último caso, encaixamos a última linha do metrô que falaremos aqui: a Linha 5 - Lilás.
Quando foi construída, a linha se chamava linha G e era comandada pela CPTM. Mas em 2001, o Metrô assumiu o controle da linha, que foi inaugurada em 2002. A linha tinha apenas 8,4 km e ligava o Capão Redondo ao bairro de Santo Amaro. Mas atualmente, a linha passa por obras de ampliação e construção de novas estações que deverão se interligar a linha 2-Verde (na Chácara Klabin) e com a linha 1 - Azul (na Santa Cruz), o que deve facilitar muito a vida de quem mora em bairros distantes como Capão Redondo e o Campo Limpo. Com isso, a linha passará a ter 20,8 km de extensão e 17 estações, ante as 7 existentes atualmente.
A extensão da linha está muito atrasada, devido a graves denúncias de formação de cartel e outras falsificações e atos ilícitos comuns em obras públicas do Brasil. As obras estariam paradas, mas a justiça obrigou as empreiteiras a continuarem a obra de mais de 5,1 bilhões de reais sob risco delas serem multadas. Ou seja, se não fosse a justiça, a obra provavelmente estaria parada. Mas ela está muito atrasado, com previsão de entrega mais otimista em 2018, sendo que já era dada sua entrega desde 2014. Mas isso eu deixo para os noticiários que vemos por aí. Um adendo: a linha pode, assim como a Linha 4 - Amarela, ser privatizada.
Sobre essa linha, teremos muita história para contar. E histórias bem interessantes sobre alguns fatos que aconteciam nessa região. Passageiros, hora de embarcar. 

Capão Redondo

Estação Capão Redondo
Entrada da estação
A estação localizada no distrito do Capão Redondo, na estrada de Itapecerica, traz duas origens para o nome, ambas ligadas a nomes indígenas. A primeira vem da junção das palavras ka'a e pu'ã, que significa "mata redonda" (o nome Capão Redondo seria uma grande redundância). Já a segunda tem a ver com os termos ka'a e pa'um, que significa "intervalo de mata". Apesar das diferentes origens, o nome Capão significa "mato isolado" e especifica um tipo de vegetação típico das regiões Sul e Sudeste do Brasil, com vegetação arbórea isolada por gramíneas. O nome foi dado a região por causa de Araucárias que ficavam no centro da região e que formavam um capão.

Exemplo de um capão, este fica no Pantanal.
Bairro do Capão Redondo

Campo Limpo

Estação Campo Limpo
Estação Campo Limpo.
Vizinho do Capão Redondo, o Campo Limpo é um bairro bem conhecido dos paulistanos devido a grande população e a grande desigualdade deste, denunciada através das letras do grupo Racionais MC´s, que surgiu na região (na verdade, no Capão Redondo). Famosidades à parte, o nome do Campo Limpo é uma referência ao fato de ali ter havido uma chácara próxima ao Jockey Clube de São Paulo. O bairro mesmo, não é sabido como se formou, mas muitos acreditam que a fazenda que havia ali e pertencente a família Reis Lopes foram loteados e os baixos preços atraíram vários imigrantes italianos e japoneses, e depois muitos nordestinos.

Bairro do Campo Limpo, com o metrô passando pelo distrito.

Vila das Belezas

Estação Vila das Belezas
Estação Vila das Beleza, uma das menos movimentadas
do metrô.
O bairro que dá nome a estação fica entre os distritos do Jardim São Luís e Capão Redondo, tem uma origem curiosa. A região que fica numa parte mais alta que seus vizinhos, foi loteada por uma italiano chamado Aristodemo Gazzotti. No alto do bairro, era possível ver o antigo município de Santo Amaro (falarei mais sobre ele), o centro histórico de São Paulo e o Aeroporto de Congonhas. A vista fez a esposa de Aristodemo, Perfecta dizer: "Mio Dio, che belezza, la mia mamma" (Meu Deus, que beleza, minha mãe). Por causa dessa interjeção, o bairro foi nomeado.

Bairro da Vila das Belezas.

Giovanni Gronchi

Estação Giovanni Gronchi
Entrada da estação, mostrando a conexão com o
Terminal joão Dias, importante terminal de ônibus.
Quem é o figura que nomeia uma das mais importantes avenidas da região, que liga a Vila Sônia ao Morumbi e é bastante movimentada? Esse é moleza. O figurão é nada mais nada menos que o ex-presidente da Itália, Giovanni Gronchi. Giovanni foi presidente da Itália entre 1955 e 1962 e após o mandato, tornou-se senador vitalício até a sua morte, em 1978. Vinte anos antes, em 1958, ele visitou o país e em sua homenagem, a avenida que ganharia outro nome virou Giovanni Gronchi.

Giovanni Gronchi, ex-presidente da Itália.
Avenida com o nome do cidadão acima, uma das mais movimentadas da região.

Santo Amaro

Estação Santo Amaro
Entrada da Estação
A estação que conta com ligação com a linha 9 da CPTM e uma ponte estaiada sob o rio Pinheiros, fica no atual bairro/distrito/subprefeitura de Santo Amaro. O nome da região vem (obviamente) de Santo Amaro é como é conhecido em Portugal São Mauro, padroeiro dos carroceiros, carregadores e fabricantes de velas. Por causa de uma doação de uma imagem do Santo para a Capela de um casal, chamados João Paes e Suzana Rodrigues, foi crescendo e foi um grande pólo de colonização alemã no país. Em 1832, Santo Amaro se tornou um município independente de São Paulo e sua área ia além das divisas do atual distrito, que incluía boa parte da zona sul de São Paulo, partes dos bairros Vila Mariana, Ipiranga e Cursino, além de áreas de municípios vizinhos como Itapecerica da Serra, Juquitiba, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, São Bernardo do Campo, Diadema e São Lourenço da Serra e fazia divisa com São Vicente, Itanhaém e Cubatão. Ou seja, toda a região que inclui a Linha 5 (e que incluirá) foi parte do Município de Santo Amaro, que chegou ao fim em 1935, com um decreto do interventor Armando Sales de Oliveira, decreta o fim do município e sua incorporação por São Paulo (as áreas que correspondem aos municípios que mencionei já haviam se separado de Santo Amaro). O motivo para isso seria a construção do Aeroporto de Congonhas, motivada pelo fato que durante a Revolução Constitucionalista de 1932, o aeroporto da capital ficava no campo de Marte e foi tomado pelos rebeldes. Congonhas foi construída no atual município de Santo Amaro e não era admitido que o aeroporto ficasse em uma cidade que não fosse a capital. Sem contar o fato do município possuir uma área muito grande e não conseguir se auto-sustentar, devido a dívidas com o tesouro estadual. Apesar disso, muito moradores foram contra a junção com São Paulo e houve movimentos separatistas em favor da emancipação do distrito, mas ao longo dos anos, perdeu força. Apesar de hoje ser um distrito da capital, as ruas do bairro convergem não para o centro de São Paulo e sim para o antigo centro de Santo Amaro, que até hoje é bastante movimentado e é o centro da Zona Sul paulistana.

Imagem de Santo Amaro, que deu nome a região.
Mapa do que seria o Município de Santo Amaro, caso existisse.
Brasão do antigo município de Santo Amaro.
Atual distrito de Santo Amaro.



Largo Treze

Estação Largo Treze
Entrada da estação, a primeira subterrânea da linha
Falando em centro de Santo Amaro, eis ele aqui. O Largo 13 era o centro do antigo município, onde fica a Igreja Matriz de Santo Amaro, que hoje é a Catedral de Santo Amaro (onde está a imagem do Santo que dá nome ao bairro) e para onde as ruas do bairro convergem. O Largo que já foi chamado de "Largo do Jogo da Bola" e Largo Tenente Adolfo Pinheiro", ganhou o nome atual em referência a Lei Áurea, que na teoria libertou todos os escravos e foi assinada pela Princesa Isabel em 13 de Maio de 1888. Imediatamente, no dia 9 de junho de 1888, a Câmara Municipal de Santo Amaro adotou o nome em referência a data. Atualmente, o largo conta com a estação de metrô (a primeira subterrânea da linha) e integrada a ela, o Terminal Santo Amaro de ônibus.

Largo 13 de Maio e a Igreja de Santo Amaro.

Adolfo Pinheiro

Estação Adolfo Pinheiro
Entrada da Estação.
Lembram do Adolfo Pinheiro que nomeava o atual Largo 13? Deu um jeito de virar o nome de uma das principais avenidas do bairro, que sai do Largo 13 e corta o bairro até a Avenida Santo Amaro. O senhor Adolfo Pinheiro é o Tenente Adolfo Pinheiro, que fora um militar residente no antigo município e dono de uma loja na região do Largo 13. Agora na avenida, há uma estação que tem o nome da avenida, que foi a última a ser inaugurada da linha, em 2014. Atualmente, é a estação terminal.

Avenida Adolfo Pinheiro

Alto da Boa Vista

Projeção da futura estação.
A estação em obras fica no bairro de mesmo nome. O bairro recebeu este nome combinando o fato de ser um local mais alto que os bairros vizinhos e possui uma vista legal para o que havia ao redor. Tal como outros lugares altos da Capital, o local virou uma área nobre.

Feira cotidiana do bairro.

Borba Gato

Futura estação no seu esquema.
Sim, é o que você está pensando. Não exatamente. Borba Gato não é um sobrenome de família quatrocentona. E sim foi uma figura real. Trata-se de Manuel de Borba Gato (1649-1718), um dos mais conhecidos bandeirantes paulistas. Teve como sogro outro bandeirante: Fernão Dias, conhecido descobridor de esmeraldas e diamantes. Na juventude, ia atrás de índios para escravizar. Junto de seu sogro, empreendeu viagens para a atual região de Minas Gerais na busca por esmeraldas e com a morte do sogro, Borba Gato assumiu a liderança. Após a descoberta, teve que entregar as minas ao fidalgo espanhol Rodrigo de Castelo Branco, administrador - mor de Minas Gerais. Por não concordar com isso, Borba Gato assassinou Castelo Branco e fugiu para a região do Rio das Velhas, aonde ficou desaparecido por anos, mas encontrou ouro no local. Em troca das minas por ele descoberta, Borba Gato conseguiu o perdão das autoridades portuguesas e ainda virou administrador daquela região. Por não concordar com o controle das minas com os portugueses que chegaram no país em busca de ouro, Borba Gato se envolveu diretamente com a Guerra dos Emboabas. Liderou os paulistas, que queriam o controle exclusivo das minas por eles descobertas ante os portugueses e outros migrantes recém-chegados. Após o conflito, Borba Gato foi anistiado pelo Rei e voltou ao seu cargo no Rio das Velhas, onde faleceu. Em sua homenagem, no ano de 1963, o bairro de Santo Amaro o homenageou com uma estátua, localizada entre as avenidas Santo Amaro e Adolfo Pinheiro. A estátua virou um cartão-postal do bairro, apesar de muitos não gostarem do homenageado. Tendo 10 metros de altura e 20 toneladas de peso, demorou 7 anos para ficar pronta. E por causa da estátua, a estação recebe o nome do homenageado.

Estátua de Borba Gato, bem conhecida dos paulistanos.

Brooklin

Vista aérea da futura estação.
A estação, que futuramente ficará no cruzamento de duas avenidas bem movimentadas, a Santo Amaro e a Roque Petroni Jr, f ica no bairro do Brooklin. A peculiaridade do bairro é que ele é divido entre dois distritos, sendo a parte conhecida como "Velha" está no distrito do Campo Belo e a parte "Nova" estar no Itaim Bibi, que já fica na Subprefeitura de Pinheiros. O bairro era ponto de passagem do bonde que ligava o Centro de São Paulo ao então município de Santo Amaro, sendo o bairro chamado de 5° parada. Com a venda da empresa de Bondes para a Light de São Paulo, que trouxe os primeiros bondes elétricos para a cidade. A região foi nomeada pela empresa canadense em alusão ao bairro do Brooklyn, conhecido bairro estadudinense da cidade de Nova York (especialmente em Todo Mundo Odeia o Chris). Por causa disso, várias ruas do bairro fazem alusão aos EUA. O bairro se desenvolveu e atualmente é um dos bairros mais movimentados e luxuosos da cidade, sendo sede de várias multinacionais e com vários edifícios de luxo.

Vista do Brooklin, um dos mais valorizados da cidade.

Empresa Light, que nomeou o bairro.

Campo Belo

Interior da futura estação. (como será)
A estação que futuramente será ligada ao monotrilho da linha 17 - Ouro, ficará nos cruzamentos das avenidas Jornalista Roberto Marinho (anteriormente Água Espraiada) e Santo Amaro. O nome faz alusão ao distrito do Campo Belo, que por sua vez tem o seu nome fazendo alusão aos campos das antigas fazendas da região, que existiram até o começo do século passado.

Distrito do Campo Belo.

Eucaliptos

Obras da futura estação.
A estação futuramente ficará em frente ao Shopping Ibirapuera, ficando na Avenida Ibirapuera com a Avenida dos Eucaliptos,. A estação se chamaria Ibirapuera, que na língua tupi significa "Pau podre" ou "´´Arvore apodrecida", em razão da área ser alagadiça. Mas a estação se chamará Eucaliptos, que oficialmente se chamava João Castaldi. A estação não ficará na avenida homenageada.

Moema

Obras na futura estação.
Em outro ponto da Avenida Ibirapuera, haverá a estação com o nome do distrito de Moema, onde está a Avenida. O distrito, conhecido por ser um dos mais nobres de São Paulo, era chamado de Indianópolis até 1987, quando um abaixo-assinado mudou o nome do bairro. O nome Moema vem da língua tupi antiga e significa "Mentira". Moema era o nome de uma personagem do poema árcade "Caramuru", de Santa Rita Durão (que se chamava José de Santa Rita Durão). Sobre a Moema, não darei mais spoilers, mas Moema era uma amante da protagonista da história, Diogo Álvares. Provavelmente, os moradores da região ligaram este nome ao córrego da Traição, que hoje está enterrado sob a Avenida dos Bandeirantes.
Moema de caramuru, em uma representação feita por Victor Meirelles de Lima
em 1866.

Córrego da traição no Mapa. Córrego está enterrado debaixo do que hoje é a
Avenida Bandeirantes, uma das mais movimentadas da cidade.

Bairro de Moema.

AACD-Servidor

Tatuzão chegando a futura estação.
Sem segredos o local onde a estação ficará. Sua localização ficará próxima a duas referências médicas de São Paulo. A primeira é a AACD (Associação de Assistência a Criança com Deficiência), conhecida pelas doações que recebe do Teleton do SBT e por ser referência no tratamento de pessoas com deficiência, não só em São Paulo, mas em várias partes do país. Já o outro nome vem do Hospital do Servidor Público Estadual, que fica atrás da AACD. O Hospital é um dos principais da capital paulista. Fora esses dois centros médicos, mais um será atendido: o hospital Edmundo Vasconcelos, hospital particular de grande porte que fica entre a AACD e o Hospital do Servidor.
Hospital do Servidor Público Estadual.

Ibirapuera
Prédio da AACD, referência no tratamento de pessoas com deficiência física.

Hospital São Paulo

Futura estação em obras.
Mais uma com nome de hospital. E não é qualquer um. A estação que ficará entre as ruas Pedro de Toledo e dos Otonis, é em frente do Hospital São Paulo. O Hospital pertence a Escola Paulista de Medicina, que faz parte da Universidade Federal de São Paulo. É o maior hospital público universitário federal e bastante procurado por gente de toda Grande São Paulo, que também é parte prática dos estudantes de medicina da Universidade, uma das grandes referências do país na área da saúde.

Hospital São Paulo.

Santa Cruz

Já explicada sobre a Linha 1 - Azul.

Chácara Klabin

Já explicada sobre a Linha 2 - Verde.

Pois é amigos, a série acabou! Passamos por todas as linhas de metrô de São paulo. São poucas, é verdade. São lotadas, apertadas e fora de questão. Mas que carregam histórias para seus bairros ou distritos. Foi muito gratificante ter conhecido melhor não só as estações e seus nomes, mas parte da cidade de São Paulo como um todo. Suas regiões e afins. A série terminou por aqui. 

Fontes:
http://www.e-biografias.net/borba_gato/