quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Origem dos nomes das estações das Linhas da CPTM: Linha 11 - Coral

Voltei galera! Não, não estava sumido. Mas voltei com uma das séries de maior sucesso aqui do blog: a origem dos nomes das estações da CPTM. E hoje, depois de quase seis meses, vou falar sobre os nomes das estações da Linha 11 - Coral.
A linha foi inaugurada em 1875 e pertencia a antiga Central do Brasil, mas antes pertencia a Estrada de Ferro do Norte. Ligava a cidade de São Paulo, desde a atual estação Brás (antiga Roosevelt) até o Rio de Janeiro, passando pelo Vale do Paraíba e chegando até Minas Gerais. No século seguinte, começou a operação de trens suburbanos que ligavam a Zona Leste até a cidade de Mogi das Cruzes. E este se mantém até hoje, agora controlada pela CPTM e começando seu trajeto na estação da Luz. Em 2000, foi criado o Expresso Leste, uma linha de trens rápidos (para a média da CPTM) e que liga a Luz até a estação Guaianases. Futuramente, pretende-se ampliar o Expresso Leste até a cidade de Suzano, beneficiando passageiros das cidades de Ferraz de Vasconcelos, Poá e Suzano. 
A linha passou por diversas mudanças até chegar ao trajeto atual. A linha possui atualmente 50 km e 16 estações, havendo transferência na estação Guaianases do Expresso Leste para a Linha 11. Poderia até ter mais estações, mas muitas foram desativadas no ano 2000 para a criação do Expresso Leste. São elas: Engenheiro São Paulo (próximo da estação Belém do Metrô), Clemente Falcão (entre as estações Belém e Tatuapé), Engenheiro Gualberto (próximo da estação Carrão), Carlos de Campos (Próximo da estação Penha) e as estações Vila Matilde, Patriarca e Artur Alvim (nem preciso dizer onde ficavam) e XV de Novembro, estando próxima da atual estação Dom Bosco (embora mais ao norte). Pouco sobrou dessas estações antigas, que foram demolidas e quase nada delas resta. Mas alguns vestígios podem ser vistos se prestarem atenção em detalhes como antigas plataformas, escadas e pátios abandonados. Infelizmente, pouco se tem para contar história.
Mas os nomes das estações existentes ainda contam muita história. Muitos locais surgiram próximos as estações de trem e seus nomes ajudam a contar a história desses locais. E o Blog aqui vai contar um pouco da história dessas estações e dos seus locais. Portanto, vamos embarcar na Luz e vamos chegar a Mogi das Cruzes. Vamos contar muita história.
Bora lá?


Plataforma da antiga estação Carlos de Campos, vista da Estação Penha.


Luz 

Brás 

Tatuapé

Corinthians-Itaquera

Dom Bosco 

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Plataforma da estação, que é elevada.
A estação Dom Bosco foi inaugurada em 2000 para servir ao recém-criado Expresso Leste. A estação se chamaria Jacu, em referência a Avenida Jacu-Pêssego e ao córrego homônimo, onde está localizado. Mas recebeu o nome da Obra Social, Dom Bosco, fundada em 1909 pelos salesianos, no lugar de uma escola de ensino fundamental e que fica próximo da estação. A instituição oferece cursos profissionalizantes aos jovens da região. O nome Dom Bosco é o nome de um santo canonizado em 1934 pela Igreja Católica que se chamava João Melchior Bosco (1815-1888) e era italiano. É conhecido como Mestre da Juventude e é o padroeiro da capital federal, Brasília.

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O Santo Dom Bosco, que dá nome a Obra e a estação.


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Obra social Dom Bosco.

José Bonifácio 

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Plataforma da estação, também elevada
A estação está localizada no distrito de mesmo nome, que fica na região de Itaquera (pelo qual a região é mais conhecida), sendo José Bonifácio se referindo ao conjunto habitacional que fica na região. Mas o nome é bastante ilustre. José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) foi ministro de Dom Pedro I e é conhecido como o "Patrono da Independência", já que sua atuação foi decisiva para o Brasil se tornar independente de Portugal, combatendo focos separatistas. Embora tenha se exilado após divergências com Dom Pedro I, voltou ao Brasil e foi tutor de Dom Pedro II antes de sua morte. Uma curiosidade interessante sobre Bonifácio é que foi ele o descobridor do elemento Lítio (Li), um dos metais mais utilizados no mundo. Isso o torna o único brasileiro a ter descoberto um elemento químico (embora a descoberta só foi oficializada mais tarde).

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O Patriarca da Independência, José Bonifácio.

Guaianases 


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Estação atual
A última estação do Expresso Leste, assim como as duas antecessoras, foi inaugurada em 2000. É a última estação do atual Expresso Leste e substitui a antiga estação do local, que foi originalmente inaugurada em 1875 e que passou por várias reconstruções antes de sua desativação, no ano 2000. Atualmente, a estação antiga (que fica depois da atual) deu lugar a um restaurante Bom Prato. 
Mas indo direto ao foco da matéria, Guaianases é o nome da subprefeitura/distrito de mesmo nome e a origem do nome tem haver com os antigos habitantes da região, os índios Guaianases ou Guianás. Ao contrário do que muitos pensam, a tribo era do tronco Macro-Jê, diferente do Guarani. A tribo dos Guianás habitava desde o Rio de Janeiro até o Uruguai, habitando as regiões de serra. A tribo encontra-se extinta. E o bairro surgiu das missões jesuítas que iam catequizar esses índios. Com a ferrovia Central do Brasil, possuiu muitas olarias. Porém, com a decadência dessas e o aumento da população do bairro devido a migração nordestina, tornaram o distrito um "bairro dormitório" e por causa disso, o bairro se tornou um dos mais precários da cidade de São Paulo.

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Vista do bairro com o trem em destaque.

Antônio Gianetti Neto 

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Plataforma da estação.
Saindo de São Paulo, chegamos ao município de Ferraz de Vasconcelos. E a primeira estação da cidade é a complexa Antônio Gianetti Neto. Complexa só no nome que tem.
A estação foi inaugurada em 1998 com o nome de Lajeado. Porém, no mesmo ano, o nome foi alterado para homenagear um influente industrial da região e que doava material para construção de escolas. O nome foi sugerido pelo ex-Deputado estadual José Guilherme Gianetti (1961-2005), que também é o autor da lei que tornou a data do 9 de julho feriado no Estado de São Paulo, em 1997.


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Ex-deputado Guilherme Gianetti, que homenageou o tio.

Ferraz de Vasconcelos

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Entrada da Estação, totalmente reformada.
A estação foi inaugurada em 1926 e pertenceu a antiga Central do Brasil. Recebeu seu nome como uma homenagem a José Ferraz de Vasconcelos, chefe do 2° distrito de operação de tráfego e que tinha morrido dois anos antes. Foi ele quem projetou a estação, que se chamaria Vila Romanópolis. A estação surgiu bem antes da cidade, que fora um distrito da vizinha Poá e se emancipou em 1953. A cidade desde então se tornou uma cidade que destaca no comércio e possui várias indústrias. Mais uma cidade que surgiu graças as ferrovias. A cidade possui atualmente pouco mais de 182 mil habitantes.

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Vista atual da cidade

Poá 

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Plataforma da estação, completamente reformada
A próxima cidade que visitaremos. A estação Poá foi inaugurada em 1875, mas só ganhou um prédio em 1891. Ela teve quatro prédios diferentes durante sua existência, tendo sido recentemente reformada. E assim como Ferraz de Vasconcelos, a cidade surgiu depois da estação. Poá se emancipou de Mogi das Cruzes em 1949. E seu nome tem duas origens diferentes (suposições): derivada da palavra Itrapuá e depois Itapoá, que denomina um córrego da cidade ou vem da palavra "Piá", que era uma maneira rápida de falar "Peaçaipá", que na língua tupi significa "Encruzilhada", tendo em vista que a cidade se localiza entre São Paulo, Mogi das Cruzes, Santos e Rio de Janeiro. 
Sobre Poá, é a segunda menor cidade da região metropolitana de São Paulo em área (17 km²). Isso graças a emancipação de Ferraz de Vasconcelos (que tem 30 km²) e de perdas de áreas para Suzano e Itaquaquecetuba. Possui 112 mil habitantes e é uma das cidades mais densamente habitadas da região. Apesar disso, a cidade recebe muitos turistas em razão de suas fontes de água mineral, sendo que a cidade recebe o título de estância hidromineral desde 1970 por esta razão. O setor de serviços é o que move a economia local, além das indústrias (embora não sejam poluentes).


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Vista da cidade de Poá.

Calmon Viana 

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Estação totalmente reformada.
Conectada a Linha 12- Safira, a estação de Calmon Viana foi inaugurada em 1926 e se localiza na cidade de Poá. É a última estação da Linha 12- Safira e recebeu o seu nome em homenagem ao engenheiro ajudante Antônio Calmon Viana. Atualmente possui duas plataformas, de maneira a atender ambas as linhas.



Suzano 

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Vista da estação Suzano.
Chegamos a cidade de Suzano. Inaugurada em 1875, a estação teve outros nomes antes da denominação atual: Piedade (devido a proximidade com uma igreja), outrora Campos de Mirambava, Concórdia e Guiaó (nome de um rio que passa na região). O nome atual foi adotado em 1907, homenageando o engenheiro José Augusto Suzano Brandão, que foi o responsável por melhorias no prédio no ano de 1894. A estação passou por uma grande reforma e foi reinaugurada esse ano, possuindo o maior bicicletário da CPTM. A estação ainda receberá o Expresso Leste e será a estação final da Linha 12 - Safira.
Sobre Suzano, a cidade se emancipou de Mogi das Cruzes em 1949 (mesmo ano de Poá) e se destaca por sua intensa produção industrial, especialmente a indústria química, tendo duas unidades  de uma das grande empresas de papel e celulose do país que tem o mesmo nome da cidade. A cidade se destaca por sua produção de flores, introduzida pela colônia japonesa que chegou a cidade (Suzano tem uma das maiores proporções de orientais em sua população). Por conta disso, Suzano é conhecida como "Cidade das Flores".


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Vista da cidade de Suzano.

Jundiapeba 

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Vista da plataforma da estação, que conserva a arquitetura centenária.
Chegamos ao último município da Linha 11, Mogi das Cruzes. E a primeira estação da cidade é a de Jundiapeba. A estação foi inaugurada com o nome de Santo Ângelo em 1914, mas mudou para o nome atual na década de 50. O nome é o mesmo do distrito, que é uma junção de dois rios que cortam a região: o Jundiaí (o significado vocês já viram) e o Taiaçupeba, nome que os índios chamavam os porcos selvagens da região. O Taiaçupeba foi represado e a represa é uma das que integram o Sistema Alto Tietê, que abastece a região leste da Grande São Paulo, assim como o Jundiaí.


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Rio Jundiaí e sua represa

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Rio Taiaçupeba.
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O porco selvagem queixada, conhecido como Taiaçupeba pelos indígenas.
Seu nome científico é Tayassu Pecari.


  

Brás Cubas 

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Plataforma da Estação.
Brás Cubas ou Braz Cubas, é a segunda estação da cidade de Mogi das Cruzes e se localiza no distrito homônimo da cidade. O prédio data de 1914 e tal como sua antecessora, conserva a arquitetura antiga. Há divergências quanto a data de inauguração da estação, pois alguns afirmam que a estação foi inaugurada apenas em 1928 ou 1929. Divergências a parte, o nome do distrito e da estação homenageiam o explorador português Brás Cubas (1507-1592), que também foi um dos homens mais ricos no começo da colonização do país e para alguns historiadores, foi quem inaugurou a cidade de Santos (1543) e Mogi das Cruzes (1560). Governou duas vezes a Capitania de São Vicente, chegou a Chapada Diamantina e foi um dos causadores da Confederação dos Tamoios. Realmente, o cara "causou".
PS: Não confundam esse Brás Cubas com a personagem do livro de Machado de Assis. Uma curiosidade é que a personagem Brás Cubas faz referência ao real. Machado manjava das referências.

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O verdadeiro Brás Cubas


Mogi das Cruzes 

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Entrada e fachada da estação.
A estação que carrega o nome da cidade e está bem no coração dela foi inaugurada em 1875. Passou por várias reformas desde então e teve seu prédio atual inaugurado em 1984. Ao contrário das outras cidades anteriores, a cidade surgiu bem antes da estação de trem. O nome da cidade vem do tupi e significa "Rio das Cobras", uma referência ao Rio Tietê. Originalmente, se escrevia Moji. A grafia com g influenciou também a grafia de suas "irmãs", Mogi Guaçu e Mogi Mirim. O acompanhamento é uma influência religiosa.
Mogi das Cruzes foi fundada em 1560 e é uma das mais antigas cidades da região. Foi elevado a cidade em 1865 e desde então, a cidade é a maior da região do Alto Tietê e importante centro da região, atraindo pessoas também do Litoral Norte e Vale do Paraíba. Possui mais de 424 mil habitantes e se destaca em vários setores econômicos. Na agricultura, a cidade se destaca como a maior produtora de hortaliças do país e também é a maior produtora de caqui (a cidade é conhecida como "Cidade do Caqui"), orquídeas, cogumelos e nêsperas. A cidade deve isso a grande colônia japonesa da cidade, que trouxe esses cultivos para a região. Além disso, a cidade possui muitas indústrias e um setor de serviços forte. A cidade também é sede de duas grandes universidades da região, a UMC (Universidade Mogi das Cruzes) e a UBC (Universidade Brás Cubas). A cidade possui os melhores indicadores sociais da região e trata 92% de seu esgoto. Por causa disso, dois amigos meus de Guarulhos amam muito a cidade. Foi por causa de tudo isso que contei?

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Vista de Mogi das Cruzes misturando o campo com cidade grade.

Estudantes

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Plataforma da estação, a última da linha
E chegamos ao fim da jornada. E com uma estação que já disse para o que veio. A estação foi inaugurada em 1976 para justamente atender aos estudantes das duas universidades da cidade, a UMC e a UBC, que se localizam em lados opostos da estação. Além disso, ela também liga ao Mogi Shopping,  além do Terminal Rodoviário. Bem, sem muito a dizer sobre o nome dessa estação, a mais oriental do sistema.

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Universidade Mogi das Cruzes.

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Universidade Brás Cubas
É isso aí galera. Chegamos ao fim da viagem. Aguardem a próxima. Até.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Análise das Oitavas de final da Libertadores

A Libertadores entra agora na sua segunda fase. Se fosse como anteriormente (digo, até o ano passado), certamente a final já teria sido disputada e nós já saberíamos quem seria o campeão. Porém, a competição mudou esse ano e vamos com Libertadores até novembro. E por isso, as Oitavas-de-Final começam agora em julho. E outra novidade desse ano foi o sorteio para a determinação de confrontos, em vez do ranking de times. Com isso, tivemos mais emoção em saber quem vai pegar quem.
Os dezesseis melhores times da fase de grupos passaram para esta fase com foco somente no título. E dentre eles, temos seis brasileiros na disputa. Dois deles já ficaram de fora: a Chapecoense, que não passou por causa de um típico problema que ocorre nos campeonatos brasileiros da vida e o Flamengo, por problemas com a competição mesmo. No mais, temos as equipes do Palmeiras, Santos, Grêmio, Atlético-MG, Atlético-PR e Botafogo representando as cores do Brasil no torneio.
Nesse post, conheça os confrontos e uma análise para ver quem passa e quem seu time pode pegar nas quartas-de-final (isso também foi sorteado). Vamos direto no ponto.

Guaraní (PAR) X River Plate (ARG)

O confronto que já foi semifinal (isso em 2015), é o primeiro jogo das oitavas por ordem do chaveamento. De um lado, temos um dos mais tradicionais times sulamericanos contra um emergente time do Paraguai. O Guaraní tem evoluído nas últimas competições e não foi surpresa passar em segundo lugar, atrás do Grêmio. Já o River se classificou com tranquilidade e vem com grande favoritismo. Campeão em 2015, foi eliminado nas oitavas passadas para o surpreendente Indepediente Del Valle do Equador, que ficaria com o vice-campeonato. Já os paraguaios, passaram pelo mesmo time equatoriano antes de estarem na fase de grupos. 
Momento: Ambas as equipes fazem bons campeonatos e estão na vice-liderança em seus países, mas a fase do Guaraní é melhor e a equipe vem de 5 vitórias seguidas. Já o River Plate vem mais irregular, com uma vitória ali, uma derrota em seguida e depois de um empate.
Olho neles: O River tem ótimos jogadores em todos os setores. Na defesa, o zagueiro Maidana e o lateral Casco já passaram pela seleção.  No meio-campo, Ignácio Fernández  e Gonzalo Martínez são os destaques. E no ataque, a dupla Driussi e Alario tem feito muitos gols. E a equipe ainda se reforçou com bons nomes, como o zagueiro Pinola, o meia Enzo Pérez e o atacante Scocco. Já do lado do Guaraní, nomes menos conhecidos, mas eficientes. Olho no bom goleiro Aguilar, no meia Camacho (ex-Avaí) e no jovem de 17 anos, Antônio Marín. 
Quem passa? O confronto promete ser bastante disputado no Paraguai, mas o emergente time paraguaio não é favorito diante do River Plate, que está em boa fase em 2017. Apesar dos últimos jogos não terem sido bons, a campanha argentina na competição continental foi melhor e a camisa faz a diferença. Cabe aos paraguaios surpreenderem, pois se valendo de tradição e jogadores decisivos, o River Plate passa para as quartas tranquilamente


Jorge Wilstermann (BOL) X Atlético-MG (BRA)

O time boliviano surpreendeu e passou para esta fase da competição. Mas a equipe pegará um time que foi campeão recentemente e que está em boa fase. O Atlético-MG foi o último campeão brasileiro da Libertadores e vem fazendo participações constantes desde então. A equipe não conseguiu ir além das quartas desde então, sendo que ano passado perdeu a vaga para o aguerrido time do São Paulo. Mas os comandados de Roger Machado querem fazer diferente.
Momento: O momento de ambos é bem diferente. Enquanto o time boliviano vem de péssima campanha no boliviano, ficando em 10° lugar de 12 times no Apertura, a equipe mineira vem crescendo de produção, já estando próximo das primeiras posições do Brasileiro. A equipe brasileira tem um ataque forte e que está melhor entrosado neste momento. Na Libertadores, o Atlético passou tranquilo pelo grupo e tem a melhor campanha e o melhor ataque da competição.  Já os bolivianos ficaram em segundo no grupo do Palmeiras e venceram todas em casa.
Olho neles: A equipe mineira tem mais jogadores de destaque e que podem fazer a diferença. Desde estrangeiros como o meia equatoriano Cazares e o atacante Otero, passando por um ataque composto por dois jogadores que foram da seleção: Robinho e Fred. Este último é o artilheiro da competição com 6 gols. Já do lado boliviano, o destaque da equipe era o meia Thomaz, que deixou a equipe para ir ao São Paulo. Outro brasileiro da equipe é o zagueiro Alex Silva, ex-São Paulo e Flamengo. No mais, poucos nomes conhecidos
Quem passa? O Atlético-MG é bastante favorito, embora terá que enfrentar um jogo mais duro na ida, na altitude de 2.500 m de Cochabamba. Porém, a história será bem diferente no Horto. Porém, a equipe boliviana mostrou que pode ser dura, já que conseguiu golear o tradicional Peñarol e só perdeu uma vez por mais de um gol de diferença. O Atlético é claramente favorito, mas terá que fazer esforço para não sofrer.

The Strongest (BOL) X Lanús (ARG)

Ambas as equipes querem mostrar que podem ir longe na Libertadores. Os bolivianos já há algum tempo ficaram na fase de grupos e não passaram por pouco. Mas nessa temporada foi diferente e aproveitando bem o fator casa para passarem em segundo. Já os argentinos fizeram boa campanha em um grupo equilibrado, e a qualidade técnica da equipe fez a diferença. Passaram em primeiro.
Momento: O Lanús vem em ascensão na Argentina e mesmo não fazendo um campeonato bom (está em 8° lugar), ainda é  campeão argentino. E a equipe está invicta há 8 jogos. Já os bolivianos terminaram o Apertura em segundo lugar e a equipe vinha invicta até ser goleado na última rodada do boliviano
Olho neles: O Lanús possui um trio de ataque forte e que dá trabalha. Os pontas Acosta e Silva junto do goleador Sand concentram as estatísticas de gols e assistências da equipe. Não bastando o ataque ser bom, a defesa foi excelente e só tomou 3 gols nas 6 partidas (seriam mais se a derrota para a Chapecoense fosse contada), mas mostra o equilíbrio da equipe. Já o The Strongest tem como principal destaque Alejandro Chumacero, meia que faz muitos gols e que entra bem na área, sendo o artilheiro da Libertadores se contarmos desde as fases preliminares. Outros jogadores de destaque são os meias Escobar (conhecido aqui no Brasil) e Bejarano, que costumam chegar ao ataque. E lá na frente, o experiente uruguaio Matías Alonso tem feito gols sim. A equipe conta com vários jogadores que passaram pela seleção boliviana. Experiência não é problema para a equipe.
Quem passa? O confronto é aberto e cheio de possibilidades. Caso consiga uma boa vitória em casa, certamente o The Strogenst passa. Mas se o Lanús for ser um visitante chato como tem sido na competição, o Lanús passa para a próxima fase. Confronto duro, mas que pela qualidade técnica, o Lanús passa. Se resistir a altitude e a força do Strongest em La Paz, já é uma vitória quase certa.

Emelec (EQU) X San Lorenzo (ARG)

O confronto coloca em frente equatorianos e argentinos, sendo equipes que não estavam entre as favoritas para passarem em seus grupos. Ambos precisaram lutar até a última rodada para garantir seu lugar nas oitavas. O San Lorenzo resume bem isso, quando foi de um time praticamente eliminado (tinha apenas 1 ponto nas 3 primeiras rodadas) e venceu todos os jogos no returno para garantir o primeiro lugar. Já o Emelec não sofreu tanto, mas precisou suar a camisa nas duas últimas rodadas para consegui o segundo lugar.
Momento: As equipes estão bem em seus campeonatos. O Emelec vem na 3° posição no campeonato local, enquanto o San Lorenzo vem na 7° posição. Ambas as equipes ficaram de fora das oitavas na edição passada e ir além garante uma melhor participação para ambas. Desde que foi campeão, em 2014, o San Lorenzo nunca conseguiu passar da fase de grupos e tendo o azar de cair em grupos difíceis. Já o Emelec não era favorito esse ano, mas com sua casa reformada, vem firme para as oitavas.
Olho neles: O San Lorenzo ainda possui jogadores que participaram do título de 2014, como o goleiro Torrico, o meia Ortigoza e o atacante Blandi. Outros destaques incluem os meias Mussis e Belluschi, sendo o time bastante experiente. Já o Emelec possui uma equipe mais jovem e tem como destaque os meias Preciado e Angulo, e no ataque se destaca o argentino Vides.
Quem passa? Os equipes estão bem irregulares, mas os resultados dos argentinos nas últimas partidas tem sido melhores. O confronto promete ser equilibrado, mas o San Lorenzo é favorito pela tradição e por ser uma equipe mais qualificada. Resta o Emelec fazer um bom dever de casa para surpreender. Os resultados na fase de grupo contra o River Plate não foram dos melhores (derrota em casa e empate fora). Por essas, os argentinos passam.

Atlético-PR (BRA) X Santos (BRA)

Era esperado um confronto entre brasileiros, já que a maior parte deles passou para esta fase da competição. E as duas equipes se enfrentaram no Brasileiro, com vitória de 2 a 0 para a equipe do Santos em plena Arena da Baixada. Mas desta vez promete ser diferente.
Momento: A equipe paranaense mudou de treinador (saiu Paulo Autuori e entrou Eduardo Baptista, ex-Palmeiras) e embora os primeiros resultados não foram bons, a equipe engatou uma boa sequência de vitórias, mesmo não estando em posições mais altas na tabela. Já a equipe de Santos, que também mudou de treinador (saiu Dorival Jr. e entrou Levir Culpi), está em posições mais altas da tabela, mas não vem fazendo bons jogos. Vale lembrar que tanto Santos quanto Atlético-PR estão na Copa do Brasil, e ambas perderam suas partidas.
Olho neles:O Santos manteve a base do ano passado e o principal destaque da equipe tem sido o meia Lucas Lima, ainda que ele esteja cercado de polêmicas recentes. Outros destaques tem sido o goleiro Vanderlei, que é o que mais tem se destacado, além dos atacantes Bruno Henrique e Copete que vem fazendo bons jogos. Do lado paranaense, o conjunto tem se destacado e o ataque não tem feito a diferença. O Atlético tem como destaque o goleiro Weverton e na linha, o meia argentino Lucho González tem se destacado no torneio por sua experiência junto com a juventude de Matheus Rossetto. Olho também no lateral Sidcley, que vem crescendo nas últimas partidas.
Quem passa? O confronto promete ser bem equilibrado. O Santos não perdeu na competição e o Atlético-PR vem de atuações irregulares na competição. Ganha partidas consideradas difíceis e perde pontos em partidas mais fáceis, especialmente em casa. Pela qualidade e tradição, o Santos é favorito. Mas os paranaenses já mostraram desde as fases preliminares que podem surpreender. Mas os paulistas tem uma boa vantagem e o Santos ainda é a única equipe invicta nessa fase da competição.

Barcelona (EQU) X Palmeiras (BRA)

Um confronto que promete fortes emoções, com duas torcidas bastante apaixonadas. De um lado, o campeão equatoriano contra o campeão brasileiro. Será uma confronto duro e que renderá fortes emoções.
Momento: As equipes vem bem em seus campeonatos nacionais. O Barcelona vem em segundo no Equatoriano, enquanto o Palmeiras está em 4°  lugar e continua subindo no campeonato. O momento alviverde é melhor que o "culé equatoriano". A equipe voltou a ter o campeão Cuca no banco e o bom futebol parece ter voltado, já que na passagem de Eduardo Baptista no time, a equipe fez jogos bastante sofridos. Já os equatorianos começaram muito bem a competição, praticamente se classificando na 4° rodada. Após isso, sofreu duas goleadas para os mais tradicionais do seu grupo (Atlético Nacional e Estudiantes).
Olho neles: A equipe do Palmeiras aos poucos engrenou. Se Fernando Prass no gol já se destaca, o meio-campo tem o ex-Atlético Nacional Guerra como líder. Porém, a equipe ficará sem ele para esse jogo e sem Felipe Melo, esse último graças a suspensão (injusta) que sofreu por causa da confusão contra o Peñarol. No ataque, Roger Guedes e Dudu subiram de produção e os gols tem ficado por conta de William, que ofuscou a grande contratação da temporada, o ex-Atlético Nacional Borja. A equipe tem um bom elenco, sem dúvidas. Já o Barcelona tem como destaques principais o meia argentino Díaz e o atacante uruguaio Alvez, artilheiro da equipe. Entre os locais, destaque para Castillo.
Quem passa? O Palmeiras é favorito por tudo que vem mostrando ultimamente e além de contar com o técnico campeão brasileiro de volta, tem um técnico que ganhou a Libertadores pelo Atlético-MG em 2013. Mas não se engane com os equatorianos, que são fortes em casa e que incomodam fora. Mas se fizer tudo direitinho, a equipe alviverde passa tranquila.


Godoy Cruz (ARG) X Grêmio (BRA)

No confronto entre um novato nesta fase contra uma equipe acostumada a disputar essa fase da competição, não sabemos como pode acabar. De um lado, temos um time argentino emergente contra uma das mais tradicionais equipes brasileiras. Assim podemos descrever Godoy Cruz contra Grêmio.
Momento: O momento de ambas as equipes é diferente. Apesar das derrotas recentes, o Grêmio vem bem no Brasileiro e caminha bem para as semifinais da Copa do Brasil, na qual é o atual campeão. Sem contar o bom futebol que a equipe vem praticando, considerado o mais bem jogado do país. Já o Godoy Cruz vem irregular, estando em 14° lugar no Argentino. Na competição, ambas as equipes passaram tranquilas pela fase de grupos, já que caíram em grupos fracos. Resta saber quem permanece na briga.
Olho neles: A equipe gaúcha tem mostrado um bom futebol e muito se deve a boa fase do meia-atacante Luan e do centroavante paraguaio Barríos, que estão fazendo a diferença. O meia Ramiro e o zagueiro Pedro Geromel são os outros destaques da equipe gremista. Do lado argentino, não há tantos jogadores conhecidos e os destaques ficam por conta do meia González e dos atacantes Correa e García. 
Quem passa? O Grêmio tem um grande favoritismo contra os argentinos. Pelo momento, pela camisa e tradição da equipe, é muito difícil esperar que o Godoy Cruz faça alguma coisa. Pode até complicar caso jogue bem em casa. Mas em Porto Alegre, a história promete ser outra. 

Nacional (URU) X Botafogo (BRA)

Por fim, um confronto de equipes tradicionais. De um lado, um tri-campeão sulamericano e do outro, uma equipe tradicional do Rio de Janeiro. Nacional e Botafogo travam um confronto bastante interessante nesta fase do torneio.
Momento: Os cariocas ocupam o meio da tabela. Já os uruguaios lideram o seu campeonato e estão invictos há mais de um mês. Apesar do momento, o Botafogo provou ser uma equipe que se superou a cada jogo. Desde a primeira fase até a fase de grupos, enfrentou quatro campeões de Libertadores. E eliminou todos eles, inclusive ganhando duas vezes do atual campeão, o Atlético Nacional. E vem agora mais um em seu caminho, sendo que o Nacional passou no grupo com a pior campanha entre os segundos colocados, tendo um ataque que marcou apenas 5 gols e uma defesa que sofreu apenas 3. Seja como for, o confronto promete altas doses de emoção.
Olho neles: O Botafogo não tem grandes estrelas e teve baixas no elenco, como a aposentadoria do meia Montillo, contratado para ser um dos craques da equipe, mas que não resistiu as lesões que teve. Com isso, cabe ao goleiro "Gatito" Fernández, aos meias Camilo e Bruno Silva e aos atacantes Roger e Rodrigo Pimpão ajudarem a equipe superar mais um desafio. Já o Nacional tem bons jogadores na defesa como Polenta e Fucile, além dos meias González e Romero e no ataque, Fernández e Aguirre. 
Quem passa? Como tem sido nessa Libertadores, mais um time tradicional no caminho do Botafogo. Se mostrar o mesmo futebol que foi capaz de derrotar Colo Colo, Olímpia, Estudiantes e Atlético Nacional, certamente o Fogão passa. Mas se não tiver com a mesma determinação, será passado pelos uruguaios. Jogo duro contra um adversário tradicional e em boa fase. Mas o Botafogo, caso fizer o jogo inteligente que vem fazendo, passa. Com emoção, é claro.

Como serão as quartas?

As quartas estão marcadas para setembro. E nas oitavas, embora o primeiro jogo seja em julho, o segundo jogo das oitavas será em agosto. Em um mês, muita coisa sobre essas equipes pode mudar drasticamente e se refletir na competição continental. Então, largar bem agora nessa primeira partida das oitavas será de grande importância para as equipes.
Apesar disso, não custa arriscar como serão as quartas. Com o chaveamento já definido, podemos imaginar os confrontos. Pode haver muitos bons confrontos e claro, envolvendo brasileiros já na próxima fase.

Quartas de final 1: Um grande jogo pode se confirmar caso River Plate e Atlético-MG passem por seus rivais. Neste caso, um grande desafio para os brasileiros se afirmarem como potência continental. Já para os argentinos, mais uma equipe brasileira no seu caminho. Na última vez que o River viu um time mineiro, as coisas não foram muito boas. Mas a história pode ser outra:
Quartas de final 2: Não envolvendo brasileiros, um confronto argentino é o mais provável. Lanús e San Lorenzo fariam um jogo bastante equilibrado. No campeonato argentino, empate entre os dois. Mas a julgar pelos adversários, um jogo entre Emelec e The Strongest não seria tão improvável.
Quartas de final 3: Um brasileiro está certo nas quartas, que vai sair entre Santos e Atlético-PR. O Santos e favorito. No outro lado, o Palmeiras tem grandes chances de passar. E um grande clássico pode ocorrer nas quartas-de-final. E apontar um vencedor é difícil em um confronto deste tipo.
Quartas de final 4: Outro confronto brasileiro é possível, sendo que Grêmio e Botafogo fariam um jogo disputado, mas com o Grêmio favorito. Mas cuidado com o Nacional, que eliminou um brasileiro nas oitavas passada (Corinthians) e que pode passar. Grêmio e Botafogo e Grêmio e Nacional são os confrontos mais possíveis nesse momento.

É isso galero. Agora curtam a Libertadores e esperem grandes momentos. Até mais!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

10 rios escondidos de São Paulo

Olá gente, como estão? Melhores que eu vocês com certeza. Não é fácil você ficar em casa sem fazer nada o dia inteiro após sair do estágio. Embora não fosse na área de civil, era bem divertido por lá. Mas acabaram com a minha diversão. Pelo menos férias da faculdade eu consegui após matar o dragão chamado Método dos Elementos Finitos, depois de uma nota terrível. Bem, emoções do último semestre.
Estava com um pouco de preguiça em escrever aqui. Mas aproveitei uma de muitas matérias que eu devo aos leitores desse blog. E desenterrei uma das que considero mais interessantes e que há muito tempo eu gostaria de falar. E é sobre água, o elemento do meu signo...esquece o que falei.
A engenharia sempre mexeu com água, desde os tempos mais remotos. Desde obras como barragens até os aquedutos romanos, passando por obras mais contemporâneas como as de saneamento e canalização de córregos. Sobre essa última, aqui em São Paulo e em muitas grandes cidades pelo mundo, muitos rios e córregos foram canalizados para os mais devidos fins. Seja para garantir novas área para construções até para evitar enchentes, há muitos motivos pelo qual obras desse tipo ocorrem. Mas em São Paulo, o desenvolvimento brutal que ocorreu no século passado enterrou muitos cursos d'água. Sim, há muitos rios que correm por debaixo de nossos pés. E muitos desses rios se tornaram avenidas e ruas dos quais nem suspeitaríamos que houve um tempo em que essas ruas eram água. 
Há centenas de córregos em São Paulo. Se você acha que os rios paulistanos se resume a Tietê, Pinheiros, Tamanduateí e Aricanduva, se enganou. Há alguns que correm soltos por aí, pouco conhecidos. Mas há uma centena que somam 3 mil km. Sim, o equivalente ao tamanho do Rio São Francisco está enterrado sobre nossos pés. Pouca gente sabe disso, mas projetos estão conscientizando a população da existência desses anônimos. Alguns deles, nós sabemos que existem quando há enchentes na cidade. E esse sepultamento dos rios é uma das causas dos alagamentos que temos por aí. 
Embora São Paulo surgiu em um divisor de águas entre Tietê, Pinheiros e Tamanduateí e se utilizou de rios para o seu desenvolvimento, muito se fez para escondê-los debaixo de asfalto e concreto. E aos poucos, alguns córregos estão voltando a vida. Temos por exemplo o córrego das Corujas em Pinheiros e o córrego Pirarungáua, que cruza o Jardim Botânico. Ambos ressurgiram após anos de anonimato. Mas ainda temos muitos a serem revelados. Quer saber alguns rios que estão escondidos. O Blog vai te mostrar dez deles. Até mais, pois alguns são formados por mais de um rio.
E aí, bora navegar pelos subterrâneos de São Paulo?

Córrego Uberaba

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Cruzamento da Avenida Hélio Pellegrino com a Avenida Santo Amaro. O movimentado cruzamento esconde o Córrego Uberaba.
Por baixo da Avenida Hélio Pellegrino, corre o córrego Uberaba. O córrego é a junção de dois córregos: o córrego do Paraguai (que nasce em Indianópolis) e o córrego das Éguas (que nasce na Vila Mariana). Ambos se encontram próximo da Avenida Professor Ascendino Reis (perto da AACD) e depois percorrem baixo das avenidas Ibirapuera e Republica do Líbano, antes de percorrer toda a Hélio Pellegrino e por fim, o bairro da Vila Olímpia. Deságua no Rio Pinheiros, bem próximo do córrego a seguir.

Córrego da Traição

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Córrego da Traição desaguando no Pinheiros.

Por baixo da Avenida dos Bandeirantes, uma das mais movimentadas da cidade e que delimita o mini anel viário, passa o córrego da Traição. Já expliquei a origem do nome em uma matéria sobre a Linha 5 - Lilás (http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2016/01/a-origem-dos-nomes-das-estacoes-de.html). O córrego nasce próximo do cruzamento entre a Avenida dos Bandeirantes e a avenida Jabaquara. Passa próximo do Aeroporto de Congonhas e deságua no Rio Pinheiros, no mesmo ponto onde está localizada uma das barragens do Rio Pinheiros, a Usina elevatória da Traição. 


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A movimentada Avenida dos bandeirantes, que passa por cima do córrego.




Córrego do Sapateiro

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Córrego do Sapateiro dentro do Parque do Ibirapuera
Outra grande avenida da Zona Sul aparece aqui. Sabe a Avenida Juscelino Kubitschek, que liga a região do Ibirapuera até a Marginal Pinheiros? Além dos túneis Ayrton Senna e Sebastião Camargo, algo a mais passa por baixo. Sabe o que? Sim, um rio. O córrego do sapateiro nasce na Vila Mariana e ainda passa pelo Ibirapuera, onde ele é visível e forma três lagos do Parque do Ibirapuera. Após isso, ele fica debaixo da Avenida Juscelino Kubitschek em toda a sua extensão, até desaguar no Rio Pinheiros. Apesar de ter sido canalizado e enterrado, na década de 60, suas águas estão entre as mais poluídas dos rios paulistanos e está havendo esforços para limpar o córrego. Muito ao fato dele abastecer os lagos do Ibirapuera.

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Por debaixo dos modernos arranha-céus da Avenida Juscelino Kubitschek, passa o córrego do Sapateiro.
Córrego do Sapateiro desaguando no Rio Pinheiros.

Córrego Iguatemi

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Avenida Cidade Jardim, por onde passa o Iguatemi.
O Córrego do Iguatemi nasce no cruzamento entre a Avenida Nove de Julho e a Rua José Maria Lisboa, nos Jardins. Oposto a outro córrego que falarei no próximo, o córrego percorre por debaixo das Avenidas Nove de Julho e Cidade Jardim, antes de desaguar no Rio Pinheiros.
Sua foz é muito próxima dos córregos do Sapateiro, Uberaba e da Traição. Faz sentido você pensar que essa região na Vila Olímpia era um pântano até pouco tempo atrás.

Córrego Iguatemi desaguando no Rio Pinheiros.

Rio Anhangabaú

No centro da cidade, por baixo do grande calçadão e dos túneis que cortam o Vale do Anhangabaú, existe um rio ali. O Rio Anhangabaú era um dos que poderiam ser vistos do alto do Pátio do Colégio (o outro era o Tamanduateí) e que formaram a cidade. O Rio Anhangabaú é formado da união de três córregos: 
Córrego do Itororó: O córrego do Itororó é um córrego que nasce e percorre a atual Avenida 23 de Maio. Ele nasce próximo ao Centro Cultural de São Paulo e se encontra com os outros dois córregos na Praça da Bandeira.
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Como era o Itororó antes do fim da década de 60, antes da construção da 23 de Maio.
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Quanta diferença, minha gente!!!
Córrego do Bexiga: Esse córrego nasce próximo do cruzamento da Avenida Brigadeiro Luís Antônio com a Rua 13 de Maio. Ele atravessa todo o bairro do Bexiga e passa por debaixo da Radial Leste. Termina seu percurso na Praça da Bandeira.
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Bairro do Bixiga, por onde passa o córrego.
Córrego do Saracura: O terceiro córrego que forma o Anhangabaú. Ele nasce no bairro da Bela Vista, próximo da Rua Almirante Marques Leão (também há outra nascente, próximo da FGV e oposto a nascente do Córrego Iguatemi) e percorre a Avenida 9 de Julho até a Praça da Bandeira. Um afluente conhecido do Saracura é o Córrego Augusta, que nasce próximo do cruzamento da Augusta com a Paulista e percorre quase toda a Rua Augusta. Ele encontra o Saracura na 9 de Julho, embaixo da Radial Leste.
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Vale do Córrego Saracura em 1910.
Nascente do Saracura
Nunca imaginaríamos que vias como 23 de Maio, Augusta e 9 de Julho tivessem rios por debaixo do asfalto. E que todos se encontram na Praça da Bandeira, onde hoje há um grande terminal de ônibus. Se não desconfiava que havia um rio aí, o Viaduto do Chá e de Santa Efigênia estão aí para provar que foram construídos para atravessar o rio. Outra ponte que foi construída para atravessá-lo é na Rua Florêncio de Abreu. Ele deságua próximo do Mercadão Municipal, no Rio Tamanduateí.
Mesmo enterrado, ele não deixa dar mostras que está vivo, quando há alagamentos na região.

Foz do Anhangabaú, que pouco se pode ver correndo por baixo das ruas do Centro.
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Atual 9 de Julho, que passa por cima do Saracura.


Rio Verde

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Rio Verde em Itaquera. Poluído e não canalizado.

O nome Rio verde nomeia três diferentes córregos em São Paulo. Dois deles passam lado a lado e são nomeados Verde I e Verde II. O córrego Verde I nasce no alto da Vila Madalena e percorre todo o bairro de Pinheiros, passando próximo das estações de metrô da Linha 4 - Amarela Fradique Coutinho, Faria Lima e Pinheiros. Deságua no rio Pinheiros. Já o seu irmão, o Verde II nasce próximo do bairro do Sumaré, passa por baixo da Rua Henrique Schaumann e depois cruza o bairro dos Jardins. Cruza a Avenida Brigadeiro Faria Lima e depois, deságua no Rio Pinheiros. 
Já o outro Rio Verde está localizado na Zona Leste. Nascido dentro do Parque do Carmo, ele percorre todo o bairro de Itaquera e passa próximo ao Estádio do Corinthians, antes de desaguar no córrego jacu. esse rio nem é tão invisível assim...

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Rua Henrique Schaumann. Nesse ponto, o Verde II passa por debaixo da via.

Córrego Anhanguera

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Por baixo da galera que agita a Borba, nasce o Anhanguera

O córrego Anhanguera não fica na rodovia. Ele percorre o centro de São Paulo e deságua no Rio Tietê. Quer saber onde ele nasce? Sim, ele nasce próximo da Rua da Consolação, próximo aos bares próximos do Mackenzie (na região da Borba). O córrego passa por debaixo do Elevado João Goulart (Minhocão) e corta os bairros da Santa Cecília e da Barra Funda. Na Barra Funda, ele se encontra com o córrego do Pacaembu e após o cruzamento com a Avenida Abraão Ribeiro, ele fica visível antes de desaguar no Tietê. 


Encontro do Anhanguera (centro) com o córrego Pacaembu (à esquerda), na Barra Funda


Córrego Tatuapé

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Avenida Salim Farah Maluf que passa sobre o córrego do Tatuapé

Esse córrego está localizado na Zona Leste e passa por baixo da Avenida Salim Farah Maluf, uma das mais movimentadas vias de São Paulo e que integra o Mini Anel Viário da cidade. Certamente nunca desconfiaríamos que um rio passa por debaixo de tamanho tráfego que corta a Zona Leste, dividindo os distritos do Tatuapé e da Água Rasa. Sua nascente fica na própria avenida, próximo a rua João Branco. Antes do nome atual, uma homenagem ao pai do ex-prefeito e governador Paulo Maluf, a avenida tinha o mesmo nome do córrego que deságua no Rio Tietê na altura da Ponte do Tatuapé.

Córrego da Mooca

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A Avenida Professor Luis Ignácio Anhaia Melo esconde um rio por debaixo dos muitos carros que circulam na área.
No meio dela, as obras da Linha 15 - Prata.

E mais um córrego da ZL aparece aqui na lista. Também enterrado sobre uma grande avenida que faz parte do mini anel viário, que é a Avenida Professor Luis Ignácio Anhaia Melo. O córrego da Mooca nasce no bairro de Sapopemba e percorre toda a avenida até desaguar no Rio Tamanduateí. Apesar do nome, o córrego em nenhum momento passa pelo bairro da Mooca. E para vocês sentirem o drama de um rio enterrado, ele foi a causa do monotrilho da Linha 15 - Prata ter suas obras refeitas. Não perceberam que havia galerias debaixo da avenida, cujo o rio passa. E graças a isso, pagamos caro pela obra que só teve duas de suas 10 estações entregues. E toda uma mudança de projeto teve que ser feita. 

Córrego Aclimação

Galeria que leva água para o Córrego Jrubatuba
Por fim, termino a matéria com um rio aqui perto de casa. O Rio Aclimação nasce aqui mesmo no Parque da Aclimação, depois do Lago do parque. Lago que ficou mais conhecido após uma forte chuva fazê-lo secar, devido a destruição do vertedouro que mantinha o lago.O vertedouro foi reconstruído e o lago voltou ao normal, fazendo seu papel de embelezamento e de controle de enchentes na região. E os rios também. Rios? Sim, o córrego da Aclimação são constituídos por outros dois córregos da região. O primeiro é o Córrego Jurubatuba, que nasce e percorre toda a Avenida Armando Ferrentini. O outro é o Córrego Água Azul, que nasce na Vila Mariana e percorre a rua de mesmo nome. Ambos se encontram no Parque e percorrem os bairros da Aclimação e do Cambuci. O rio deságua no Tamanduateí, na baixada do Glicério.

Vista do vertedouro do lago do Parque da Aclimação. O vertedouro leva ao Córrego Aclimação.
Saída do vertedouro
Nunca imaginou que São Paulo tivesse tanta água passando por baixo do asfalto? Saiba que há mais e que você pode identificar mais deles. Se você está em um local plano ou um pouco acidentado, mas que o redor (as ruas laterais) sobem, há indícios que pode haver um rio por ali. Faça o teste. Veja o exemplo da 23 de Maio:

As setas indicam as regiões de subida. O rio corre pela avenida.



Bom amigos, se querem saber mais rios de São Paulo, acessem o Geomapa de São Paulo. Lá vocês podem se surpreender mais com o tanto de rios que temos aqui na cidade. Link abaixo aqui.
Até mais.