quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Origem dos nomes das estações das Linhas da CPTM: Linha 12- Safira


Olá amigos, como vão? estive um tempo sumido por milhares de motivos, mas aqui estou eu de volta em mais um Post de utilidade pública. Estou aqui com a série "A Origem dos nomes das estações das Linhas da CPTM" e hoje vou falar sobre a Linha 12- Safira. A linha 12 é historicamente a mais recente dentre as que foram faladas aqui. Ela foi construída na década na década de 20 e chegou a ficar pronta em 1926, mas atrasos em algumas partes da linha fizeram a obra parar e quando rudo foi retomado, a linha foi aberta somente em 1934.
A Linha 12 era também chamada "Variante Poá" e ao contrário das outras linhas atuais da CPTM, foi criada não para carregar carga, mas sim foi construída para o transporte de passageiros para as regiões suburbanas de São Paulo, estando paralela a Linha 11 (antiga Central do Brasil). A linha passou por muitas mudanças desde então, desde da mudança das composições até mudanças nas estações, com estações que já foram desativadas. Entre elas, a estação Agente Cícero (próxima da atual estação Penha do Metrô) na década de 70 e a Estação Engenheiro Trindade, estação que ficava próximo da divisa com Guarulhos e que foi desativada em 1999 por causa de vandalismos. Elas ficavam no trecho entre as estações Tatuapé e Engenheiro Goulart. Mas há planos de uma nova estação entre elas, a estação Tiquatira (que ligará também a linha 2 do Metrô) e a estação União Vila Nova, entre as estações São Miguel Paulista e Comendador Ermelino. Mas ainda não há previsão de quando elas serão inauguradas. Sem contar a extensão até a estação Suzano.
Enquanto isso, vamos nos atrever as estações existentes. A Linha 12 liga a estação Brás a Calmon Viana em Poá possui 13 estações e 39 km de comprimento. Passa, além da Zona Lesta de São Paulo, pelos municípios de Itaquaquecetuba e Poá e futuramente, Suzano. A linha foi considerada por muito tempo uma das piores da CPTM, mas foi melhorando graças a investimentos em novos trens e reformas na maioria das estações, embora as estações em Itaquaquecetuba careçam de cuidados. E apesar da linha  ter recebido novos trens, os usuários ainda sofrem com longos intervalos de espera. E prejudica quem vem de regiões isoladas do restante da cidade.
Mas não vamos ficar nas lamentações. Vamos falar de história e o que a Linha pode ajudar a contar de história dos locais por onde passa. E pelos seus nomes, vamos descobrir agora. Paguemos R$ 3,80 (absurdos) para irmos até Calmon Viana para saber a origem dos nomes das estações da linha 12.
Bora lá?

Brás 

Tatuapé

Engenheiro Goulart 

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Entrada da estação recém-reformada
A estação foi inaugurada em 1934 e teve duas mudanças em sua estrutura, em 1970 e agora em 2017. A estação presenciou uma grande tragédia em 1959, quando dois trens de passageiros colidiram e matou 50 pessoas e feriu 122. Mas tragédias a parte, o nome da estação homenageia um dos engenheiros que construíram a Central do Brasil. A estação dá acesso ao Parque Ecológico do Tietê e também estará integrada a Linha 13- Jade, prevista pra 2018 e que ligará a estação até o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Por causa disso, a estação foi fechada por três anos para reformas e preparada para o aumento do movimento da estação.
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Parque Ecológico do Tietê, que se localiza próximo da estação


USP Leste 

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Plataforma da Estação USP Leste.
Uma das estações mais recentes da linha, a estação USP Leste foi inaugurada em 2008 e como o nome indica, foi construída para facilitar o acesso à USP Leste. A Escola de Artes, Ciências e Humanidades foi inaugurada em 2005 e tem como objetivo trazer grandes universidades para a Zona Leste. A unidade da USP oferece 10 cursos de graduação em áreas como Educação Física, Gestão Ambiental, Sistema da Informação e Marketing. No geral, são cursos que não são tradicionais e considerados mais modernos.

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Vista do Campus da USP Leste.

Comendador Ermelino 

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Entrada da Estação.
A estação foi oficialmente construída em 1926, mas inaugurada em 1934. A estação permaneceu com o prédio original até 2006, quando foi demolido e próximo do original, o novo prédio foi inaugurado em 2008. O nome da estação é também o nome do distrito, o de Ermelino Matarazzo. Ermelino Matarazzo (1883-1920) era o filho mais velho do magnata ítalo-brasileiro Francesco Matarazzo, um dos homens mais ricos da história do Brasil e dono de vários negócios por aqui, como na agricultura, siderurgia, construção civil, bancos e indústrias diversas. Ermelino era o sucessor de Francesco e chegou a comanda as empresas do pai durante a I Guerra Mundial, pois seu pai esteve na Itália ajudando no abastecimento da cidade de Nápoles. Mas Ermelino morreu precocemente em 1920, em um acidente de carro na Itália. Em sua homenagem, a estação e o bairro foram nomeados com seu nome, além do mais, a família Matarazzo tinha diversas terras pela região do bairro atual e até em outros municípios, como Guarulhos. Até hoje, a família Matarazzo, mesmo tendo perdido as indústrias em 1987, se mantem influente na política paulista, com nomes entre o atual vereador e ex-senador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) e o ex-vereador Andrea Matarazzo, ex-PSDB. Outro nome conhecido é do diretor Jayme Monjardim, filho da cantora Maysa com André Matarazzo, sendo Jayme pai do ator Jayme Matarazzo. Eduardo, Andrea e Jayme são bisnetos do Conde Francesco.

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Bairro de Ermelino Matarazzo.

São Miguel Paulista 

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Entrada da Estação.
A estação foi oficialmente inaugurada em 1934, mas assim como a de Comendador Ermelino, foi construída na década anterior. Passou por duas reconstruções, em 1982 e recentemente, em 2013. Está localizada no distrito de mesmo nome, o de São Miguel Paulista. O distrito é um dos mais antigos de São Paulo e segundo fontes, foi fundado pelo Padre José de Anchieta em 1560. O objetivo do bairro era defender São Paulo da invasão de índios, como os Tamoios, que ameaçavam a região. Até o século passado, São Miguel compreendia uma vasta região que hoje corresponde também aos distritos de Ermelino Matarazzo, Itaquera, Itaim Paulista, Guaianases e até partes de municípios como Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano e Ferraz de Vasconcelos. O nome do bairro vem da capela de São Miguel Arcanjo (anteriormente Capela dos Índios), uma das mais antigas de São Paulo e que foi inaugurada em 1622. A capela recebeu o nome do Arcanjo Miguel, que segundo a Bíblia, mais precisamente no livro de Apocalipse, é o Anjo que derrota as forças de Satã. É considerado o padroeiro dos militares da cavalaria, dos militares e dos fuzileiros.
O bairro de São Miguel Paulista é um bairro bastante distante do centro e depende principalmente do comércio e das indústrias da região, como a Nitro Química, próxima da estação. Mas muitos do bairro trabalham longe da região.

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Vista do bairro de São Miguel Paulista, um dos mais antigos da cidade.

Jardim Helena - Vila Mara

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Plataforma da estação.
Outra estação recente, a estação Jardim Helena-Vila Mara foi inaugurada em 2008 e era uma reivindicação antiga dos moradores da região. A estação está localizada no bairro da Vila Mara, que por sua vez está no distrito do Jardim Helena, que fica na região de São Miguel Paulista. A região do Jardim Helena é habitada desde o século XVII, mas a população do bairro cresceu com a migração nordestino entre os anos 80 e 90, após o loteamento da antiga Papelok. O distrito, um dos mais carentes de São Paulo, passou por uma grande diminuição de sua população, que passou de 110 mil para 92 mil nos últimos 20 anos. O bairro abriga algumas indústrias, mas muitos da região trabalham fora do distrito.

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Bairro do Jardim Helena.

Itaim Paulista 

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Entrada da estação.
A estação foi uma das inauguradas em 1934, mas que já estavam prontas em 1926. A estação do Itaim Paulista passou por duas reconstruções (1979 e 2006) e hoje está nos moldes da estações mais modernas. Está localizada no distrito de Itaim Paulista, um dos mais extremos da Zona Leste. O nome do distrito vem do tupi e significa "pedrinha" (sendo ita pedra e im um diminutivo). O distrito surgiu junto com o de São Miguel Paulista e foi fundado no século XVII, embora seja de data incerta, é considerado oficial o ano de 1621. Até a metade do século XX, era um distrito rural, com a presença de migrantes alemães e mudou totalmente com a migração de nordestinos para lá. O bairro se desenvolveu e embora conte com comércios, parques e shoppings, é um dos distritos mais carentes da cidade. O distrito é o segundo mais populoso da zona leste, tendo 240 mil habitantes (só ficando atrás de Sapopemba).

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Vista do bairro de Itaim Paulista, um dos mais distantes bairros de São Paulo.

Jardim Romano 

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Plataforma da estação.
A última estação localizada em São Paulo, a estação foi inaugurada em 2008, após uma luta de mais de 20 anos dos habitantes do bairro. O bairro, apesar de estar no extremo leste e estar próximo ao Itaim Paulista, pertence ao distrito do Jardim Helena e consequentemente de São Miguel Paulista. O bairro leva o nome do gentílico de quem nasceu em Roma. Localizado na várzea do Rio Tietê, é conhecido por seus constantes alagamentos nas épocas de chuvas e em alguns casos, a água fica nas casas por meses. A situação evidencia a falta de controle do crescimento urbano do Brasil, infelizmente.

Resultado de imagem para jardim romanoVista do bairro do Jardim Romano e o dique que foi construído para evitar as enchentes do bairro causadas pelo Rio Tietê.

Engenheiro Manoel Feio

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Plataforma da estação, mais antiga em relação as outras da linha.
E chegamos em Itaquaquecetuba, e a primeira estação da cidade é a de Engenheiro Manoel Feio. A estação foi construída em 1926 e inaugurada em 1934, a estação foi reconstruída na década de 70 e futuramente passará por reformas. O nome da estação homenageia uma dos engenheiros da Central do Brasil.A estação também possui conexão com uma ferrovia de transporte de cargas, que futuramente integrará o Ferronanel.

Itaquaquecetuba 

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Plataforma da estação.
A segunda estação da cidade tem a mesma data de inauguração das demais (das mais antigas) e se localiza no coração da cidade, tendo o prédio sido reformado nos anos 70. A estação leva o nome da cidade, que significa "lugar abundante das taquaras cortantes como faca" na língua tupi, embora o "i" não pertence ao termo original. A taquara é uma espécie de bambu que era abundante na região e que servia para os mais diversos fins, inclusive na fabricação de zarabatanas. O município começou a ser habitado no século XVII e pertenceu a cidade de Mogi das Cruzes, do qual se emancipou em 1953. A cidade tem sua economia baseada na indústria, atraídas pela proximidade do município com a Rodovia Ayrton Senna e recentemente do Rodoanel, e do comércio. A cidade de mais de 322 mil habitantes se desenvolveu nos últimos anos, mas infelizmente é uma das cidades mais carentes da região metropolitana e que possui graves problemas com habitações irregulares. Mas a cidade tem melhorado.

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Vista de Itaquaquecetuba, ou "Itaquá" para os íntimos.

Aracaré 

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Plataforma da estação, próxima ao Rodoanel.
A estação Aracaré foi inaugurada em 1950, estando estrategicamente localizada entre as estações de Itaquaquecetuba e Calmon Viana. Das estações da linha 12, ela é a única a conservar o prédio original. A estação correu o risco de ser desativada, devido ao baixo movimento da estação (menos de 10 mil pessoas por dia), mas com os protestos dos moradores das regiões próximas, a ideia foi abandonada e cogita-se a reforma da estação. O nome da estação, aliás, significa "morro coberto por vegetação", segundo o dicionário.

Calmon Viana 

Já falado em: http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2017/07/a-origem-dos-nomes-das-estacoes-das.html

Bem amigos, até termos novas linhas construídas de fato, volto com a série. Acabamos por aqui. Até.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Origem dos nomes das estações das Linhas da CPTM: Linha 11 - Coral

Voltei galera! Não, não estava sumido. Mas voltei com uma das séries de maior sucesso aqui do blog: a origem dos nomes das estações da CPTM. E hoje, depois de quase seis meses, vou falar sobre os nomes das estações da Linha 11 - Coral.
A linha foi inaugurada em 1875 e pertencia a antiga Central do Brasil, mas antes pertencia a Estrada de Ferro do Norte. Ligava a cidade de São Paulo, desde a atual estação Brás (antiga Roosevelt) até o Rio de Janeiro, passando pelo Vale do Paraíba e chegando até Minas Gerais. No século seguinte, começou a operação de trens suburbanos que ligavam a Zona Leste até a cidade de Mogi das Cruzes. E este se mantém até hoje, agora controlada pela CPTM e começando seu trajeto na estação da Luz. Em 2000, foi criado o Expresso Leste, uma linha de trens rápidos (para a média da CPTM) e que liga a Luz até a estação Guaianases. Futuramente, pretende-se ampliar o Expresso Leste até a cidade de Suzano, beneficiando passageiros das cidades de Ferraz de Vasconcelos, Poá e Suzano. 
A linha passou por diversas mudanças até chegar ao trajeto atual. A linha possui atualmente 50 km e 16 estações, havendo transferência na estação Guaianases do Expresso Leste para a Linha 11. Poderia até ter mais estações, mas muitas foram desativadas no ano 2000 para a criação do Expresso Leste. São elas: Engenheiro São Paulo (próximo da estação Belém do Metrô), Clemente Falcão (entre as estações Belém e Tatuapé), Engenheiro Gualberto (próximo da estação Carrão), Carlos de Campos (Próximo da estação Penha) e as estações Vila Matilde, Patriarca e Artur Alvim (nem preciso dizer onde ficavam) e XV de Novembro, estando próxima da atual estação Dom Bosco (embora mais ao norte). Pouco sobrou dessas estações antigas, que foram demolidas e quase nada delas resta. Mas alguns vestígios podem ser vistos se prestarem atenção em detalhes como antigas plataformas, escadas e pátios abandonados. Infelizmente, pouco se tem para contar história.
Mas os nomes das estações existentes ainda contam muita história. Muitos locais surgiram próximos as estações de trem e seus nomes ajudam a contar a história desses locais. E o Blog aqui vai contar um pouco da história dessas estações e dos seus locais. Portanto, vamos embarcar na Luz e vamos chegar a Mogi das Cruzes. Vamos contar muita história.
Bora lá?


Plataforma da antiga estação Carlos de Campos, vista da Estação Penha.


Luz 

Brás 

Tatuapé

Corinthians-Itaquera

Dom Bosco 

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Plataforma da estação, que é elevada.
A estação Dom Bosco foi inaugurada em 2000 para servir ao recém-criado Expresso Leste. A estação se chamaria Jacu, em referência a Avenida Jacu-Pêssego e ao córrego homônimo, onde está localizado. Mas recebeu o nome da Obra Social, Dom Bosco, fundada em 1909 pelos salesianos, no lugar de uma escola de ensino fundamental e que fica próximo da estação. A instituição oferece cursos profissionalizantes aos jovens da região. O nome Dom Bosco é o nome de um santo canonizado em 1934 pela Igreja Católica que se chamava João Melchior Bosco (1815-1888) e era italiano. É conhecido como Mestre da Juventude e é o padroeiro da capital federal, Brasília.

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O Santo Dom Bosco, que dá nome a Obra e a estação.


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Obra social Dom Bosco.

José Bonifácio 

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Plataforma da estação, também elevada
A estação está localizada no distrito de mesmo nome, que fica na região de Itaquera (pelo qual a região é mais conhecida), sendo José Bonifácio se referindo ao conjunto habitacional que fica na região. Mas o nome é bastante ilustre. José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) foi ministro de Dom Pedro I e é conhecido como o "Patrono da Independência", já que sua atuação foi decisiva para o Brasil se tornar independente de Portugal, combatendo focos separatistas. Embora tenha se exilado após divergências com Dom Pedro I, voltou ao Brasil e foi tutor de Dom Pedro II antes de sua morte. Uma curiosidade interessante sobre Bonifácio é que foi ele o descobridor do elemento Lítio (Li), um dos metais mais utilizados no mundo. Isso o torna o único brasileiro a ter descoberto um elemento químico (embora a descoberta só foi oficializada mais tarde).

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O Patriarca da Independência, José Bonifácio.

Guaianases 


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Estação atual
A última estação do Expresso Leste, assim como as duas antecessoras, foi inaugurada em 2000. É a última estação do atual Expresso Leste e substitui a antiga estação do local, que foi originalmente inaugurada em 1875 e que passou por várias reconstruções antes de sua desativação, no ano 2000. Atualmente, a estação antiga (que fica depois da atual) deu lugar a um restaurante Bom Prato. 
Mas indo direto ao foco da matéria, Guaianases é o nome da subprefeitura/distrito de mesmo nome e a origem do nome tem haver com os antigos habitantes da região, os índios Guaianases ou Guianás. Ao contrário do que muitos pensam, a tribo era do tronco Macro-Jê, diferente do Guarani. A tribo dos Guianás habitava desde o Rio de Janeiro até o Uruguai, habitando as regiões de serra. A tribo encontra-se extinta. E o bairro surgiu das missões jesuítas que iam catequizar esses índios. Com a ferrovia Central do Brasil, possuiu muitas olarias. Porém, com a decadência dessas e o aumento da população do bairro devido a migração nordestina, tornaram o distrito um "bairro dormitório" e por causa disso, o bairro se tornou um dos mais precários da cidade de São Paulo.

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Vista do bairro com o trem em destaque.

Antônio Gianetti Neto 

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Plataforma da estação.
Saindo de São Paulo, chegamos ao município de Ferraz de Vasconcelos. E a primeira estação da cidade é a complexa Antônio Gianetti Neto. Complexa só no nome que tem.
A estação foi inaugurada em 1998 com o nome de Lajeado. Porém, no mesmo ano, o nome foi alterado para homenagear um influente industrial da região e que doava material para construção de escolas. O nome foi sugerido pelo ex-Deputado estadual José Guilherme Gianetti (1961-2005), que também é o autor da lei que tornou a data do 9 de julho feriado no Estado de São Paulo, em 1997.


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Ex-deputado Guilherme Gianetti, que homenageou o tio.

Ferraz de Vasconcelos

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Entrada da Estação, totalmente reformada.
A estação foi inaugurada em 1926 e pertenceu a antiga Central do Brasil. Recebeu seu nome como uma homenagem a José Ferraz de Vasconcelos, chefe do 2° distrito de operação de tráfego e que tinha morrido dois anos antes. Foi ele quem projetou a estação, que se chamaria Vila Romanópolis. A estação surgiu bem antes da cidade, que fora um distrito da vizinha Poá e se emancipou em 1953. A cidade desde então se tornou uma cidade que destaca no comércio e possui várias indústrias. Mais uma cidade que surgiu graças as ferrovias. A cidade possui atualmente pouco mais de 182 mil habitantes.

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Vista atual da cidade

Poá 

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Plataforma da estação, completamente reformada
A próxima cidade que visitaremos. A estação Poá foi inaugurada em 1875, mas só ganhou um prédio em 1891. Ela teve quatro prédios diferentes durante sua existência, tendo sido recentemente reformada. E assim como Ferraz de Vasconcelos, a cidade surgiu depois da estação. Poá se emancipou de Mogi das Cruzes em 1949. E seu nome tem duas origens diferentes (suposições): derivada da palavra Itrapuá e depois Itapoá, que denomina um córrego da cidade ou vem da palavra "Piá", que era uma maneira rápida de falar "Peaçaipá", que na língua tupi significa "Encruzilhada", tendo em vista que a cidade se localiza entre São Paulo, Mogi das Cruzes, Santos e Rio de Janeiro. 
Sobre Poá, é a segunda menor cidade da região metropolitana de São Paulo em área (17 km²). Isso graças a emancipação de Ferraz de Vasconcelos (que tem 30 km²) e de perdas de áreas para Suzano e Itaquaquecetuba. Possui 112 mil habitantes e é uma das cidades mais densamente habitadas da região. Apesar disso, a cidade recebe muitos turistas em razão de suas fontes de água mineral, sendo que a cidade recebe o título de estância hidromineral desde 1970 por esta razão. O setor de serviços é o que move a economia local, além das indústrias (embora não sejam poluentes).


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Vista da cidade de Poá.

Calmon Viana 

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Estação totalmente reformada.
Conectada a Linha 12- Safira, a estação de Calmon Viana foi inaugurada em 1926 e se localiza na cidade de Poá. É a última estação da Linha 12- Safira e recebeu o seu nome em homenagem ao engenheiro ajudante Antônio Calmon Viana. Atualmente possui duas plataformas, de maneira a atender ambas as linhas.



Suzano 

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Vista da estação Suzano.
Chegamos a cidade de Suzano. Inaugurada em 1875, a estação teve outros nomes antes da denominação atual: Piedade (devido a proximidade com uma igreja), outrora Campos de Mirambava, Concórdia e Guiaó (nome de um rio que passa na região). O nome atual foi adotado em 1907, homenageando o engenheiro José Augusto Suzano Brandão, que foi o responsável por melhorias no prédio no ano de 1894. A estação passou por uma grande reforma e foi reinaugurada esse ano, possuindo o maior bicicletário da CPTM. A estação ainda receberá o Expresso Leste e será a estação final da Linha 12 - Safira.
Sobre Suzano, a cidade se emancipou de Mogi das Cruzes em 1949 (mesmo ano de Poá) e se destaca por sua intensa produção industrial, especialmente a indústria química, tendo duas unidades  de uma das grande empresas de papel e celulose do país que tem o mesmo nome da cidade. A cidade se destaca por sua produção de flores, introduzida pela colônia japonesa que chegou a cidade (Suzano tem uma das maiores proporções de orientais em sua população). Por conta disso, Suzano é conhecida como "Cidade das Flores".


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Vista da cidade de Suzano.

Jundiapeba 

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Vista da plataforma da estação, que conserva a arquitetura centenária.
Chegamos ao último município da Linha 11, Mogi das Cruzes. E a primeira estação da cidade é a de Jundiapeba. A estação foi inaugurada com o nome de Santo Ângelo em 1914, mas mudou para o nome atual na década de 50. O nome é o mesmo do distrito, que é uma junção de dois rios que cortam a região: o Jundiaí (o significado vocês já viram) e o Taiaçupeba, nome que os índios chamavam os porcos selvagens da região. O Taiaçupeba foi represado e a represa é uma das que integram o Sistema Alto Tietê, que abastece a região leste da Grande São Paulo, assim como o Jundiaí.


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Rio Jundiaí e sua represa

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Rio Taiaçupeba.
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O porco selvagem queixada, conhecido como Taiaçupeba pelos indígenas.
Seu nome científico é Tayassu Pecari.


  

Brás Cubas 

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Plataforma da Estação.
Brás Cubas ou Braz Cubas, é a segunda estação da cidade de Mogi das Cruzes e se localiza no distrito homônimo da cidade. O prédio data de 1914 e tal como sua antecessora, conserva a arquitetura antiga. Há divergências quanto a data de inauguração da estação, pois alguns afirmam que a estação foi inaugurada apenas em 1928 ou 1929. Divergências a parte, o nome do distrito e da estação homenageiam o explorador português Brás Cubas (1507-1592), que também foi um dos homens mais ricos no começo da colonização do país e para alguns historiadores, foi quem inaugurou a cidade de Santos (1543) e Mogi das Cruzes (1560). Governou duas vezes a Capitania de São Vicente, chegou a Chapada Diamantina e foi um dos causadores da Confederação dos Tamoios. Realmente, o cara "causou".
PS: Não confundam esse Brás Cubas com a personagem do livro de Machado de Assis. Uma curiosidade é que a personagem Brás Cubas faz referência ao real. Machado manjava das referências.

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O verdadeiro Brás Cubas


Mogi das Cruzes 

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Entrada e fachada da estação.
A estação que carrega o nome da cidade e está bem no coração dela foi inaugurada em 1875. Passou por várias reformas desde então e teve seu prédio atual inaugurado em 1984. Ao contrário das outras cidades anteriores, a cidade surgiu bem antes da estação de trem. O nome da cidade vem do tupi e significa "Rio das Cobras", uma referência ao Rio Tietê. Originalmente, se escrevia Moji. A grafia com g influenciou também a grafia de suas "irmãs", Mogi Guaçu e Mogi Mirim. O acompanhamento é uma influência religiosa.
Mogi das Cruzes foi fundada em 1560 e é uma das mais antigas cidades da região. Foi elevado a cidade em 1865 e desde então, a cidade é a maior da região do Alto Tietê e importante centro da região, atraindo pessoas também do Litoral Norte e Vale do Paraíba. Possui mais de 424 mil habitantes e se destaca em vários setores econômicos. Na agricultura, a cidade se destaca como a maior produtora de hortaliças do país e também é a maior produtora de caqui (a cidade é conhecida como "Cidade do Caqui"), orquídeas, cogumelos e nêsperas. A cidade deve isso a grande colônia japonesa da cidade, que trouxe esses cultivos para a região. Além disso, a cidade possui muitas indústrias e um setor de serviços forte. A cidade também é sede de duas grandes universidades da região, a UMC (Universidade Mogi das Cruzes) e a UBC (Universidade Brás Cubas). A cidade possui os melhores indicadores sociais da região e trata 92% de seu esgoto. Por causa disso, dois amigos meus de Guarulhos amam muito a cidade. Foi por causa de tudo isso que contei?

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Vista de Mogi das Cruzes misturando o campo com cidade grade.

Estudantes

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Plataforma da estação, a última da linha
E chegamos ao fim da jornada. E com uma estação que já disse para o que veio. A estação foi inaugurada em 1976 para justamente atender aos estudantes das duas universidades da cidade, a UMC e a UBC, que se localizam em lados opostos da estação. Além disso, ela também liga ao Mogi Shopping,  além do Terminal Rodoviário. Bem, sem muito a dizer sobre o nome dessa estação, a mais oriental do sistema.

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Universidade Mogi das Cruzes.

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Universidade Brás Cubas
É isso aí galera. Chegamos ao fim da viagem. Aguardem a próxima. Até.